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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Albano Da Costa a.k.a Rold B



Albano Da Costa a.k.a Rold B, nascido aos 4 de janeiro de 1992,é um rapper e “mini” Graphic Designer Moçambicano que (Maputo) começa a reppar aos 15 anos na school com beat de carteira lol, mas com o objectivo de mostrar o que sabe,ser reconhecido,Valorizado e dar a sua contribuição para o Rap Moz a sua carreira musical inicia 1 ano depois quando muda-se para a escola Francisco Manyanga , participou em varias rap battles e quando um dos participantes Decio Zimba (DC) convida-lhe para se tornar membro do grupo Bloco Soldier (que actualmente não faz parte). . .conhecido pelo seu Rap simples,objectivo e Versatil, já fez alguns sons seus “Recordações Ft Fkay” e “Puxão de orelhas”, alguns Freestyles já se participou em mesmos sons com grandes nomes do Rap moz tais como: Hernani,Dice,K9,fkay,LayLow,Scooby Doo,Sweepa,Regulo,Teknik etc. .

DOWNLOAD SONS

Rold B - Recordações ft Fkay (Prod. By Krazzy Beatz (2008)

Hernani ft Rold B & Dice- Swagger Like Us (S.L.U Rmx(2008)

Cross Fader Apresenta Rold B & Swiss Boy - Freestyle(2008)

Rold B- Pioneiro da nova Era (Ransom Mixtape) (2009)

Rold B - puxao de Orelhas.MP3 (2009)


DJ dabo Ft k9,Dygo,Dice,Hernani,Rold b, ImpRO - Ninguem m abusa (Video Version)







ANDREIA QUARESMA

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Sons Africanos - MaliQ, A Verdadeira Realidade da África do Sul

Na arte de transmitir as suas próprias histórias através da sub-cultura americana chamada hip hop, não são só os americanos a saber fazê-lo. Chega-nos um artista Sul Africano capaz de tocar na ferida.


O seu nome é M.M.M Mahlangu, mas gosta de ser chamado de MaliQ (com Q e não K, como ele mesmo gosta de dizer). Ele descreve o pai em 3 palavras apenas "activista, ladrão e dramaturgo". A mãe era uma mulher inteligente, por isso, tornou-se numa empresária bem sucedida. Muito cedo se envolveu na vida cruel que as ruas oferecem aos jovens com poucas oportunidades e de raça negra: crime, dinheiro fácil e morte. Mas ele queria ser diferente, queria sobreviver e contar a sua história. E sobreviveu...


MaliQ usa a poesia de rua para descrever o seu quotidiano e as dificuldades do seu povo. Não gosta de rótulos: 'rap gangsta', 'rap consciente', 'rap isto, rap aquilo'... Ele descreve o seu estilo de rap simplesmente como 'humanista', vindo do fundo da alma. As suas letras são um ataque a todos aqueles que não aguentam ver a realidade como ela é. No seu dia a dia é um homem de família amoroso e dedicado activista e empresário, e insiste em dizer que sua música é apenas uma extensão desta combinação de papéis que desempenha diariamente. Ele considera o seu talento uma benção de Deus.


MaliQ começou a sua trajetória no rap com o grupo Ba4za - hoje considerados uma referência no HipHop. Até à data lançou dois álbuns. Official Bootlegs Volume One - que primeiro tentou negar modestamente a sua qualidade - mas os fãs pediram um segundo volume. A parte da produção foi feita pelo grande Nyambz e isso contribuiu para o sucesso.Músicas como Ghetto Supahero, African Express e Common Ground fizeram de MaliQ um dos melhores contadores de historias de Àfrica, trazendo sempre uma sinceridade cruel em cada palavra.

Depois veio Sleepless in Seattle / Cap City On My Mind (nomeado para Melhor Mixtape no Hype Awards 2009), um tributo ao amor pela arte e cinema. Tem a participação de dois dos mais talentosos Beatmakers: Jake One (50 Cent e G-Unit) e Trompie. Uma das melhores Mixs de 2009. Mas o melhor ainda está por vir... 2010 foi o ano escolhido por MaliQ para lançar A Mic and a Dream, que é um dos álbuns mais aguardados para o ano que vem. Ele promete que será a sua maior obra musical até à data.




domingo, 13 de dezembro de 2009

Sons Africanos - Nneka – “A Nova Lauryn Hill”

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Nneka é bela e tem uma belíssima voz. Seu marcante acento e sua rebelde cabeleira, penteada em estilo black power, revelam suas origens africanas, declaradas também em letras e rimas. Rimas essas que versam ainda sobre as mais íntimas aflições da moça, embaladas por reggae, rap, jazz, funk, trip hop, soul.
Com tudo isso, dá para entender porque publicações como o jornal inglês "Sunday Times" e os franceses "La Marseillaise" e "Libération", entre outros, a apresentam como "a nova Lauryn Hill".
A comparação faz sentido, e a diva americana e sua extinta banda, o Fugees, são, declaradamente, uma de suas referências. Mas Nneka Egbuna tem personalidade e atitude de sobra para ser mais do que apenas uma sucessora de "miss Hill". E se a aposta dos críticos estiver correta, seu primeiro disco, "Victim of Truth" (2005), teria sido um "best-seller global" se lançado em Nova York.
Se a estréia impressionou, em "No Longer at Ease", álbum que saiu neste ano no exterior (leia crítica nesta página), Nneka aprimora suas influências e, pela primeira vez, é ouvida pelo grande público.
Foi graças a ele que as pessoas descobriram o CD anterior. E é também por ele que seu nome figura no line-up de festivais europeus ou abrindo para artistas como Sean Paul e a dupla Gnarls Barkley.
Mas Nneka parece passar ao largo das apostas e comparações. "As pessoas têm necessidade de relacionar um artista ao outro. A mídia precisa disso. Eu não", disse a cantora à Folha em entrevista realizada por telefone.
"De certa forma, é um prazer ser comparada a Lauryn Hill, porque ela é alguém que, definitivamente, tem algo a dizer. Você sente e ouve isso em suas letras", fala Nneka.
"Na verdade, ela é grande demais para ser comparada ao que estou fazendo."

Histórias

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Nascida em Warri, a "cidade do petróleo", na Nigéria, Nneka, 27, tem muito a contar. Atualmente, ela trafega entre a terra natal, onde mora seu pai, e Hamburgo, na Alemanha, para onde se mudou aos oito anos, por motivos sobre os quais ela pouco fala. "Nunca foi minha intenção vir para cá [Hamburgo]. Tive problemas pessoais e, por coincidência, estava na Alemanha na época, mas sou mais africana do que européia."
Formada em antropologia, Nneka canta desde sempre, mas, só nos últimos três anos transformou seu hobby em profissão. "Nunca tive chance de fazer música. Minha família não tem nada a ver com a música. Meu pai é um arquiteto que se tornou fazendeiro. Sobre minha mãe [que é alemã], sei pouco. Não cresci com ela", conta.
"Escrevia sempre que sentia saudades da Nigéria. Quando estava sozinha. Era uma terapia para lutar contra a tristeza."
Além de sentimentos pessoais, suas letras tratam de problemas sociais e políticos da África e, segundo ela, refletem mais ou menos sua experiência de vida. "O que acontece ao meu redor e as pessoas com as quais convivo são minha grande inspiração", descreve.
Neste ponto, a influência do conterrâneo Fela Kuti, o criador do afrobeat, se sobrepõe à do hip hop norte-americano ou à do reggae jamaicano, dois ritmos marcantes no diversificado estilo de Nneka. "Fela Kuti é uma grande inspiração para todos os nigerianos. Ele e sua luta pela democracia e pela liberdade artística", diz. "Fela é o rei do afrobeat; um dos pais da música africana. Ele era capaz de exprimir as vontades do povo."

Diversidade

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Ainda que a Nigéria seja o principal tema das canções de Nneka, e suas ruas o cenário de seus clipes -todos disponíveis no YouTube-, ela concorda que jamais teria feito um disco como "No Longer at Ease", ou mesmo "Victim of Truth", se estivesse morando na África.
"Se não tivesse saído de lá, jamais teria tido a chance de viver por mim mesma e de ver certas coisas", acredita. Além disso, Nneka não teria conhecido o DJ alemão Farhot, que delineou a sonoridade de seus dois álbuns -o segundo teve ainda a participação do produtor francês Jean Lamoot, conhecido por trabalhos com Salif Keita e Noir Desir.
Em ambos, Nneka se reveza rimando e cantando num estilo muito próprio. "Se tivesse que colocar em uma categoria, o primeiro disco é hip hop, afro hip hop e soul", afirma. "Já "No Longer at Ease" não sei como definir. É um CD repleto de diversidade e, ao mesmo tempo, muito pessoal. Fala de temas que me tocam muito seriamente. Diria que é louco."
E é por essa diversidade, certa dose de loucura e originalidade, que Nneka deve dar o que falar daqui para a frente.


Frases

"É um prazer ser comparada a Lauryn Hill, porque ela é alguém que tem algo a dizer. Você sente e ouve isso em suas letras"

"Escrevia sempre que sentia saudades da Nigéria. Era uma terapia contra a tristeza" NNEKA, cantora



ISSO É NNEKA

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AFROBEAT
Fela Kuti, o criador do afrobeat -ritmo que mistura jazz, funk e ritmos africanos-, influenciou artistas do mundo inteiro, e, especialmente, os de seu país, onde é praticamente um mito. Segundo Nneka, suas letras e posições políticas inspiraram a liberdade artística e de expressão de todos os nigerianos

RITMOS JAMAICANOS
Bob Marley, King Tubby, Lee Perry e outros bambas da música jamaicana também estão presentes na sonoridade da cantora, que passeia pelo reggae e o ragga com igual desenvoltura

NINA SIMONE
Além da atitude política, Nneka herdou da cantora norte-americana o perfil camaleônico; como Nina Simone, é quase impossível encaixar a nigeriana e um estilo

HIP HOP
O hip hop norte-americano é a referência mais marcante no som da cantora. Destacam-se a mistura de jazz, rap, r&b e reggae que marca o som do The Fugees -segundo Nneka, a primeira banda de rap que ouviu- e o jazz rap da extinta dupla Black Star, formada pelos MCs Mos Def e Talib Kweli.

LAURYN HILL
Ainda que recuse a comparação, Nneka tem tudo para ser a nova Lauryn Hill. Como ela, tem personalidade, atitude e tanto suas letras, quanto a sonoridade de suas músicas, passam pelas mesmas influências da diva norte-americana

TRIP HOP
A mistura de downtempo, jazz, funk, soul, rap e breakbeats criada por bandas britânicas como Massive Attack e Portishead também perpassa o som de Nneka -ainda que ela não reconheça essa relação



Crítica

Com várias referências, CD impressiona

DO GUIA DA FOLHA

Nneka é a síntese dos estilos musicais espalhados pelo mundo pela diáspora africana, e o melhor exemplo de como africanos e afro-descendentes têm muito em comum. O pensamento político delineado por seu conterrâneo Fela Kuti é grande influência para suas letras, que, no entanto, encontram no formato do rap norte-americano a melhor forma de expressão.
Foi ouvindo artistas como Fugees, Mos Def e Talib Kweli que Nneka conheceu o hip hop dos EUA, e a mistura de rap, r&b, soul e jazz feita por eles é marcante na sonoridade da cantora nigeriana.
Essa referência se destaca, principalmente, em canções como "Death" ou "Come with Me", cuja letra discorre sobre as agruras do povo que vive em sua cidade, Warri, região petrolífera que é alvo da exploração de grandes companhias.
Mas essa relação aparece como uma, entre muitas, e é preciso ouvir Nneka como algo novo e original. Impressiona a maneira como a nigeriana passa do soul ao reggae com igual desenvoltura, às vezes numa mesma música. Ou como, de repente, se torna uma legítima intérprete de música pop africana, evocando ritmos locais como em "From Africa 2 U".
É por isso que "No Longer at Ease" transcende gêneros: é rap, soul, funk, reggae, afrobeat (basicamente, black music).
Merecem ser destacadas a parceria com o DJ alemão Farhot e o produtor francês Jean Lamoot, que duplicam a voz da cantora com efeitos contundentes, como no hit "Heartbeat", na qual as palavras soam com a batida de um coração.
Nneka nega o rótulo trip hop -rebatiza o estilo como afro hip hop- denominação, que, aliás, faz todo o sentido. (AFS)


Myspace da Cantora Nneka


Videos

Nigeria - Nneka - Africans



Nneka - Heartbeat










Denexl 'Sou mais patriota que o Ngangula...eu existo'


Denéxl, nome artístico de Denérido Kudidissa, nascido em Luanda – Angola. Começou a sua carreira musical em 1998 quando apareceu no programa Era do Hip-Hop (programa actualmente inactivo), com o som Edição Completa, que teve a participação e produção de Airmack (Wave Gang, GMack). No mesmo ano integra o grupo Furious Boys junto de Kob Cruz, Nano Brag e Joy Cook. Em 1999 começa por fazer parte da clique Wave Gang junto de Airmack, Mad-Contrario, Mr. C vindo com eles a aparecer em palcos e rádios de Luanda.

A partir do ano 2000, decide com um dos membros da clique Wave Gang, Mad-Contrário, criar um duo aparte que se chamou e se chama Hemoglobina, tendo juntos lançado 4 projectos discográficos nomeadamente: Ep - Carnes (2000-2001); Mix Tape - Fogo Cruzado (2001); Compilação - A Recolha (2002); Single e o Álbum - Alegrias e Tristezas (2003).

No ano de 2007, encontrado-se em Moscovo – Rússia já a 4 anos como estudante, Denéxl edita o seu primeiro álbum a solo intitulado Dentro e Fora do Meu Quarto que teve a participações de Mad-Contrário, Ikonoklasta, WB, Edu-ZP, Dega, Verídico, P. Forever e produções de Mário Pinho, Mad-Contrário e do próprio Denéxl. O álbum cujos temas centrados são racismo, política social e amor e preenchido por 18 faixas, foi editado pelas produtoras "Volume produções" e "Forno" e distribuido pela Masta K.

Denéxl encontra-se já a trabalhar no seu segundo álbum, que ainda não tem titulo e nem data de lançamento. Enquanto isso, esta' ja' disponível para download um EP promocional que contem sons gravados por Denéxl durante o ano de 2003 a 2009 e que não foram editados.



http://i139.photobucket.com/albums/q315/luis_queiroz/denexl_linhas.jpg


Links:

http://www.mediafire.com/download.php?aizjoh2dnly


ou http://www.rapidspread.com/file.jsp?id=sixacu3wga



ANDREIA QUARESMA

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mc Pameloza " Musicalidade Igual nunca Vi"


Nascida na zona leste de São Paulo região de Sapopemba, o interesse por musica surgiu por influência da família, que faziam festas em casa, regadas a Black Soul e samba rock. Participava constantemente dos ensaios do Grupo de Samba do meu avô chamado “Redução de Jornada” que relatava o cotidiano dos trabalhadores de sua época e lutas por melhores condições de vida e trabalho. Aos 14 anos, através das rádios comunitárias da região ouvia alguns grupos de Rap ( Doctor..s Mcs, Potencial 3, Sistema Negro, Racionais, Consciência Humana, Dr. Dre, The Fugees e outros, a musica Eletrônica também fez parte da minha adolescência, gostava e muito de Jungle, que tinha muita expressão na zona leste. Aos 18 anos já morando na Bela Vista tive oportunidade de ser integrante de um grupo de Rap feminino chamado Aclive ( Bebel , Klaujah, Dane e Michele), chegamos a gravar 4 faixas com o produtor Quincas Moreira. Atualmente vivo na Baixada Santista, onde me deparo com um novo cenário e estou tendo novamente a oportunidade de me expressar musicalmente, contando com a Produção de Emerson.


Ouça os Sons Dela no Myspace


EMBREVE A MC PAMELOZA IRA NOS CONCEDER UMA ENTREVISTA..AGUARDEM...!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

A Arte do Brasileiro Titi Freak


Titi Freak tem 33 anos e é um mestre do desenho. Sua ascendência é japonesa e sua base é o manga, com o qual trabalha desde os 13 anos. Ilustração, graffiti, io-iô e moda são seus ambientes preferidos. E ele não esconde toda essa mistura no seu estilo east meets west. Além de telas elaboradas e ricas em detalhes, Titi gosta de explorar superfícies curiosas e expressivas como, por exemplo, uma mesa de bar ou uma porta de garagem.

Dos 13 aos 20 anos, ilustrou. Desde então, o senso de estilo, a habilidade como ilustrador e o profissionalismo adquiridos, o manteve sempre em atividade, trabalhando como designer gráfico e ilustrador. Colaborou intensamente com várias agências de publicidade e muitas marcas como MTV Brasil,Ellus Jeans, Adidas, Eckó, Adidas,Converse AllStar, Ezequiel e Nike.

Titi freak conheceu o graffiti só em 1995, mas percebeu que era o ambiente ideal para se livrar das amarras e vícios que os anos de briefing haviam impingido ao seu trabalho. Nas ruas de São Paulo, Titi Freak pode integrar a excelência técnica do seu desenho ao espírito de improvisação que a cidade impõe. A troca foi justa: Titi soltou o traço enquanto o graffiti paulistano ficou mais sofisticado.

Mais informaçoes, e um belo portifólio, dividido em rua, design e arte, podes conferir no site oficial de Titi Freak

www.tfreak.com



ANDREIA QUARESMA

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Boy G - Biografia e Novo Single Mô Ganha Pao





Nome: Jorge Paim

Boy G a.k.a. Callaway

Idade: 26 anos

Data de Nascimento: 19/01/1983

Natural: Luanda

Município: Cazenga


A minha paixão pelo rap começou quando pela 1ª vez vi os Kriss Kross na TV, em 1993, isto quando tinha os meus 10 anos de idade, queria ser como um deles: Dady Mac ou Mac Dady. Assim imitava a forma deles de vestir, andar e cantar, só não usava tranças porque não era permitido.


Fui brincando de cantar e mais brincadeiras conseguiram criar algo que quase toda gente cantou:


“Eu fui a discoteca sem complicar com meu chapéu de marca e bota militar”

Foi em 1995 dia 11 de Novembro, que pela 1ª vez cantei essa musiquinha numa maratona em alusão aos festejos da nossa independência, fui chamado pelos meus vizinhos que faziam parte da organização, porque já tinham conhecimento da música.


O pessoal curtiu, aplaudiu, e a partir daquele momento o pessoal me incentivava a continuar. Daí fui escrevendo mais músicas que por vezes perdiam-se porque não tinham fim.


Em 1998 quando fazia a minha 8ª classe na escola Óscar Ribas, fui participando em certas actividades da escola, cantava, dançava, criava jograis, poemas e poesias, estava sempre ligado ao poetismo, e fui aumentando assim a minha capacidade de compor e cantar.


Fui fazendo Freestyle na escola e na rua, e finalmente batalhas de rompimento, que por sinal fui sempre bem sucedido, mas fui tendo problemas na escola e com os meus familiares, que acabaram por entender, porque eu tenho esta cultura no sangue.


A partir do ano 2002 até hoje tive momentos felizes e marcantes na minha vida que são:


No ano 2002, dia 21 de Dezembro estive na 1ª final do Concurso de Freestyle do programa Big Show Cidade Sprite, e consegui o 2º lugar.


No ano seguinte (2003), voltei a participar e felizmente consegui rectificar o erro cometido no ano anterior e venci o concurso.

Desde então tive várias propostas de várias produtoras, e por fim em 2006 fiquei pela So Much More Records, gostei as regras e assinei o contrato.

Em 2008 comecei as gravações do meu álbum de originais “Puro do Gueto”, em Setembro do mesmo ano fui galardoado com o diploma de mérito da JMPLA do Município do Cazenga como jovem musico que enaltece a cultura e o nome do município, ainda em Outubro do mesmo ano lancei o meu primeiro single promocional, do qual podemos destacar as musicas “Puro do Gueto”,Tamanho da fonte“Miss” e “Cabeças”.

Seguido de varias aparições públicas, televisivas e radiofónicas a promover o meu álbum previsto a ser lançado este ano sob o título Puro do Gueto”.



Sobre o álbum:



O álbum totalmente gravado em Angola nos estúdios da So Much More Records, misturado e masterizado emMiami, USA nos estúdios Miami Beach Recording, conta com participações de Negro Bué, Nicol Ananás, Kalibrados, Edmazia, Kyara, Sandra Cordeiro, Lil Boy, LC, Ruzenox, Leo-Mi e Rap-Ases”. Com as a produções deDji Tafinha, LC, MG, Alton Ventura e Big and Small, uma produção executiva da So Much More Records.


PS: Actualmente com o vídeo da musica que da titulo ao álbum “Puro do Gueto” gravado.


Novo Single promocional para download "Mô Ganha Pão" com a participação de Vui Vui e Laton (Kalibrados) produção de LC.


Álbum a ser lançado no próximo dia 27 de Dezembro no Parque da Independência, venda e sessão de autógrafos.


Baixa Novo Single:


Boy G - Mô Ganha Pão Feat. Vui Vui e Lanton (Kalibrados) Prod. LC pela So Much More Records


Por

www.somuchmorerecords.blogspot.com

Especial Diplomáticos



O mais novo grupo musical DIPLOMÁTICOS, composto por 4 (quatro) elementos: INDY BRAGA, TUCHO MILLION, AKA BILL e MARIO DIP. Residentes em Luanda, o grupo agregou-se no ano de 2007 / 2008, inicialmente com o intuito de aprendermos música e conhecermos pessoas no meio.

Quanto mais aprofundamos os nossos conhecimentos, mais nos apaixonamos pela arte. E com o passar do tempo, cresceram as nossas expectativas, as nossas ambições, o que nos impeliu a gravar um Álbum Discográfico para partilharmos com os outros o nosso trabalho, pois a base de um artista é a partilha.

O nosso objecto de criação principal é a nossa cultura, o povo que nos tornou o que hoje somos. São essas pessoas, as suas crenças e os seus valores que nos impelem no acto de criação. A riqueza dos sons, das cores, dos sabores… A força com que este povo abraça o mundo é para nós o centro.

Tendo em conta que Diplomacia é a arte e a prática de conduzir as relações exteriores ou os negócios estrangeiros de um determinado Estado ou outro sujeito de direito internacional. Geralmente, é empreendida por intermédio de diplomatas de carreira e envolve assuntos de guerra e paz, comércio exterior, promoção cultural, coordenação em organizações internacionais e outros


então nossa pretensão é actuar como verdadeiros diplomatas mas na música, de formas a fazer chegar as nossas músicas em todos os pontos possíveis do mundo, sem fronteiras e sem limites. Também manter a boa relação entre os músicos (paz e feedback), tal como na Diplomacia.


Brevemente o lançamento oficial do single promocional ‘A PEÇA QUE FALTAVA’ do álbum ‘MISSÕES DIPLOMÁTICAS’. Comporta 5 faixas musicais inéditas e participações de Laton (Kalibrados), Loromance aka Nice G, Osvaldo Braga, Mad Kontrario, Mallaryah (DreamBoyz), Abidy Fada e KillaFox. Temas que retratam mensagens de amor, humor, quotidiano e reflexão.


Uma colaboração de Double S pela So Much More, Mad e DH pela X10 Recordz, Pedro Quintas pela Misand Lda e Eterninho pela Eterninho Entertainment.

DIP 4EVER

DIPLOMÁTICOS - NOVA MARCA (SLASH DESIGN)








Faz download de várias músicas do Grupo nestes links


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Enézimo - O Potencializador de Idéias



"Apreciador do hiphop desde 1983 , eu enéas cresci admirando a cultura hiphop. Acompanhando mestres como thaide,dee mau,irmãos metralhas,mc jack,geração rap,pepeu,ndee rap,entre outros.Posteriormente freqüentador dos bailes de sp(club house,projeto leste1,clube da cidade,neon club).Me encontrei envolvido por essa cultura maravilhosa . Já em 1990,a convite de Preto R eu estava nos palcos como mc do grupo ¨Master of rap¨.

Dois anos depois estava no grupo ¨Irmãos de Verdade¨ ,grupo que alcançou um bom destaque no cenário hiphop brasileiro.Findado o Irmãos de Verdade nasceu o grupo ¨Armagedon¨, que conquistou alguns prêmios ,gravou discos, CD..s,vídeos clips,reportagens em revistas,jornais,tvs,sites,entre outros;atingindo e adquirindo, respaldo e respeito no Brasil a fora. Hoje Enézimo ,nome que representa ¨o potencializador de idéias¨. Venho em carreira solo depois de uma parada no grupo Armagedon,solo mais não sozinho,venho em uma parceria com Dj Nato pk (dj e produtor)"


Tracklist:
01 Apresentação Enézimo
02 A.R.M.A.G.E.D.O.N - Armagedon (Prod. Edy Rock)
03 A.R.M.A.G.E.D.O.N - Estaca Zero (Prod. Dj Paul)
04 Enézimo - Tamo Junto (Prod. Dj Nato_Pk)
05* A.R.M.A.G.E.D.O.N - 100 Essa De Subir O Gás (Prod. Dj Paul)
06 Enézimo - Além da Alma (Prod. Dj Nato_Pk)
07 A.R.M.A.G.E.D.O.N part. Rappin Hood - Final Dos Tempos (Prod. Sagat)
08* SNJ part. A.R.M.A.G.E.D.O.N - Sem Essas Nunca Nessas
09 Potêncial 3 part. A.R.M.A.G.E.D.O.N, Polemikaos & Rappin Hood - Desperdício De Matéria Prima
10 Enézimo part. Arnaldo Tifu - Mãos Pra Cima (Prod. Dj Nato_Pk)
11 Enézimo part. Arnaldo Tifu - Passa Mal (Prod. Dj Nato_Pk)


DOWNLOAD HERE!!




terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Novos Artistas - Praso


Nascido em 1983 residente em Sines, o meu primeiro contacto com o rap foi na decada de 90 inspirado com o que mtv transmitia no momento , mas nunca muito interessado porque eram artistas como vanilla ice , mc hammer , etc..artistas mais comerciais quem nao era nem sao inpiraçoes minhas como por ex. The Fuggees , depois desliguei-me do rap até o aparecimento do cd "rapublica" , foi esse o primeiro contacto com o rap portugues e, a partir daí segui os grupos do panorama nacional que tinham saido nesse cd , mas nunca me tinha suscitado o interesse em rimar nem em produzir pois nem a cultura hiphop conhecia nem qual era seu significado.

Em 97 lembro-me de ter visto pela primeira vez uma festa de hiphop na escola secundaria que eu frequentava ,e digo hiphop por havia dj's b-boys writters e mc's ai comecei a fascinar-me por essa cultura urbana que se fazia em qualquer lado comecei a pedir e comprar cds que se ouvia como : Sam te kid , 7pm , Gds , dealema ,terrorismosonico entre outros , foi entao que comecei a escrever em cima das batidas livres que haviam nesses cds e, ja farto de nao ter batidas comecei a investir em material, a dada altura comecei a sentir a necessidade de gravar as minhas letras para me dar a conhecer, foi ai que voltei a investir com interesse de comprar o material necessário o para poder fazer as minhas ediçoes de forma independente , gravei a minha primeira makete "praso - preludio" em 2002 e dei me a conhecer ao ir a festas e oferecer cds, foi entao que surgiram mais duas maketes "3d- 3d" e "praso - Assistencia vol 1" ambas de 2003 ,a partir daí comecei ser contactado para entrar em ediçoes ja a nivel nacional a primeira foi " compilaçao alemdotejo " editada pela covil.

Depois surgiu de forma independente o meu Ep "cofre nocturno" com 20 faixas ,musicas compiladas desde 2002 a 2004 , a seguir foi a Mixtape "Musica de Palavra" pelo dj G i Joe e mais uma a compilaçao a cargo da ediora Chocolate bars "beats e rimas" por ultimo a compilaçao de "Norte a Sul". E 2006 terminei o meu primeiro album FOCUS 360º mas que devido a problemas (€) só saiu em 2007 e que, mais uma vez foi uma ediçao independente . Agora Terminei o meu ultimo Album "PRASO - ALMA&PERFIL" , mais um ediçao independente

CLICA NA IMAGENS E FAZ DOWNLOAD












sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Sons Africanos - C-Real, O Melhor Mc do Gana

O seu nome verdadeiro é Cyril-Alex Gockel, mas como mc usa o apelido C-Real. O apelido que o fez ganhar respeito nas ruas e ele soube usa-lo para marcar o seu território e fazer o público saber quem é e de onde vem.


C-Real é um mc com um talento raro e sabe usar as palavras como arma principal e é esse dom que o separa dos restantes mcs de Gana. Ele veio do underground, das batalhas de rap e trouxe consigo a essência do verdadeiro HipHop. Hoje, é um dos mais aclamados rappers do seu país, sendo mesmo considerado um dos melhores da sua geração.

Ele é tao real quanto parece, basta ouvi-lo uma única vez e a impressão com que ficamos é que este jovem rapper merece o título de Rei do Freestyle. Depois de vencer o concurso Emcee Africa Competition, ele está a preparar várias Street MixTapes para os fãs.



A primeira Mix, intitulada The Multiples Of C, foi um dos trabalhos mais falados dos últimos tempos em África, pela qualidade dos beats e das letras. Rapidamente chegou a outros lugares fora de África e recebeu boas criticas. Mas C-Real não é um rapper iniciante na história do HipHop.

Há mais de 10 anos que escreve poesia e refugiou-se na literatura. Com o seu amigo Tendayi formou um grupo chamado NT (Nipa Tuntum). Cresceu enquanto pessoa e Mc, e encontrou na escrita uma maneira de dizer ao mundo o que sente.

Orgulhoso de tudo o que conseguiu alcançar apenas com o poder das palavras, o mc finaliza com uma frase arrebatadora "Agora eu duvido que haja alguém que me possa atirar ao chão... O resto é história, como dizem"

THE MULTIPLES OF C

Nesta MixTape, C-Real consegue dar uma visão clara da sua vida e dos seus sonhos, e mostra todas as suas facetas criativas. É um artista dinâmico e não se importa de experimentar.

Apenas 2 mcs o acompanham, UNO e Jason, não roubando nem por um minuto o protagonismo do rapper, apenas vieram contribuir para tornar o projecto ainda mais aliciante.

Conseguiu apenas com uma Mix o titulo de "Melhor Mc do Gana" e diz num tom irónico que esta Mix é apenas um 'aperitivo'.

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ANDREIA QUARESMA

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Discípulos de Cristo AkA D’Cristo



Envolvido com o hip hop desde os 11 anos de idade, Rodrigo a.k.a Rimaddor chegou a fazer parte de outros grupo seculares q no deram certo, depois de algum tempo "longe" das rimmas, se converteu ao cristianismo e em 2001 formou o grupo discípulos de Cristo, q teve seu nome oficialmente mudado para dCristo em 2005.

Ainda em 2002 o grupo lançou um cd demo, totalmente independente com o título de "Nova Vida" ja com a presença de Mano Nego q se integrou ao grupo alguns meses depois de sua formação.

O cd abriu portas projetando o grupo no cenário do rap sul mineiro, onde o grupo abriu shows do Realidade Cruel, Racionais Mcs, Face da Morte, RZO, Sabotagem, Lito Atalaia, Ao Cubo, Doctors Mcs, Rimativos, etc..
Obs: O cd vc baixa no http://www.tramavirtual.com.br/discipulos_de_cristo.

2006.. e durante esses anos de ministério parcerias foram firmadas e projetos estão sendo traçados, e graças ao Bom Deus o grupo monta seu próprio homestúdio, com o nome de OUSADOZ (baseado no livro de Efésios 3:12), facilitando e abrindo portas para divulgação e propagação do evangelho de Cristo através do louvor e adoração, e o grupo continua a gravação de sons novos, tendo como objetivo não só de apontar os problemas do 'cotidiano mundano', mas também de mostrar a única solução que está no nome de Jesus Cristo, nosso Senhor.

Com pouco mais de um ano de lançamento, o cd abriu portas para apresentações/convites em várias cidades do Brasil, também através desse trabalho o grupo foi indicado, por dois anos consecutivos 2008/09, ao Hutúz (maior premiação de hip hop da América Latina) que é um evento realizado pela CUFA e Rede Globo de Televisão no Canecão-RJ, onde ficamos, em 2008, entre os 5 (cinco) destaques da América Latina na categoria Rap Gospel e 2009 (Melhores do Século) ficamos na pré-lista de indicados (entre os 30 grupos rap gospel da última década), além de participações/gravações em outros cds de rap no Brasil e exterior.

LANÇAMENTO: D'CRISTO - CELEBRAÇÃO (COMPLETO pra DOWNLOAD)

É um cd de Audio e Dados: São 13 faixas (com intro) e 12 participações diretas (confira lista de músicas), e nos dados vc encontra capa completa (já com recortes, pronta para impressão) e tbm vários papéis de parede (arte BrownOne).

O projeto é independente e de distribuição gratuita, NÃO PODE SER VENDIDO!

Oq está esperando?! Baixe agora msm. Já foram cerca de 1500 downloads e 400 cds distribuídos diretamente pelo grupo. Qq dúvida entre em contato dcristo.rap@gmail.com ou ousadoz@gmail.com.

CAPA_FRENTE

Lista de Músicas
00 - d'Cristo - Intro
01 - d'Cristo - TamunoJogo (part. especial FEX)
02 - d'Cristo - Poderoso Deus (part. especial EspG)
03 - d'Cristo - Liberdade (part. especial Se7e e Rapha Mc)
04 - d'Cristo - Patriotas (part. especial Sonic e Chileno)
05 - d'Cristo - Bota pra Correr (part. especial Léo BD'K)
06 - d'Cristo - Onde Está
07 - d'Cristo - Falsos (part. especial Idmon Orpheus e Siloé)
08 - d'Cristo - Incondicional Amor
09 - d'Cristo - Sou o que Sou (part. especial Lx e Marrom)
10 - d'Cristo - Outra Visão
11 - d'Cristo - Na Tua Direção
12 - Pr. Jeff - Ainda Não é o Fim

MEDIAFIRE: BAIXE AQUI.

** Link Direto do SiteOficial: BAIXE AQUI.


Site Oficial
http://www.ritmoepoesia.net/dcristo/

Comunidade dCristo no orkut:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10083033

Nossos sons vc encontra:
http://www.myspace.com/dcristo
http://www.myspace.com/rimaddor
http://www.tramavirtual.com.br/dcristo
http://www.buscamp3.com.br/dcristo
http://www.purevolume.com/dcristo

Álbum Nova Vida lançado em 2002:
http://www.tramavirtual.com.br/discipulos_de_cristo

Blog do Rimaddor:
http://rimaddor.blogspot.com

Flogs:
http://www.fotolog.com/rimaddor
http://www.fotolog.com/dcristo


CONTATO: dcristo.rap@gmail.com - ousadoz@gmail.com


ViDeOs:
d'Cristo - Ministração na abertura do Ao Cubo


d'Cristo - Bota pra Correr (ao vivo) - Abrindo Show do Ao Cubo


d'Cristo - Na Tua Direção (CLIPE)


d'Cristo - Voz do Altíssimo (Ao Vivo em SP)


d'Cristo - Poderoso Deus e Patriotas (Ao Vivo em MG)

LUSOHIPHOP ENTREVISTA FLY SKUAD

Mais uma entrevista elaborada pela já conhecida Miss Djei e desta vez fui eu que vesti a pele de repórter. O entrevistado é nada mais nada menos que Fly Skuad, mc underground do grupo Caixa de Pandora, dotado de uma capacidade de improviso excepcional (já presenciei) e que este ano lançou a mixtape Directamente do Underground. Curtam a cena, esse dred não tem "papas na língua"...


Lusohiphop: Quem é Fly Skuad e porquê este nome?


Fly Skuad: Fly Skuad é um mc proveniente do movimento underground e que caminha no rap desde 2002 e como muitos, comecei nos freestyles feito nas ruas e lá permaneci por muito tempo. Fly é um nome que me foi atribuído pelos meus pais e como sempre gostei de ser original decidi manter o nome no rap, pois é algo que me identifica já a partir de casa. Já o Skuad é uma longa história… Surgiu através das battles. Na época em que entrei para o rap existiam muitas gangs de rua (granelistas) e na minha zona as batalhas físicas com gangs rivais eram constantes, tive muitos problemas e ainda era puto por isso acostumei-me a fazer as coisas com muita adrenalina. Sempre gostei de batalhas de freestyle e por esta razão muitos rappers e grupos organizados me procuravam para termos este tipo de experiência que eu pessoalmente aprecio, foram várias rixas e a melhor parte de tudo isto é que foram poucos mcs que realmente conseguiram fazer-me frente.


Na altura representava sozinho, era o único rapper do meu bairro e estava sempre pronto para defender a hood quando os motherfuckers surgiam para lutas verbais. Aprendi e aprendo muito com isto e posso até dizer que os battles ajudam qualquer mc a ter uma visão mais ampla de como o rap realmente é (cultura violenta) sempre que enfrentava um mc absorvia várias técnicas e com o tempo fui reparando que sozinho eu era como se fosse um grupo, ou seja, tinha a capacidade de fazer o que um grupo fazia num rompimento quando se deparava com opositores, isto fez com que eu adquirisse várias qualidades como mc. Daí a origem do “Skuad”. Fly Skuad é uma mistura do útil e o agradável, Fly agradável para a minha família e para mim Lol…Skuad além de ser algo que me caracteriza é útil porque no rap é necessário mostrarmos sempre o nosso lado destrutivo e eu naturalmente faço questão de dizer alguns suckers que não se deve pisar na minha linha, entendes?!

LHH: Nas tuas músicas demonstras ter as raízes firmes no Underground mas, com a dinâmica da vida e do próprio "movimento", ás vezes as coisas mudam. Imaginas algum dia mudar do underground para outro estilo?


Fly: Esta pergunta nem devia ser feita, principalmente a mim, mas a resposta é “Não”. O que muitos não percebem é que o Underground não é só um estilo musical, é também um modo de vida que se reflecte na forma de pensar, agir e nas decisões que nos tomamos para o nosso bem, portanto, nas musicas apresento este lado porque é de lá que vim e faço porque é aquilo que sinto. Não há muito a dizer nesta questão porque não tem sentido eu mudar para outro estilo independentemente das condições que a vida me oferecer, serei sempre o mesmo.

LHH: O que achas que falta ao movimento Underground?


Fly: Falta os mcs começarem a trabalhar mais e procurar apresentar os seus trabalhos a toda gente, eu sei que é complicado, mas já começa a ser possível fazer isso de forma independente. Nos dia de hoje não tem sentido associarmos o conceito “underground” com o anonimato, repara que nós temos um conteúdo interventivo nas músicas e representamos de formas diferentes, aqui podes encontrar letras revolucionárias, conscientes, ou seja, músicas que vêem com o objectivo de “abrir as mentes” dos ouvintes e informá-los que as coisas na sociedade se passam da seguinte maneira. Eu não sou anónimo porque quero, mas sim por culpa da comunicação social que não divulga as minhas obras, isto faz com que eu e muitos manos do movimento underground sejamos rotulados como “músicos anónimos”. Agora aqueles que gostam de ser, eu entendo, mas reparem que chegamos a um ponto em que a música em Angola superou as expectativas e nos dias de hoje trabalhar de forma clandestina é complicado para um artista, é necessário que os mcs apresentem mas projectos, promovam mais as suas cenas porque ninguém faz música para si ou para os seus amigos, estamos aqui para cantar para o mundo inteiro. É necessário que o mundo ouça a nossa voz pois temos muita coisa a dizer. Aproveito para mandar um “holla” a todo o pessoal do movimento e dizer que precisamos nos organizar e unir as forças para derrubar com toda essa merda.

LHH: O que a Caixa de Pandora representa pra ti?


Fly: Caixa de Pandora é o meu grupo e além disso é minha família. Temos uma relação muito saudável e não é só dentro do rap, é muito mais abrangente. Conhecemo-nos há muito tempo e fomos criando uma amizade muito profunda onde todos aprendiam com todos, sempre que podemos nos encontramos nos encontramos no são Paulo para criarmos rodas de Freestyle na rua, isto e bom porque nos matem vivo no movimento e a melhor forma que encontramos para representar bem o hip hop, e fodida e a conexão há sempre improviso terríveis e muito rompimento, tu já tiveste la e viste como e. Agora existe algo que ate chega ser curioso, o facto de sermos um grupo, porque todos pensamos de forma diferente mas defendemos o mesmo ideal e isto nos mantém ligados, cada um tem o seu estilo e a sua forma de trazer a mensagem para as pessoas, e isto e algo que me impressiona muito, se começares a ouvir bem um cada elemento da caixa de Pandora, vais notar muito rápido que ninguém e igual ao outro e isto torna o grupo completo e bem definido em todos aspectos.

LHH: A Caixa de Pandora tem revelado bons mcs como Tu, Lucassio e Kid MC. Isso gera ou já gerou algum tipo de conflito com os demais integrantes?


Fly: Antes de mais, é necessário que as pessoas saibam que o Kid não faz parte da Caixa de Pandora. Fazem parte da Caixa de Pandora: Lucassio, The Hot Mc, Subversivo, Infinito, Balta P, New Man, Negrado, Perispírito e mais 291 soldados juntos somos 300 niggaz. Agora respondendo à tua pergunta, não tem gerado conflito, cada um conhece o seu potencial e nesse momento o Lucassio, Balta P e eu somos os que mais apresentamos trabalhos devido a nossa disponibilidade. O resto do pessoal está a preparar as cenas, mas estão muito ocupados com outras actividades, o que lhes impossibilita dar atenção ao rap da forma que eles gostariam de dar. Mas quando o tempo favorecer, eles estarão em peso para representar bem o nosso movimento e dar um contributo grande para que o rap underground em Angola tenha mais voz.

LHH: Qual a tua opinião sobre o actual estado do hip hop lusófono e angolano em particular?


Fly: O rap lusófono está a crescer e é notável a sua evolução. Em tempos quando se falava em Hip Hop na lusofonia era muito mais Portugal e Brasil, hoje países como Angola, Moçambique e Cabo Verde, já têm trabalhos relevantes e que servem como referência no movimento. Chegamos a uma fase em que os rappers começaram a atingir outros pontos, independentemente do estilo, já é possível ver que muitos estão a projectar carreiras e com perspectivas de crescimento no futuro.Sou muito mais crítico quando se trata do nosso rap, porque reparo que ele tem muitos problemas, pois ele cresceu muito, mas devido a esse crescimento os problemas também aumentaram. Os rappers agora estão a ceder muito às exigências que a comunicação social estabelece, quando a comunicação social é que devia ceder às exigências que o rap tem, daí o caso de muitos deixarem de ser o que são para poder tocar nas rádios ou passar na televisão e tornam-se ridículos. O que mais temos aqui são fotocópias, ou seja, rappers sem originalidade, e o engraçado é que algumas dessas cópias conseguem ter sucesso. É triste ver artistas que juraram ser sempre eles, a se deixarem levar pela moda, por exemplo essa questão de misturarem o rap com outros estilos, tipo kuduro e kizomba, não tem sentido porque são feitas com objectivos comercias, ou seja, elas são feitas porque “estão a bater” e muitos acham que é a forma mais fácil de conseguir sucesso, só que eles não percebem que estão a levar o nosso rap para o lado mais podre, eu nunca imaginei que aqui o hip hop atingiria este lado da ridicularidade, mas já atingiu e será pior se não fizermos algo, porque a nova geração que está aí a vir, está a ser afectada por esta onda de rappers medíocres e básicos. Não quer dizer que não respeito a mistura no hip hop, ela já existe, temos o “Rnb” e outras mais, só que eu só respeito se a mistura for feita com amor e se for com um estilo que combina com o rap, aí sim posso tirar o chapéu e reconhecer que a música está cada vez maior e sem limites de progressão. Mas por outro lado, devo reconhecer que o rap está bom, porque ainda existem alguns mcs da antiga escola com ideias positivas e permanecem originais até hoje, há também o surgimento de muitos bons mcs da nova geração, que deram sangue novo ao rap e trouxeram coisas mais criativas e está a fazer com que o nosso rap chegue muito mas longe.


LHH: Algum mc com quem gostaria de trabalhar em especial?


Fly: São vários mcs, prefiro não citar nomes porque neste momento não tenho projectos onde eu possa enquadra-los e também não sei se seria possível, mas por agora eu gostaria mesmo de trabalhar com os meus niggas da Caixa de Pandora, é uma pena que o tempo não permite isso mas acredito q brevemente nós estaremos juntos e os problemas do rap se vão resolver.


LHH: Sendo um mc com bom potencial em Freestyle, porquê que nunca tentaste o Big Show Cidade?


Fly: Sempre fui o tipo de mc que gosta da rua e programas de rádio para mim eram como se fossem testes e eu nunca gostei muito de testes. Tenho liberdade de expressão na mensagem musical e também no freestyle e naquela época eu achava que no Big Show não podia me expressar da melhor maneira devido as condições que eles estabeleciam para os mcs. Daí dar-se o caso de eu preferir estar na rua que é onde eu me sentia como um artista e expressava os meus sentimentos da minha maneira, sem ter que me preocupar se estou a fazer o certo ou não.

LHH: Ultimamente a tela do rap nacional tem sido pintada com muitos beefs. Qual a tua opinião sobre isso?

Fly: Eu curto beefs. Eu acho que é a melhor parte que o rap pode nos apresentar, pois é através das palavras que nós conseguimos ver o potencial de cada um. Muita gente censura o beef, dizendo que alguns beefam para poder aparecer/subir, mas para mim isso é conversa de covardes. Beef faz parte do rap e não vai deixar de fazer, é uma das atracções que o rap pode nos apresentar, até porque é divertido ver dois mcs a lutarem através das palavras. É bom que os mcs saibam q eu curto beefs e como um bom rapper com colhões suficientes para tal, eu tou sempre disposto, o que não queira dizer que eu esteja a procura de beefs, mas estou a espera do 1º cabrão que tentar tocar em mim ou a um elemento do meu grupo.

Por outro lado não concordo com a atitude que muitos niggas têm quando liricamente são derrubados, partem para agressão física, isto é ridículo, estraga por completo a magia que os beefes trazem para nos nossos ouvidos e faz com que muita gente perca o interesse total por esta parte do rap, ali sim eu não concordo. É necessário que os rappers saibam separar as coisas, tirem as armas físicas do rap e passem a utilizar mais as armas verbais, se assim for, teremos um movimento muito mais forte com mcs terroristas na forma de pensar. Repito, eu curto beefs, mas beefs saudáveis porque também ajuda o mc a tornar-se muito mais daquilo que ele é.


LHH: Como é que foi trabalhar na Mixtape “Directamente do Underground” ?


Fly: Foi uma coisa muito boa para mim porque foram as minhas primeiras letras. Eu não gostava de escrever músicas, preferia fazer freestyles e achava que podia chegar no estúdio, improvisar e o improviso se tornaria em música, mas com o tempo fui percebendo que as coisas não são bem assim, a musica transporta um lado mais sério e era necessário eu estar mais concentrado para poder trazer aquilo que estava a sentir e trazer alguma informação ao pessoal. E o engraçado nessa mixtape é que foi feita de forma muito rápida, algo que surpreendeu tanto a mim como aos meus niggas. As letras foram escritas e gravadas ao mesmo tempo, devido a estes factores consegui adquirir uma boa experiencia e a cada dia que passa me sinto mais preparado para trabalhar nos projectos que se seguem.


LHH: Projectos futuros?


Fly: São tantos, só para teres noção eu sempre que acordo procuro escrever alguma letra e desta forma os projectos vão aumentando, porque são muitas músicas a serem feitas. Eu gosto de trabalhar para o rap mesmo ele não me dando nada, pois eu o faço por amor. Sinto que o rap me faz bem e também sinto que eu o faço bem porque é isso que me caracteriza como um homem. Em relação aos trabalhos para o futuro, prefiro não adiantar nada, só posso dizer que vocês ainda vão ouvir falar muito de Fly Skuad, porque as coisas que por mim estão a ser feitas… hehehe… Epah aguardem manos, aguardem mesmo.


LHH: Tendo em conta a "strong language" com que te expressas, não tens receio de ter que mudar na altura em que quiseres gravar um álbum?


Fly: Não, não receio isso porque é assim que eu sou naturalmente. Se houver necessidade de mudar, acho que será para ser muito mais pesado. Até porque eu acho que as pessoas devem me aceitar como sou e acho que todos nós no dia a dia temos uma “strong language” e eu faço isso na música normalmente. Meu rap é de liberdade de expressão e a liberdade de expressão implica vários factores e este é um deles, se não curtes não ouve, para mim safoda. O problema é que nós temos ouvidos muito sensíveis quando se fala de rap feito em Angola, as pessoas censuram muito as expressões que usamos em algumas músicas mas estas mesmas pessoas cantam e vibram com as musicas feitas na América repletas de obscenidades… É muito triste ver programas de rádio a cagaram para os nossos sons mas tocarem 24/24 horas músicas com conteúdo explícito feitas em inglês, mas como isso não me importa eu também cago para eles e continuo o mesmo nas minhas letras e se um dia o meu som tocar nas rádios, não será porque mudei o conteúdo.


LHH: Queriamos que deixasse uma mensagem á comunidade "lusohiphop".


Fly: Fiquem atentos aos próximos passos que darei, estou a preparar cenas muito interessantes, dignas dos vossos ouvidos. Quero atingir todos os pontos, fazer algo com que eu me sinta bem e que as pessoas também se sintam bem ao me ouvir porque esta questão de ser um rapper underground faz confusão na cabeça de muita gente. Quero que as pessoas saibam que o movimento underground também faz música com qualidade e é isso que nós estamos a tentar trazer para pessoal, como prova, avizinha-se a minha mixtape intitulada “As Crónicas de Fly Skuad – 666 Barras” que transportam um conteúdo muito pesado, sério e não é para ouvidos sensíveis, porque isto é o underground da camada mais profunda. Está também a ser preparada a mixtape do Lucassio com o nome de “Assassino Culto” e a do meu hommie Infinito – Deus da Guerra.


www.lusohiphop.blogspot.com

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ANDREIA QUARESMA

BLACK VIBE