sexta-feira, 29 de julho de 2011
RnB Angolano - VIDEO - Bruna Tatiana - Estou Cansada
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Video - RnB Angolano - JD feat. Anselmo Ralph - Ela Dança
sábado, 28 de agosto de 2010
Yanni Braulyu - Sessão de Fotos Para a Capa do Album

No 3º video oiçam algumas musicas que irão fazer parte do single .
www.swaggansevende.blogspot.com
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Paul G f. Akon - Bang It All [VideoClipe]

Grande colaboração entre a super estrela mundial Akon e o angolano Paul G.
O vídeo foi filmado em Angola e África do Sul, dirigido pelo grande DJ Marcell,
produzido por Magic Fingaz e co-produzido por Wonder Boyz.
Andreia Quaresma's Site
www.Illegal-Promo.com
SEGUE O SITE NO FACEBOOK
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Jey Vachiya - Musicas Promo [Brevemente o Album a Solo]
Após o sucesso com o grupo Flow 212, o cantor Jey Vachiya prepara-se para lançar a sua carreira a solo. O álbum está previsto sair no fim do ano e terá produção executiva de Intakto. Jey é um cantor versátil e é influenciado por vários estilos como o RnB, House e Hip Hop, por isso podemos contar com um trabalho diversificado. Para já ficam disponíveis três singles para todos os gostos! (Por Andreia)
Download: http://www.mediafire.com/?njjyzyi2iy2
Download: http://www.mediafire.com/?mnvzmvoyjnj
Download: http://www.mediafire.com/?hy3yfduj5dc
www.myspace.com/jeyviofficial
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Dream Boyz - Download Single

Os DreamBoyz são um grupo Angolano formado por 4 membros: Mallaryah, Fill, MGC e Manda. Cantam vários estilos, desde RnB, Hip-Hop, Zouk ou Pop. Eles fazem parte da Label Angolana "WonderBoyz" e o seu principal objectivo é inovar e dar o seu contributo para maior crescimento e internacionalização da musica Angolana e não só. Deixo aqui para download o single promocional do grupo, que já está a ter sucesso em Luanda.

01.Eu Sou Tudo Para Ti ft Anselmo Ralph
02.Angola With Me
03.Tu És a ùnica MUlher ft Cage 1
DOWNLOAD HERE !!
domingo, 28 de março de 2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Maximus "Dito & Feito" (Download)

Já disponível para download o primeiro trabalho de Maximus, intitulado “Dito & Feito”!
Este MC vindo da Margem Sul – Miratejo – nasceu em Angola mas veio cedo para Portugal onde começou a apaixonar-se pelo RAP. Começou juntamente com mais dois amigos - Nucho e Luso – formando o grupo 3pla Aliança, mas já há uns anos que está “sozinho no barco”.
Para conhecerem melhor a sua música nada melhor do que ouvirem o seu trabalho.
DOWNLOAD GRATUITO:
http://maximus-ditoefeito.
ANDREIA QUARESMA
WWW.BLACK-VIBE.BLOGSPOT.COM
WWW.HOTMIXS.BLOGSPOT.COM
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Adi Cudz - 'Manuela' Download

É uma fusão house, kuduro, funk e claro, RnB.
Manuela
Ouve/Faz Download aqui.
(Mantém o link original)
Se quiseres ouvir outras músicas deste cantor visita o seu MySpace
www.myspace.com/adicudz
ANDREIA QUARESMA
BLACK VIBE
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Ta Afim de Dança Intaum Toma...!!!!
Jackson - A Ideia (prod dj cia)
Afro X - Todos Olhos em Mim
Wx part nikita - cidade sem lei

WX feat. Riztocrat & Joeblack - Baby Girl

Mv Bill - Amor Bandido (Viktor Mello Remix)

Diamante_feat._Thiaguinho_(Exalta_Samba)_-_Livre_Pra Voar

Diamante_feat._Thiaguinho_(Exalta_Samba)_-_Livre_Pra_Voar_(Remix_by_O²_SOULDARUA)
Anselmo Ralph -Minha Bebé [Feat. Sandokan]

Anselmo Ralph -Minha Bebé [Feat. Sandokan]
10 Perguntas a ... T.Sil - RnB Angolano

Conta-nos como começaste a tua carreira e quais ou quem foram as tuas influências.
Hum.. É uma longa e grande história. Tudo começou no ano de 1997 na paróquia de Santo António (Luanda), na catequese (curso de baptismo), quando um dos professores formou um grupo de jovens coristas que eu não sabia, foi a minha mãe que disse-me numa sexta-feira que tinha que ir na apresentação do novo grupo "Bom Pastor". Depois da primeira participação achei interessante e depois ia sempre. No grupo coral eu fazia a segunda voz e fora do grupo coral formamos um grupo de rap intitulado Signos, composto de três membros e assim começamos a inspirar-nos dos músicos norte-americano. Quanto às minhas influências, sempre foram grandes cantores comoBrian Mcknigth,Michael Jackson, Lionel Richie, etc, porque no seio do grupo de rapper fazia pouco as estrofes, fazia mais o refrão.
Como artista, o que trazes de novo à música e o que tens de especial para que as pessoas te oiçam?
Eu trago a educação, o comportalismo na sociedade (juventude actual e juventude passada, quero dizer nossos mais velhos) que infecto, p'ra ouvirem mensagem na musica têm que ouvir semba e por ai kizomba e eu componho as minhas musicas com uma verdadeira identidade da realidade actual e passada"conselhos,cautela..etc."
Que tipo de temas costumas abordar nas letras das tuas músicas?
Falo dos factos reais ,falo da reflecçao dos problemas de esse e aquele, de todos também, do que vivo, o que acontece e o que se passou ao meu redor .
O que achas desta "guerra" entre música comercial vs underground? A tua música é comercial ou underground?
Pra começar, acho que não é uma guerra, essa é a minha opinião. Pra mim, são ambos diferentes a procura do bem pra ti e pra mim, para os outros né duma forma diferente. A minha musica é comercial, tenho como objectivo passar a mensagem do quotidiano
Como é uma actuação tua ao vivo?
Até aqui sempre foi muita alegria alegria alegria rsrsrsrsrsrsrsrs
Vives somente da música ou tens outra profissão?
Tenho outra profissão para além da musica sim sou assistente arquitecto.
Qual é aquela música que nunca pode faltar no teu mp3?
A musica que nunca pode faltar no meu mp3 é o não importa quando' (anytime) de Brian Mcknight.
Neste momento quais são os teus principais objectivos a nível pessoal e profissional?
Lançar o meu álbum na Europa e na África (Angola e Portugal).
Mesmo que não consigas ter sucesso na música, vais continuar a lutar até conseguir?
Claro que vou continuar, porque de longe vim e passei por vários tipos de obstáculos
e não me deixei levar ,sabia que era uma etapa e é o mesmo como hoje. É claro que vou continuar
pois sei que nada é fácil na vida.
Deixa uma mensagem especial aos leitores do Blog Nação HipHop.
Lutem sempre sempre sempre sempre porque todos nós possuímos dons excepcionais
poderemos atingir o nosso limite forçaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
T.Sil
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Novo Artista RnB T.Sil e Seu àlbum Coisas da Vida

De família crente (católica) T.Sil participava no grupo coral da igreja e aos seus 14/15 anos de idade formou-se um grupo de rap composto por 4 elementos de nome Signo, em Luanda e alguns meses depois os seus pais decidiram envia-lo para o estrangeiro (França) para a continuação dos seus estudos pelo caminho de ser desenhador de planos e edifícios.
Aí calhou numa escola, que para além das suas aulas oficiais, tinha aulas de musica. T.Sil refugiava-se mais nas aulas de musica, porque era o seu maior sonho: ser musico.Foi progredindo e aos seus 18 anos começou a escrever as suas próprias musicas baseando-se nos factos reais do quotidiano e adimirando o musico Americano BRIAN MCKNITGH, um dos seus ídolos.
Ele teve uma infância difícil, porque carregava o seu fardo fora ajuda dos seus pais, num pais completamente desconhecido e com uma nova língua, era tudo novo p'ra ele, mas foi acostumando-se e entregou-se na comunidade onde vivia. Hoje tem o seu primeiro trabalho dicografico intitulado Coisas da Vida, produzido pela casa de disco T.P.Y Productios
Site Oficial
http://www.sitetsil.webself.net/saber_mais_sobre_mim.ws
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Big Nelo - O Passado, O Presente e o Futuro do HipHop Angolano

Diz-se que no meio artístico o sucesso é éfemero. A ascensão para o topo é íngreme e difícil. Mas uma vez lá chegado a queda é abrupta. “Quanto mais alto se sobe, maior é a queda”, diz a sabedoria popular. O meio musical está repleto destes casos. Michael Jackson, Whitney Houston, recentemente Amy Winehouse. A maioria dos artistas dá-se mal com o sucesso. Envelhece mal. Quando obtém um êxito fulgurante jamais consegue voltar às luzes da ribalta
AS ORIGENS DO NOME
Não foi esse o caso de Emanuel de Carvalho, mais conhecido como Big Nelo. O nome artístico deve-se ao facto da família sempre o ter tratado pelo diminutivo “Nelo”. O “Big” provém da altura (tem um metro e noventa) mas, sobretudo, do grande sucesso alcançado como cantor. O nome é justificado. Podemos dizer, sem exagero, que Big Nelo revolucionou a música angolana, em 1992, com a criação dos SSP, o primeiro grupo de rap do país.
Hoje, 17 anos depois, Big Nelo continua mais popular do que nunca. O seu último álbum Karga foi lançado dia 31 de Maio. Mas ainda antes de estar à venda já era um sucesso anunciado. Tudo por causa da faixa “Karga”, apresentada em Julho de 2008, que funcionou como um “aperitivo” do álbum. A música rapidamente “circulou” de boca-em- -boca, tornando-se um “hino nacional”. Big conseguiu um grande feito: voltou ao topo. O próprio não esconde o orgulho. “Consegui ter um passado e um presente. Espero ainda ter um futuro”.
O PECADO NACIONAL
Confessa que o “efeito Karga” o surpreendeu. Até porque é uma música auto-biográfica. “Uma espécie de desabafo”, tal como define o autor. A música critica os pecados da inveja e do “mal-dizer”. “Na sociedade angolana ainda existe muita inveja. No mundo artístico isso ainda é pior. Muitos diziam que o Big Nelo acabou. Ninguém esperava que eu regressasse. No período em que estive fora dos palcos deixei de ser convidado para festas, percebi que tinha alguns falsos amigos. A inveja e a intriga ainda é muito forte no meio musical”, diz.
A música de Big Nelo foi uma espécie de grito de revolta. As pessoas compreenderam a mensagem. “Em regra sou eu que escrevo as letras. Creio que a música foi lançada no momento certo. As pessoas estão cansadas de guerras. O momento é de reconstrução, de mudança. Temos de acabar com o mau hábito de dizer mal dos outros. Ainda assim confesso que não esperava que se tornasse uma febre nacional. Houve um dia que um pai me ligou dizendo que o filho, com apenas dois anos, já dizia carga. Fiquei emocionado”, recorda.
A própria palavra “Karga” foi uma escolha feliz. “Comecei a actuar aos 16 anos. Vivi tudo muito rápido. Como líder dos SSP tinha muitas reponsabilidades. Afinal foi a primeira banda de rap angolano. Foi todo esse peso que me fez pensar na palavra “carga”. Face à sua popularidade decidi manter o título no álbum”, justifica. O CD tem 14 faixas onde predominam os estilos r&b, rap e soul. Foi produzido na AQ Producões e Eventos e na Kriativa e foi masterizado na África do Sul. Tem uma tiragem de 15 mil cópias, o preço de mil kwanzas e conta com as participações de músicos como Jeff Brown, Totó e Os Vaga Bandas. Questionado sobre os temas mais fortes Big Nelo seleccionou as músicas “Daniela, Amor da Minha Vida” — um tributo à sua filha — e “Tudo vai melhorar”. “Sou um vencedor. Gosto de transmitir uma atitude confiante, um sentimento positivo às pessoas. Como músico sinto essa responsabilidade”, diz. Umas das grandes surpresas do álbum é a estreia de Big Nelo no kuduro, com os Vaga Bandas. “Adoro o kuduro. Adaptei-me rapidamente a cantar e a dançar. É genuíno. Grupos como os Buraka Som Sistema estão a divulgá-lo em todo o mundo. Devemos ficar orgulhosos com isso. Muitos dizem que é uma música de ghetto. Também diziam o mesmo do rap quando nós começámos. O kuduro é nosso. Eu tenho um lado patriótico muito forte”, diz. Big Nelo fez questão, aliás, de gravar o videoclip no Rangel e adorou a experiência. “Fui muito bem recebido. Senti a minha popularidade. As pessoas são muito verdadeiras. Quando gostam de alguém, gostam a sério”. Apesar de se sentir bem nos bairros mais modestos de Luanda, Big Nelo nunca passou por dificuldades. Não significa, porém, que tenha tido uma infância fácil. O pai, originário do Cunene, faleceu quando tinha apenas 3 anos. Nessa altura já o jovem Emanuel tinha abandonado o Namibe, onde nasceu. Vivia só com a mãe em Luanda que trabalhava muito e, por isso decidiu, que Emanuel deveria ir viver com o avô — falecido há dois anos — no Lubango. “Guardo óptimas recordações desse período. Ainda tenho família no Lubango”, diz. Em 1985, quando tinha dez anos, surgiu a grande mudança da sua vida. O seu avô foi colocado como Embaixador de Angola, em Berlim, no lado da antiga RDA – República Democrática Alemã. “Via o muro todos os dias. Mas eu podia atravessá--lo. Lembro-me que os meus amigos alemães pediam- - me uma Coca-Cola de lata sempre que eu ia ao outro lado”, recorda. O jovem assistiu ao vivo ao momento histórico da queda do mundo de Berlim. “Foi mágico. Ainda tenho uma pedra do muro”. Uma das suas memórias mais positivas é o convívio com os que estavam na base americana da República Federal Alemã. “Foi lá que tomei contacto com o movimento rap e a música afro-americana — jazz, soul, funk e reggae — que me influenciou muito”. MC Hamer, Michel Jackson, Bobby Brown e Public Enemy eram algumas das referências. Do lado negativo recorda que “a questão racial ainda era muito forte”. Havia poucos estudantes angolanos na RDA. Predominavam os emigrantes nigerianos, ganenses e zairotas. Entre eles havia excelentes rappers e bailarinos. Foi com eles que Emanuel de Carvalho fundou os SSP (South Side Posse, literalmente “o bando do lado sul”), um grupo de música e de dança que fazia algumas actuações ao vivo. Em 1991 Emanuel regressa a Angola. Perdeu um ano de estudos na transição devido a um problema de equivalências. Ainda assim acabou o ensino médio. O pior veio a seguir. “Havia uma enorme pressão da família para que continuasse a estudar. A minha mãe era juíza e achava que a música não era uma profissão. O rap era considerado uma coisa de marginais e drogados”, recorda. “Uma crítica injusta”, acrescenta. “A nossa mensagem era de paz. Estávamos em 1992, na altura das primeiras eleições”. A sua persistência e determinação foi recompensada. Em 1996 a editora portuguesa Vidisco assina um contrato com os SSP, do qual nasce o primeiro álbum 99% de Amor. O rap de fusão, novo e original, conquistou o coração dos angolanos. O segundo álbum Odisseia surgiu em 1998. Foi o que mais vendeu. Nessa altura a banda já fazia digressões internacionais — África do Sul, Cabo Verde, Inglaterra, Portugal e Moçambique, país onde chegou a “disco de prata”. Dois anos depois nasceu mais um álbum Alfa que contou com a participação de vários artistas como TC, Boss AC, Gutto e African Voices. O novo trabalho foi apresentado no Pavilhão da Cidadela, em Março de 2000, que esgotou por completo. Desta vez, a digressão foi alargada ao Brasil e a Macau “um território que sempre exerceu um grande fascínio sobre mim”, confessa. O grupo estava em alta. Ganhou inúmeros prémios nacionais e internacionais. Era uma espécie de “porta- -estandarte” do país. Os SSP distinguiram- -se também pela sua acção social. Apoiaram os projectos de prevenção contra a sida da APV - Acção Pela Vida, do preservativo Legal e do CD Life, com o grupo O2. Participaram em campanhas de generosidade contra os “meninos de rua”. E tentaram, quer nas suas músicas, quer na sua conduta pessoal, passar mensagens de combate ao álcool, às drogas e à prostituição. Infelizmente, como tantas vezes acontece a quem sobe muito rápido, a banda acabou por ficar reduzida a dois elementos. “Tínhamos objectivos diferentes. Paul G e Kudy queriam ir para os Estados Unidos. Eu e o Jeff Brown — de quem sou amigo e padrinho de casamento — continuámos sozinhos. Continuar com apenas dois elementos foi um acto de coragem”, recorda. A dupla lança, em 2003, o álbum Amor e Ódio com a participação, entre outros, do famoso cantor brasileiro Djavan. A crítica considerou-o um dos melhores álbuns do grupo. Mas a separação da banda prejudicou as vendas. Em 2006 foi lançado o disco duplo Momentos da Trajectória, o lado preto de Big Nelo e o branco de Jeff Brown. Foi o prenúncio da separação definitiva. A partir daí Big Nelo começa a carreira a solo. Recorde-se que, em Maio de 2008, foi lançado em um best-off dos SSP. Depois do sucesso de Karga, impõe-se a pergunta: “ e agora?”. Big Nelo jura que não sabe a resposta. “Ignoro se este álbum será, ou não, o último”, diz. O artista parece demasiado ocupado a saborear o sucesso. A agenda de espectáculos está repleta até ao fim do ano. “Estou a deixar as coisas acontecer. Raramente faço planos a longo prazo. As únicas coisas de que tenho a certeza e que tenciono lançar um DVD até ao fim do ano é que vou criar a marca de roupa B26 até Outubro”, justifica. E depois? “Mesmo que não volte a cantar continuarei sempre ligado à música, como agente e produtor”. Estes são os planos de um artista com um “big” carácter e atitude. Convidado a escolher qual o seu melhor álbum de sempre, Big Nelo opta por 99% de Amor. “Foi o primeiro disco de rap angolano. Mudou a trajectória da música moderna”. É caso para dizer: não há amor como o primeiro. No que diz respeito a espectáculos Big Nelo não esquece o seu primeiro em Benguela; os de Moçambique e Cabo Verde e a primeira vez que actuou em Macau. “Fiz mais de mil espectáculos nos últimos 16 anos. Nas províncias de Angola só não estive em Malangue, Moxico e Lunda Norte”, afirma. Durante a “travessia do deserto” Big Nelo criou a produtora B26 “uma forma de ajudar quem está em inicio de carreira e de passar os ensinamentos que recebi”. Big é responsável pelo despertar de talentos como Cage 1 (que já conhecia como bailarino), Leo Keny, JD e Pereira. Ele não se limita a produzir álbuns. Faz o agenciamento e insere os jovens músicos num mercado altamente competitivo. “Mesmo que um dia deixe de cantar, continuarei sempre ligado à produção e agenciamento de artistas”, garante. Big Nelo fez já tem o seu novo álbum Karga nas ruas. Um álbum onde mostra o porquê de ser considerado uma lenda viva do HipHop. E para além de promover o novo álbum, já tem outros projectos para realizar “Estou a deixar as coisas acontecer. Não faço planos. As únicas coisas de que tenho a certeza é que tenciono lançar um DVD até ao fim do ano vou criar a marca de roupa B26 até Outubro”, sublinha. FAZ DOWNLOADUM BIG SUCESSO
KUDURISTA NELO
EU SOU BERLINENSE
A ASCENSÃO DOS SSP
GRUPO DE INTERVENÇÃO
O TRAUMA DA SEPARAÇÃO
ATÉ ONDE QUER IR
O ÁLBUM QUE MUDOU ANGOLA
Produtor de talentos
Karga em trânsito
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Paul G - À Conquista do Mundo

Apaixonado pelo Hip Hop vindo dos Estados Unidos, G co-fundou um dos maiores grupos de África, os South Side Posse, conhecidos apenas por SSP. Com o grupo, ele teve as suas primeiras experiências a cantar e a dançar para milhares de pessoas em todo o mundo. Devido às diferenças artísticas, após oito anos, decidiu afastar-se dos SSP e seguiu o seu sonho de cantar e produzir RnB não só para Angola, mas também para o resto do mundo.
Paul decide lançar a Magic Fingas Production, uma empresa de produção musical independente, que iria introduzir a Bruna Tatiana ao mundo, como a primeira cantora feminina RnB de Angola. A música Donde Esta La Fiesta de Bruna, teve grande sucesso em África, Europa e América do Sul e fez com que G tivesse vontade de conquistar o mundo com sua música.
Em 2005, após produzir um show para Missy Elliott em Luanda, capital de Angola, Paul G decide embarcar numa viagem para entrar na indústria musical nos Estados Unidos da América. Actualmente reside em Maryland (EUA) e juntou-se à XPOSURE Entertainment, para conseguir alcançar os seus objectivos e lançar álbuns de qualidade.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Pérola - Amor (Produzido Por Mallaryah & Fileman)[Download Track]

Segundo o portal AngolaPress, ela disponibilizou 20 mil copias, e vendeu muito bem.
Deixo aqui uma das tracks "Amor", produzida por Mallaryah & Fileman par a Wonderboyz
Pérola - Amor (Produced by Mallaryah & Fileman)
Download Usaupload

Download SendSpace

domingo, 12 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Anselmo Ralph - O cupido do sucesso
Em pouco tempo chegou ao topo. O seu último disco Cupido já vai nas 30 mil cópias vendidas. Estudante de gestão e contabilidade em Nova Iorque, veio de férias a Angola e, acabou por mudar a sua vida. Perdeu-se um gestor mas ganhou-se um cantor romântico de sucessoPode perguntar-se o que está por detrás de um disco de sucesso. A música, os sons, ou as palavras? Quando olhamos para o CD Cupido de Anselmo Ralph, que vendeu 21.000 exemplares num só dia e, em apenas oito horas, a questão é ainda mais pertinente. Certamente que a mensagem positiva, a batida certa de quem quer sonhar mas também balançar o corpo, têm muito a ver com isto. Mas também um projecto de marketing estruturado, que passou pelas rádios e pelas revistas, e que levou milhares de pessoas ao lançamento. Vieram depois os espectáculos que mostraram que a sua capacidade de mobilização se mantinha.
Mas o homem que está atrás do artista também amadureceu. Apoiou-se num casamento estável, numa família que o adora e no maior à vontade em lidar com o sucesso e com as fãs. E acredita também que é abençoado por Deus. Coisas simples que o fazem acreditar que nasceu, mesmo, para ser famoso. Veremos então os discos que se seguem e a carreira nos próximos anos.
As suas letras são bastante optimistas. Procura mostrar as coisas da vida. Isso é premeditado?
Tem muito a ver com as minhas crenças e convicções. Eu guio-me pelo princípio de que devo partilhar com a sociedade tudo o que aprendo de bom. E também porque estamos numa fase de reconstrução, onde se perderam muitos valores e, é necessário reestruturar e reeducar a sociedade com bons princípios. E a juventude é certamente uma das camadas sociais mais afectada por esta crise de valores. Eu acredito que nós, artistas, temos um forte poder de influência sobre a sociedade e, principalmente sobre os nossos fãs, que muitas das vezes nos vêem como modelos. Se utilizarmos o nosso talento e a nossa influência, poderemos ajudar a mudar esta sociedade.
A música deve ter uma mensagem didáctica?
Temos de usar o nosso talento para passar mensagens capazes de ajudar as pessoas a familiarizarem-se com os problemas sociais. Se escrevermos sobre coisas positivas e darmos bons exemplos, as pessoas seguirão estes comportamentos. A música também é um meio de comunicação, de transmissão de ideias e conhecimentos. Eu procuro cumprir com este papel porque antes de ser músico, sou um cidadão angolano, orgulhoso do país.
É por isso que nas suas entrevistas, quando questionado se alguma vez posaria nú, sempre recusou veementemente tal hipótese?
Exactamente. Ao fazer isso estaria a dar entender que os princípios têm preço e a moral não tem valor. A nossa sociedade já tem bastantes problemas e desvios de carácter, como o facto da maior parte da juventude sonhar apenas com poder, o que os torna muito individualistas, levando-os a acreditar que o dinheiro pode comprar tudo. E eu ao admitir tais coisas, estaria a dar razão ao pensamento que a lei do dinheiro pode tudo e que a dignidade tem um preço. Por isso é que nem por um milhão, ou por qualquer valor, eu posaria nú.
Nunca se sentiu tentado a abdicar desses princípios? …
Tudo o que se ganha com esforço sabe bem. Hoje tenho uma vida estável e tudo o que possuo é fruto do meu trabalho. Não precisei de “galgar” por esses caminhos. Preocupo-me muito com a minha imagem e procuro mostrar que nunca devemos abdicar dos nossos princípios. Seja por dinheiro ou outro motivo qualquer.
Fez recentemente um show de beneficência para com as vítimas das cheias no Cunene. Sentiu-se bem nesse papel?
Apercebi-me da gravidade das cheias na altura em que estávamos a fazer a tournée do álbum Cupido pelas províncias. Tivemos a ideia de fazer um show onde as receitas serviriam para apoiar essas pessoas. Não cobrei cachet e, fi-lo por pensar que devemos ser solidários. Entre a população do Cunene estão jovens e crianças que quando crescerem se recordarão que quando mais precisaram de ajuda, as pessoas foram solidárias com eles. Os bons exemplos ficam para sempre.
Considera-se religioso? Tem fé em Deus?
Eu acho que sou um indivíduo abençoado porque acredito que tudo que possuo hoje, como a minha família, o talento, o apoio dos fãs e os bens materiais, tudo isso me foi dado por Deus. Não me considero humilde mas sim consciente. Por outro lado, tive que lutar bastante para chegar até aqui. Quando estive em Nova Iorque fui lavador de carros, não porque me faltava alguma coisa em casa, mas porque tinha 18 anos e sentia a necessidade de ganhar o dinheiro do meu próprio esforço. Deixe-me dizer que lavar carros numa estação de serviço é um trabalho difícil. Também trabalhei em armazéns, numa loja McDonald’s, fiz muitos trabalhos duros. Esta experiência tirou-me a “banga”, ensinou-me a ser trabalhador e a ver que é de coisas pequenas que se fazem as grandes virtudes.
Hoje a sua carreira também lhe está a correr bem...
Essa é outra coisa que me faz acreditar que sou abençoado como artista. Sou detentor de um dos maiores recordes da música angolana, com vendas de 21 mil cópias do meu CD num único dia, a 20 dólares, das 8h às 14h. Hoje já tenho um disco de ouro. O Cupido vendeu 30 mil cópias até ao momento, a 20 dólares, não a 10 dólares como é habitual. Sei que um dia este recorde será quebrado, mas é um motivo de orgulho.
Já é possível viver apenas da música em Angola?
É verdade. Basta observar os recordes sucessivos – o Paulo Flores encheu os Coqueiros, o Yannick bateu o recorde de audiência num show ao vivo. Falando em concertos, um artista conceituado como a Yola Araújo, o Yuri da Cunha ou eu próprio, recebemos no mínimo 75 a 50 mil dólares por espectáculo. Sem falar nas vendas de CD´s, que já são altas. Definitivamente as pessoas já estão a valorizar o artista e a arte feita por angolanos. E os empresários também. Tudo o que conquistei até hoje demonstra que estava certo quando larguei a contabilidade para ser profissional de música.
Largar a contabilidade, explique melhor?
Antes de lançar o primeiro álbum eu já cantava. Mas a par disso estava no terceiro ano do curso de contabilidade e gestão. Mas já não estava a aguentar. Aquilo não era a minha onda. Vim a Angola para passar as férias e durante este período aproveitei para gravar o álbum Histórias de Amor, que foi gravado em apenas duas semanas. Lancei o CD, as coisas começaram a correr-me bem como músico e nunca mais voltei a Nova Iorque para acabar o curso de contabilidade.
Duas semanas para a gravação de todo o álbum, ou já tinha as letras e as músicas preparadas?
Não! Foram mesmo duas semanas e meia. O processo todo de produção, gravação e mistura. Quando estava na África do Sul e tinha acabado de sair da Army Music, nem sequer tinha produtor.
Sofre assédio das fãs?
Olhe, é curioso, mas eu achava-me mais atraente antes de ser famoso. Às vezes até brinco com isso. Antes de ser famoso, estava no ginásio, e achava-me mais musculoso e mais bonito. Realmente é o que o Brad Pitt diz, sempre foi mais atraente antes de ter prestígio e, as mulheres não lhe ligavam nenhuma. Depois de ser famoso, as mesmas pessoas que antes passavam por mim sem me falar, agora vivem a elogiar-me. Como se a beleza antes estivesse escondida (risos).
E como é que lida com isso?
Antes eu não sabia lidar bem com a fama e, esta incapacidade fazia com que estes assédios me trouxessem problemas no lar. Por isso é que era conhecido como o artista que mais trocava de número de telemóvel. Num ano podia trocar de número umas 20 vezes (risos). Mas agora já não permito que estas situações me tragam problemas em casa. Já sei colocar uma fã no devido lugar quando reparo que está a passar dos limites.
Tem uma vida familiar estável?
A minha esposa é muito importante na minha vida. Sou um grande admirador das suas qualidades. Ela é uma pessoa que quando preciso está sempre comigo. Não permite que eu me sinta sozinho. A minha esposa é muito inteligente, estuda medicina, é boa no que faz. Uma das coisas que aprecio é a entrega dela para me ajudar e para me fazer feliz.
Repare que ela quando se casou comigo não sabia cozinhar, nem lavar. Hoje ela faz tudo isso muito bem. Ela é muito especial para mim e, também devo dizer que sem ela, eu não seria o homem que sou hoje. Ela também me apoiou em todos os álbuns. Ajudou-me na colagem dos posters e, neste álbum ajudou-me a escrever o “Fanatismo”, participou nos vídeoclips “Domesticado” e “Sem ti não sou ninguém”. Também a voz de “Playboy Casado” é da minha esposa.
Como é que a família encara a sua carreira?
Para além da minha esposa, a minha mãe é a pessoa que mais me apoiou e uma das mais importantes na minha vida. A minha mãe é uma senhora que vive literalmente para os filhos. Está na hora de deixar de olhar por mim e passar a ser eu a olhar mais por ela. A minha mãe aturou--me e atura-me até hoje. É engraçado que por melhor que esteja financeiramente, a minha mãe está sempre aí para me apoiar em qualquer dificuldade que tenha. Se eu tiver que falar da minha mãe teria que marcar uma entrevista inteira, porque ela realmente é maravilhosa.
E a sua filha?
As pessoas às vezes dizem ao marido, à esposa, à namorada que “tu és a razão da minha vida”. Eu acho que só o fazem por não terem filhos. Quando estou cansado do trabalho olho para sorriso dela e lembro-me que é por isso que estou a trabalhar. Ela é a minha continuidade… Entrevista do Jornal O Pais







