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Caras e caros, amigas e amigos, estimados!
Em primeiro lugar agradecer a todos que me foram solidários e apoiaram desde o momento da minha detenção até o da minha soltura: familiares, amigos, músicos, jornalistas, admiradores, políticos e público no geral. Devo a minha liberdade a cada um de vós que sempre acreditou em mim.
No dia 30 de Julho, sábado, dia em que ia realizar o concerto de apresentação do meu novo vídeo, pouco antes das 15h, no bairro 1º de Maio, na cidade de Maputo, a polícia moçambicana interpelou e revistou a viatura em que eu seguia com mais dois acompanhantes. A polícia encontrou na posse de um dos meus acompanhantes um grama e meio de cannabis sativa para consumo pessoal. Posto isso, fomos, eu e ele, conduzidos a 12ª esquadra, onde foi feito o registo da ocorrência. De seguida fomos conduzidos a PIC e por fim a 6ª esquadra onde ficámos detidos até segunda-feira de manhã, período em que fomos levados de novo a PIC onde recebémos o mandado de soltura, de modo a aguardarmos o julgamento em liberdade.
O caso encontra-se agora nas mãos da justiça moçambicana, e para não infuenciar o trabalho desta, não farei mais declarações sobre este assunto até a sentença. Agradecia portanto, que os midias respeitassem a minha posição. E que ao invés de publicarem mentiras defamatórias, como a de associarem-me ao tráfico de drogas ou a apologia a estas, aguardassem ou recorressem a entidades competentes e capazes, neste momento, de revelar detalhes do processo.
Quero também expressar a minha solidariedade a todos os cidadãos moçambicanos acusados de cometerem crimes, que por não serem nem artistas, nem comerciantes ou políticos influentes não merecem a mesma atenção dos midias, e que por causa disso, aguardam encarcerados há muito mais do que quarenta e oito horas pela data do julgamento.
Peço a todos os meus admiradores perdão pelo choque e violência da notícia. Peço também que mais do que acreditarem em mim, acreditem que as árvores conhecem-se pelos seus frutos e não pela beleza que possam transparecer.
QUEM ESTÁ COM O POVO, ESTÁ COM DEUS. POVO NO PODER!
Maputo, aos 04 de Agosto de 2011
Mano Azagaia
via: HipHopLusófono
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| MEU NOME, MINHA IDENTIDADE Raiva! Essa foi a palavra encontrada por Chindalena para resumir seu sentimento, quando, no primeiro dia de aula em sua nova escola, um colega de classe, por quem ela havia simpatizado, riu de seu nome. "Eu senti muito por simpatizar com um menino interessante, mas tão babaca". Segundo Andreza Gava, psicóloga comportamental-cognitiva, esse tipo de comportamento debochante é considerado bullying e pode trazer transtornos que prejudicam a criança, dentro e fora da sala de aula. "Na escola, as crianças buscam ser aceitas pelos colegas e, justamente neste ambiente, se deparam com os maiores desafios. Existem crianças que, para atrair a atenção dos demais, fazem uso de imagem negativa de alguns alunos. Nomes diferentes daqueles considerados padrão no ambiente escolar podem contribuir para o bullying." Ainda de acordo com a especialista em estresse, os pais que escolhem nomes diferenciados têm um papel de extrema importância na formação do caráter das crianças, já que são vistos como exemplo pelos seus filhos. "Pais que demonstram orgulho pela sua origem e raça, por si só, já são modelos de como os mesmos devem se defender do mundo, se portar perante as diferenças. É importante que os filhos saibam a origem e o significado do nome, pois isso os ajuda a ter 'argumentos' diante de piadas", adverte Andreza. |
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