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sábado, 23 de julho de 2016

G2H - FuD!Du feat Dj Avatar & Ras Tubias (Single)


G2H já anunciou a sua Mixtape "9 Kanderu" para breve e lançam mais um single com a participação do seu produtor Dj Avatar e de Ras Tubias também.
O single está disponível para stream no Soundcloud e no Youtube e para download na CDBaby 





Faça parte do movimento:

domingo, 17 de novembro de 2013

Não me Iludo e Honro meu Ancestrais #Poesia



Tem um ditado que diz que "Toda ação gera uma Reação", porque estou dando este exemplo ..?
No Brasil existe um mito de que o negro de pele clara não é negro ou preto ,o chamam ele de moreno,pardo ou mulato. 
Por estes dias sem a intenção de me ofender ocorreu duas situações em que me identificaram como branco. e isto ficou martelando na cabeça.. e se tornou Poesia..

No meu caso Esta Ação não gerou uma reação e sim Poesia.


Não me Iludo e Honro meu Ancestrais #PoesiaPeriferica

Muitos tentam dizer o que eu sou
ou o que eu não sou
mas irei dizer o que eu sou

Não sou branco,pardo muito menos mulato
sei da minha origem africana,nego drama de fato

Do outro lado do oceano vieram meus ancestrais
E procuro honrar a todos que aqui Jaz
Não me iludo por ter menos melanina
Porque em minhas veias, corre mais sangue africano do que você imagina

Sou Preto,Sou Negro Sou Afro-Descendente
Posso ter a pele Clara
porem muito mais preta é minha Mente.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Leia o Poema ''Uh! Que Beleza"



Pequeno Poema Inspirando na musica "Imunização Racional que beleza" do Tim Maia


UH! QUE BELEZA


Uh! que beleza, viver num mundo onde imperasse o Amor

Uh! mais que beleza, seria o mundo sem o ódio e o Rancor
Uh! que beleza, seria o mundo sem Desigualdade
Uh! mais que beleza, seria o mundo vivendo com respeito e Irmandade

Uh! que beleza,se o ser humano respeitasse a Natureza
Uh! mais que beleza viver num mundo sem Desavença
Uh! que beleza viver num mundo onde não houvesse Fome
Uh! mais que beleza viver num mundo onde te respeitam pelo que você é não pelo seu Sobrenome

Uh! que tristeza ta parecendo Demagogia
Não mais que tristeza na verdade é Utopia.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Colecionador de Pedras - FELICIDADE - @SERGIOVAZ



As coisas não nasceram para dar certo, somos nós é que fazemos as coisas acontecerem, ou não.
Acredito que a gente tem que ter um foco a seguir, traçar metas, viver por elas. Ou morrer tentando. Jamais queimar etapas e saber reconhecer quando é a sua hora.
O Acaso é uma grande armadilha e destroi os sonhos fracos de pessoas que se acham fortes.
Não passar do tempo e nem chegar antes. Preparar o corpo, o espírito, estudar o tempo o espaço. Não ser escravo de nenhum dos dois.
Observar as coisas que interferem no seu dia e na sua noite. E saber entender que há aqueles sem sol e sem estrelas e que a vida não deve parar só por isso..
Ser gentil com as pessoas e consigo mesmo. E gentileza não tem nada a ver com fraqueza, pois, assim como um bom espadachim, é preciso ter elegância para ferir seus adversários.
O que adintanta uma boca grande e um coração pequeno? Nunca diga que faz, se não o faz.
Ame o teu ofício como uma religião, respeite suas convicções e as pratique de verdade, mesmo quando não tiver ninguém olhando. Milagres acontecem quando a gente vai à luta.
Pratique esportes como arremesso de olhar, beijo na boca, poema no ouvido dos outros, andar de mãos dadas com a pessoa amada, respirar o espaço alheio, abraçar sonhos impossíveis e elogios à distância. E,, em hipótese alguma, tente chegar em primiero. Chegar junto é melhor, até porque, o universo não distribue medalhas nem troféus.
Respeite as crianças, todas, inclusive aquela esquecida na sua memória. Sem crianças não há razão nenhuma para se acreditar num mundo melhor.
As crianças não são o futuro, elas são o presente, e se ainda não aprendemos com isso, somos nós, os adultos, é que tiramos zero na escola.
Ser feliz não quer dizer que não devemos estar revoltados com as coisas injustas que estão ao nosso redor, muito pelo contrário, ter uma causa verdadeira é uma alegria que poucos podem ter.
Por isso, sorrir enquanto luta, é uma forma de confundir os inimigos. Principalmente os que habitam nossos corações. E jamais se sujeite a ser carcereiro do sorriso alheio.
Não deixe que outras pessoas digam o que você deve ter, ou usar. Ter coisas é tão importante como não tê-las, mas é você quem deve decidir. Ter cartão de crédito é bom, porém, ter crédito nele tem um preço.
Se possível, aprecie as coisas simples da vida, vai que no futuro... Adeus pertences.
Esteja sempre disposto ao aprendizado, e não se esqueça que, quem já sabe tudo é porque não aprendeu nada.
As ruas são excelentes professoras de filosofia, pratique andar sobre elas.
Procure desvendar as máscaras do dia a dia, pois o segredo está no minúsculo - assim como um belo espetáculo do crepúsculo-, no pequeno gesto das formiguinhas esconde a grandeza a ser seguida pela humanidade.
Tenha amigos. Se não tem, seja. Eles virão.
Felicidade não se ensina, é uma magia, e o segredo está na disciplina de uma vida sem truques e sem fogos de artifícios.
E não acreditem em poetas. São pessoas tristes que vendem alegria.
 
 
www.colecionadordepedras1.blogspot.com

segunda-feira, 14 de março de 2011

Je suis favela: literatura marginal brasileira chega à frança



Sacolinha, Alessandro Buzo e Rodrigo Ciríaco têm textos traduzidos na coletânea de contos Je Suis Favela, lançada em Paris.

“Je suis favela”. Eu sou favela. A expressão comum nas periferias de todo o Brasil está traduzida para o francês, mas não, ela não perdeu sua singularidade. Continua sendo dita por quem realmente representa a favela. E representa tão bem que ganha espaço para fazer isso lá fora. Representantes da literatura marginal tupiniquim, Alessandro Buzo, Sacolinha, Rodrigo Ciríaco e Ferréz furam o gueto da exclusão em que foram colocados e têm seus textos publicados na França. Por meio da editora Paula Anacaona, terão contos publicados na antologia Je Suis Favela, da Anacaona Editions.

O lançamento da obra será feito nesta segunda-feira (14/3), na Librairie OFR, em Paris - capital do país em que a leitura atinge média anual de sete livros por habitante, contra a média brasileira inferior a um livro. A repercussão de seu trabalho suscita sentimentos variados nos autores, selecionados através de blogs e publicações brasileiras.

Para Rodrigo Ciríaco, professor, arte-educador e autor do livro Te Pego Lá Fora, a perspectiva é a melhor possível. “Só de ter chegado à França, já é uma maravilha. Eu queria estar lá, mas aí já seria demais. Ou não”, brinca, lembrando que, recentemente, esteve fora em países como Alemanha e França, e ainda está pagando as despesas. “Faria tudo de novo”, orgulha-se, ao lembrar que teve a oportunidade de levar a literatura nacional a uma escola francesa que ensina português e de lançar sua obra em uma livraria especializada em literatura afro-luso-brasileira. “Isso aconteceu com pessoas que nunca me viram, mas foram lá por conta do meu trabalho. Literariamente falando, o ano começou bem.”

O escritor Sacolinha, que adotou definitivamente o apelido como nome de escritor no lançamento dos títulos Graduado em Marginalidade, 85 Letras e Um Disparo, Peripécias da Minha Infância e Estação Terminal, encara o lançamento e a participação na coletânea francesa como uma oportunidade para mais contatos, referência e respeito. “Com isso, a gente consegue chamar mais a atenção e conquistar a molecada, já que ainda são poucas as referências que eles têm na periferia”, pontua.

Alessandro Buzo – que acumula sete títulos lançados no Brasil -, quando questionado sobre o que espera da publicação, revela que não cria expectativas e, por isso, tudo o que conquistar com essa incursão internacional será bem-vindo. Porém, ele faz considerações sobre o tema. “Falamos de periferia e hoje está ´na moda`. Não digo moda cultural, e sim de grandes empresas de olho em como dialogar com a nova classe média brasileira, gente que tem viajado de avião, comprado carro, telefone celular, televisão, computador, etc”, opina. “Só nós que pisamos no barro podemos saber qual é a real de uma quebrada. Não adianta pesquisar, tem que ter um conhecimento e viver isso no seu dia a dia. É um gingado e malandragem de um povo honesto e trabalhador. Agora não precisamos mais que venham fazer teses sobre a gente. Queremos, sim, escrever nossa própria história.”

Por outro lado, Ciríaco não acredita que a publicação mude muita coisa, mas espera que a produção literária da quebrada se engaje ainda mais. “Pode confirmar aquilo que já sabíamos: que ´nóis é possível`. É possível continuar escrevendo e melhorar, fazer ainda mais. Literatura, letramento da quebrada, é um avanço. Temos que deixar de conhecer apenas os artigos 121 e 157, e conhecer a Constituição inteira”, frisa.

A editora Paula Anacaona destaca que resolveu incluir os autores na coletânea porque eles representam a ´jovem guarda`, e fez questão de misturar a literatura periférica com a convencional. Com uma editora recém-criada, ela já lançou na França o livro Manual Prático do Ódio, de Ferréz. “Eu pensei: é essa literatura marginal que quero divulgar na França. E surgiu essa ideia da coletânea, porque tinha tantos autores que eu queria publicar e não sabia com qual começar”, explica.

Feliz com o resultado da obra Je Suis Favela, ela conta que muitas fotografias ilustram a ficção. Além do óbvio “muito sucesso” esperado, ela conta que aguarda uma divulgação desse tipo de literatura na França, uma vez que o livro conta também com o escritor Marcelino Freire, entre outros. “Tem pouco da literatura periférica aqui na França, além de muitos problemas também nas periferias – que são diferentes das do Brasil, pois têm mais a ver com a imigração ou a identidade. Mas acho que eles também teriam muito a escrever. Será que esse livro vai incentivar os franceses periféricos a escrever? Que legal – eu ficaria muito feliz”, almeja. Os planos da editora não param por aí. Paula planeja lançar obras individuais de todos estes autores na França. Por enquanto, Je Suis Favela só estará disponível em francês, sem previsão de lançamento em português.

Para finalizar, Ciríaco deixa uma mensagem que resume a voz da literatura marginal no Brasil: “Muito trampo, raça e coragem, porque a literatura não pode parar”.

O livroJe Suis Favela é uma coletânea composta por 22 contos e 60 páginas de artigos de imprensa, que faz uma análise profunda da realidade da favela. Além de Sacolinha, Buzo e Ciríaco, a obra reúne os escritores Marçal Aquino, Ronaldo Bressane, João Anzanello Carrascoza, Ferréz, Marcelino Freire e Victoria Saramago.

O lançamento será realizado na segunda-feira (14/3), na Librairie OFR (20 rue Dupetit Touars, 75003, Paris). A festa de lançamento terá a presença do cantor Solo, do antigo grupo de rap Assassin, que deverá ler alguns contos durante o evento.

Pela Web 

Visite o site de Ferréz

By Central Hip Hop


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

@PoetaSergioVaz - A fina flor da malandragem


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Duzão é piloto, e o que da fuga à essa malandragem. Na madrugada, a bordo de um Mercedes, dirige certos por vias tortas.
Aninha já passou o ferro em várias madames, dizem por aí que pra mais de vinte.
Cabeção tem olhar de rapina e um iceberg no coração, quando entra no banco já vai direto no caixa.
Colorau não age na quebrada, gosta de fazer mansão.
Lu ganha a vida distribuindo suas ideias através de um pó branco comprimido, a molecada fica alucinada. Nada contra quem mexe, mas ela nunca meteu a mão no pó dos outros.
Vavá não pode ver carro parado que leva, se não der na chave leva nas costas.
Lourival mete o cano desde criança, o pai se virava no alicate, e nunca teve medo de cerca elétrica.
Como teve problemas de berço, Mariana pega o filho dos outros e devolve por uma quantia mínima.
Julião põe medo em muita gente, também pudera, já enterrou vários com uma pá na mão.
Salete limpou a casa de Sonia, quem deu a fita foi a Rose, que se bobear limpa até as casas dos parentes.
Marcio resgatou Sales da cadeia, e saiu do presídio pela porta da frente, ninguém fez nada.
Elizabeth quase não ri, é uma espécie de gerente da boca, na rua dizem que ela é a patroa.
Nego Jan vende tudo que pega: relógio, TV, DVD, Eletrodomésticos em geral, carro, moto, corrente de ouro, roupa de marca, e demais mercadorias. Sua lábia é mais afiada que lâmina de gigolô.
Zóio tem problemas com a injustiça e está no semiaberto, passa o dia na oficina e a noite dorme no 3º andar. Quando pode, Guida e preto Will, parceiros de caminhada, o visitam no domingo.
Luciana não tem medo de sangue, já ajudou a cortar vários desconhecidos, muitos cagam de medo de morrer na mão dela.
Wilsinho não tem medo de nada, já passou o revólver até no carro da polícia.
As pessoas acima são suspeitas de ter a coragem de trabalhar, e enfrentar o dia a dia com a dignidade que só o sofrimento ensina, e por mais simples que sejam, nunca se evadiram da responsabilidade de lutar.

A malandragem fica por conta dos olhos de quem lê.