quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Helião & Don Pixote - Toda Noite [Clipe]


O Rap Brazuca ta Mudando...Manos saca so este novo som do don pixote (U-Time) e Helião (RZO)

LUSOHIPHOP ENTREVISTA FLY SKUAD

Mais uma entrevista elaborada pela já conhecida Miss Djei e desta vez fui eu que vesti a pele de repórter. O entrevistado é nada mais nada menos que Fly Skuad, mc underground do grupo Caixa de Pandora, dotado de uma capacidade de improviso excepcional (já presenciei) e que este ano lançou a mixtape Directamente do Underground. Curtam a cena, esse dred não tem "papas na língua"...


Lusohiphop: Quem é Fly Skuad e porquê este nome?


Fly Skuad: Fly Skuad é um mc proveniente do movimento underground e que caminha no rap desde 2002 e como muitos, comecei nos freestyles feito nas ruas e lá permaneci por muito tempo. Fly é um nome que me foi atribuído pelos meus pais e como sempre gostei de ser original decidi manter o nome no rap, pois é algo que me identifica já a partir de casa. Já o Skuad é uma longa história… Surgiu através das battles. Na época em que entrei para o rap existiam muitas gangs de rua (granelistas) e na minha zona as batalhas físicas com gangs rivais eram constantes, tive muitos problemas e ainda era puto por isso acostumei-me a fazer as coisas com muita adrenalina. Sempre gostei de batalhas de freestyle e por esta razão muitos rappers e grupos organizados me procuravam para termos este tipo de experiência que eu pessoalmente aprecio, foram várias rixas e a melhor parte de tudo isto é que foram poucos mcs que realmente conseguiram fazer-me frente.


Na altura representava sozinho, era o único rapper do meu bairro e estava sempre pronto para defender a hood quando os motherfuckers surgiam para lutas verbais. Aprendi e aprendo muito com isto e posso até dizer que os battles ajudam qualquer mc a ter uma visão mais ampla de como o rap realmente é (cultura violenta) sempre que enfrentava um mc absorvia várias técnicas e com o tempo fui reparando que sozinho eu era como se fosse um grupo, ou seja, tinha a capacidade de fazer o que um grupo fazia num rompimento quando se deparava com opositores, isto fez com que eu adquirisse várias qualidades como mc. Daí a origem do “Skuad”. Fly Skuad é uma mistura do útil e o agradável, Fly agradável para a minha família e para mim Lol…Skuad além de ser algo que me caracteriza é útil porque no rap é necessário mostrarmos sempre o nosso lado destrutivo e eu naturalmente faço questão de dizer alguns suckers que não se deve pisar na minha linha, entendes?!

LHH: Nas tuas músicas demonstras ter as raízes firmes no Underground mas, com a dinâmica da vida e do próprio "movimento", ás vezes as coisas mudam. Imaginas algum dia mudar do underground para outro estilo?


Fly: Esta pergunta nem devia ser feita, principalmente a mim, mas a resposta é “Não”. O que muitos não percebem é que o Underground não é só um estilo musical, é também um modo de vida que se reflecte na forma de pensar, agir e nas decisões que nos tomamos para o nosso bem, portanto, nas musicas apresento este lado porque é de lá que vim e faço porque é aquilo que sinto. Não há muito a dizer nesta questão porque não tem sentido eu mudar para outro estilo independentemente das condições que a vida me oferecer, serei sempre o mesmo.

LHH: O que achas que falta ao movimento Underground?


Fly: Falta os mcs começarem a trabalhar mais e procurar apresentar os seus trabalhos a toda gente, eu sei que é complicado, mas já começa a ser possível fazer isso de forma independente. Nos dia de hoje não tem sentido associarmos o conceito “underground” com o anonimato, repara que nós temos um conteúdo interventivo nas músicas e representamos de formas diferentes, aqui podes encontrar letras revolucionárias, conscientes, ou seja, músicas que vêem com o objectivo de “abrir as mentes” dos ouvintes e informá-los que as coisas na sociedade se passam da seguinte maneira. Eu não sou anónimo porque quero, mas sim por culpa da comunicação social que não divulga as minhas obras, isto faz com que eu e muitos manos do movimento underground sejamos rotulados como “músicos anónimos”. Agora aqueles que gostam de ser, eu entendo, mas reparem que chegamos a um ponto em que a música em Angola superou as expectativas e nos dias de hoje trabalhar de forma clandestina é complicado para um artista, é necessário que os mcs apresentem mas projectos, promovam mais as suas cenas porque ninguém faz música para si ou para os seus amigos, estamos aqui para cantar para o mundo inteiro. É necessário que o mundo ouça a nossa voz pois temos muita coisa a dizer. Aproveito para mandar um “holla” a todo o pessoal do movimento e dizer que precisamos nos organizar e unir as forças para derrubar com toda essa merda.

LHH: O que a Caixa de Pandora representa pra ti?


Fly: Caixa de Pandora é o meu grupo e além disso é minha família. Temos uma relação muito saudável e não é só dentro do rap, é muito mais abrangente. Conhecemo-nos há muito tempo e fomos criando uma amizade muito profunda onde todos aprendiam com todos, sempre que podemos nos encontramos nos encontramos no são Paulo para criarmos rodas de Freestyle na rua, isto e bom porque nos matem vivo no movimento e a melhor forma que encontramos para representar bem o hip hop, e fodida e a conexão há sempre improviso terríveis e muito rompimento, tu já tiveste la e viste como e. Agora existe algo que ate chega ser curioso, o facto de sermos um grupo, porque todos pensamos de forma diferente mas defendemos o mesmo ideal e isto nos mantém ligados, cada um tem o seu estilo e a sua forma de trazer a mensagem para as pessoas, e isto e algo que me impressiona muito, se começares a ouvir bem um cada elemento da caixa de Pandora, vais notar muito rápido que ninguém e igual ao outro e isto torna o grupo completo e bem definido em todos aspectos.

LHH: A Caixa de Pandora tem revelado bons mcs como Tu, Lucassio e Kid MC. Isso gera ou já gerou algum tipo de conflito com os demais integrantes?


Fly: Antes de mais, é necessário que as pessoas saibam que o Kid não faz parte da Caixa de Pandora. Fazem parte da Caixa de Pandora: Lucassio, The Hot Mc, Subversivo, Infinito, Balta P, New Man, Negrado, Perispírito e mais 291 soldados juntos somos 300 niggaz. Agora respondendo à tua pergunta, não tem gerado conflito, cada um conhece o seu potencial e nesse momento o Lucassio, Balta P e eu somos os que mais apresentamos trabalhos devido a nossa disponibilidade. O resto do pessoal está a preparar as cenas, mas estão muito ocupados com outras actividades, o que lhes impossibilita dar atenção ao rap da forma que eles gostariam de dar. Mas quando o tempo favorecer, eles estarão em peso para representar bem o nosso movimento e dar um contributo grande para que o rap underground em Angola tenha mais voz.

LHH: Qual a tua opinião sobre o actual estado do hip hop lusófono e angolano em particular?


Fly: O rap lusófono está a crescer e é notável a sua evolução. Em tempos quando se falava em Hip Hop na lusofonia era muito mais Portugal e Brasil, hoje países como Angola, Moçambique e Cabo Verde, já têm trabalhos relevantes e que servem como referência no movimento. Chegamos a uma fase em que os rappers começaram a atingir outros pontos, independentemente do estilo, já é possível ver que muitos estão a projectar carreiras e com perspectivas de crescimento no futuro.Sou muito mais crítico quando se trata do nosso rap, porque reparo que ele tem muitos problemas, pois ele cresceu muito, mas devido a esse crescimento os problemas também aumentaram. Os rappers agora estão a ceder muito às exigências que a comunicação social estabelece, quando a comunicação social é que devia ceder às exigências que o rap tem, daí o caso de muitos deixarem de ser o que são para poder tocar nas rádios ou passar na televisão e tornam-se ridículos. O que mais temos aqui são fotocópias, ou seja, rappers sem originalidade, e o engraçado é que algumas dessas cópias conseguem ter sucesso. É triste ver artistas que juraram ser sempre eles, a se deixarem levar pela moda, por exemplo essa questão de misturarem o rap com outros estilos, tipo kuduro e kizomba, não tem sentido porque são feitas com objectivos comercias, ou seja, elas são feitas porque “estão a bater” e muitos acham que é a forma mais fácil de conseguir sucesso, só que eles não percebem que estão a levar o nosso rap para o lado mais podre, eu nunca imaginei que aqui o hip hop atingiria este lado da ridicularidade, mas já atingiu e será pior se não fizermos algo, porque a nova geração que está aí a vir, está a ser afectada por esta onda de rappers medíocres e básicos. Não quer dizer que não respeito a mistura no hip hop, ela já existe, temos o “Rnb” e outras mais, só que eu só respeito se a mistura for feita com amor e se for com um estilo que combina com o rap, aí sim posso tirar o chapéu e reconhecer que a música está cada vez maior e sem limites de progressão. Mas por outro lado, devo reconhecer que o rap está bom, porque ainda existem alguns mcs da antiga escola com ideias positivas e permanecem originais até hoje, há também o surgimento de muitos bons mcs da nova geração, que deram sangue novo ao rap e trouxeram coisas mais criativas e está a fazer com que o nosso rap chegue muito mas longe.


LHH: Algum mc com quem gostaria de trabalhar em especial?


Fly: São vários mcs, prefiro não citar nomes porque neste momento não tenho projectos onde eu possa enquadra-los e também não sei se seria possível, mas por agora eu gostaria mesmo de trabalhar com os meus niggas da Caixa de Pandora, é uma pena que o tempo não permite isso mas acredito q brevemente nós estaremos juntos e os problemas do rap se vão resolver.


LHH: Sendo um mc com bom potencial em Freestyle, porquê que nunca tentaste o Big Show Cidade?


Fly: Sempre fui o tipo de mc que gosta da rua e programas de rádio para mim eram como se fossem testes e eu nunca gostei muito de testes. Tenho liberdade de expressão na mensagem musical e também no freestyle e naquela época eu achava que no Big Show não podia me expressar da melhor maneira devido as condições que eles estabeleciam para os mcs. Daí dar-se o caso de eu preferir estar na rua que é onde eu me sentia como um artista e expressava os meus sentimentos da minha maneira, sem ter que me preocupar se estou a fazer o certo ou não.

LHH: Ultimamente a tela do rap nacional tem sido pintada com muitos beefs. Qual a tua opinião sobre isso?

Fly: Eu curto beefs. Eu acho que é a melhor parte que o rap pode nos apresentar, pois é através das palavras que nós conseguimos ver o potencial de cada um. Muita gente censura o beef, dizendo que alguns beefam para poder aparecer/subir, mas para mim isso é conversa de covardes. Beef faz parte do rap e não vai deixar de fazer, é uma das atracções que o rap pode nos apresentar, até porque é divertido ver dois mcs a lutarem através das palavras. É bom que os mcs saibam q eu curto beefs e como um bom rapper com colhões suficientes para tal, eu tou sempre disposto, o que não queira dizer que eu esteja a procura de beefs, mas estou a espera do 1º cabrão que tentar tocar em mim ou a um elemento do meu grupo.

Por outro lado não concordo com a atitude que muitos niggas têm quando liricamente são derrubados, partem para agressão física, isto é ridículo, estraga por completo a magia que os beefes trazem para nos nossos ouvidos e faz com que muita gente perca o interesse total por esta parte do rap, ali sim eu não concordo. É necessário que os rappers saibam separar as coisas, tirem as armas físicas do rap e passem a utilizar mais as armas verbais, se assim for, teremos um movimento muito mais forte com mcs terroristas na forma de pensar. Repito, eu curto beefs, mas beefs saudáveis porque também ajuda o mc a tornar-se muito mais daquilo que ele é.


LHH: Como é que foi trabalhar na Mixtape “Directamente do Underground” ?


Fly: Foi uma coisa muito boa para mim porque foram as minhas primeiras letras. Eu não gostava de escrever músicas, preferia fazer freestyles e achava que podia chegar no estúdio, improvisar e o improviso se tornaria em música, mas com o tempo fui percebendo que as coisas não são bem assim, a musica transporta um lado mais sério e era necessário eu estar mais concentrado para poder trazer aquilo que estava a sentir e trazer alguma informação ao pessoal. E o engraçado nessa mixtape é que foi feita de forma muito rápida, algo que surpreendeu tanto a mim como aos meus niggas. As letras foram escritas e gravadas ao mesmo tempo, devido a estes factores consegui adquirir uma boa experiencia e a cada dia que passa me sinto mais preparado para trabalhar nos projectos que se seguem.


LHH: Projectos futuros?


Fly: São tantos, só para teres noção eu sempre que acordo procuro escrever alguma letra e desta forma os projectos vão aumentando, porque são muitas músicas a serem feitas. Eu gosto de trabalhar para o rap mesmo ele não me dando nada, pois eu o faço por amor. Sinto que o rap me faz bem e também sinto que eu o faço bem porque é isso que me caracteriza como um homem. Em relação aos trabalhos para o futuro, prefiro não adiantar nada, só posso dizer que vocês ainda vão ouvir falar muito de Fly Skuad, porque as coisas que por mim estão a ser feitas… hehehe… Epah aguardem manos, aguardem mesmo.


LHH: Tendo em conta a "strong language" com que te expressas, não tens receio de ter que mudar na altura em que quiseres gravar um álbum?


Fly: Não, não receio isso porque é assim que eu sou naturalmente. Se houver necessidade de mudar, acho que será para ser muito mais pesado. Até porque eu acho que as pessoas devem me aceitar como sou e acho que todos nós no dia a dia temos uma “strong language” e eu faço isso na música normalmente. Meu rap é de liberdade de expressão e a liberdade de expressão implica vários factores e este é um deles, se não curtes não ouve, para mim safoda. O problema é que nós temos ouvidos muito sensíveis quando se fala de rap feito em Angola, as pessoas censuram muito as expressões que usamos em algumas músicas mas estas mesmas pessoas cantam e vibram com as musicas feitas na América repletas de obscenidades… É muito triste ver programas de rádio a cagaram para os nossos sons mas tocarem 24/24 horas músicas com conteúdo explícito feitas em inglês, mas como isso não me importa eu também cago para eles e continuo o mesmo nas minhas letras e se um dia o meu som tocar nas rádios, não será porque mudei o conteúdo.


LHH: Queriamos que deixasse uma mensagem á comunidade "lusohiphop".


Fly: Fiquem atentos aos próximos passos que darei, estou a preparar cenas muito interessantes, dignas dos vossos ouvidos. Quero atingir todos os pontos, fazer algo com que eu me sinta bem e que as pessoas também se sintam bem ao me ouvir porque esta questão de ser um rapper underground faz confusão na cabeça de muita gente. Quero que as pessoas saibam que o movimento underground também faz música com qualidade e é isso que nós estamos a tentar trazer para pessoal, como prova, avizinha-se a minha mixtape intitulada “As Crónicas de Fly Skuad – 666 Barras” que transportam um conteúdo muito pesado, sério e não é para ouvidos sensíveis, porque isto é o underground da camada mais profunda. Está também a ser preparada a mixtape do Lucassio com o nome de “Assassino Culto” e a do meu hommie Infinito – Deus da Guerra.


www.lusohiphop.blogspot.com

FAZ DOWNLOAD







ANDREIA QUARESMA

BLACK VIBE

Choque Frontal Download

Está disponivel para download o 4º Vol. de Choque Frontal, que tem como objectivo dar a conhecer novos músicos da zona do Algarve.


Este CD não é um trabalho 100% HipHop, por isso vais encontrar outros estilos musicais como pop, rock e um pouco de reggae. Ouve as faixas 8 e 9 que conta com as participações de Reflect, Gijoe, Spell e Dino.




DOWNLOAD





ANDREIA QUARESMA

BLACK VIBE

Mtv Portugal Entrevista Macacos do Chinês


Eles gostam de misturar sons sem complexos e caracterizam-se como uma banda que vai beber inspiração a vários estilos. “Ruídos Reais” é o álbum de estreia do grupo de ‘Rolling na Reboleira’ , que se aliou novamente à MTV Portugal para apresentar ao mundo um novo single e vídeo, para a música 'Saudade'. Senhoras e senhores, meninas e meninos, 1,2,3 os Macacos do Chinês.

MTV: “Ruídos Reais” é o álbum vosso álbum de estreia e o resultado de dois anos de trabalho. Para quem ainda não teve a oportunidade de o ouvir, como o descreveriam?

MDC: O álbum Ruídos Reais é um álbum que seguindo uma linha constante (a rima) adopta várias transformações. Música sem preconceitos, sem limites e com muita vontade de explorar tudo aquilo que cada um dos elementos admira e procura nos seus gostos pessoais. Passa do rock ao hip hop, da chula portuguesa ao dancehall. A nossa capacidade para mutação é enorme e sentimo-nos muito bem a trabalhar assim.


MTV: Como é que este trabalho tem sido recebido pelo público e crítica?

MDC: A reacção da crítica tem sido boa, no entanto é a do público que nos intriga mais. No início era uma reacção de estranheza e adaptação, mas temos acompanhado e observado uma aceitação crescente nos nossos concertos. O que nos dá cada vez mais vontade e pica para tocar ao vivo.



MTV. “Ruídos Reais” conta com colaborações de vários elementos externos à banda, como João Gomes (Cool Hipnoise), Buraka Som Sistema ou “O Chato” (personagem da série “Os Contemporâneos” interpretada por Nuno Lopes que, de resto, entrou no vídeo de ‘Rolling Na Reboleira’). Como foi trabalhar com eles?

MDC: Todas as pessoas que participaram no disco são artistas que admiramos e pelos quais temos muito respeito. Trabalhar ao lado deles ensina-nos muitas coisas sobre o mundo da música. É um privilégio que se torna ainda maior pelo facto de eles nos Valorizarem e acharem que temos nós próprios já algo para ensinar ou mostrar.

MTV: Estas participações são um reflexo da diversidade sonora da vossa música?

MDC: Sim, estas participações reflectem um pouco dos vários universos em que vivemos musicalmente.


MTV: Depois de ‘Rolling na Reboleira’, está prestes a estrear (novamente em exclusivo na MTV) um novo vídeo dos Macacos do Chinês. Querem falar-nos sobre o novo single/video?

MDC: Este novo single "Saudade" é um tema do qual gostamos muito e fala de uma sensação muito nossa. O vídeo foi filmado no Alentejo e é uma realização do Manuel Pureza da Uzi filmes. Foram sem dúvida as filmagens mais cansativas das nossas vidas! Foi tudo filmado em 2 dias, com bastantes km percorridos e no dia anterior às filmagens fomos tocar a Mirandela às 2 da manhã e viémos de directa para o alentejo para filmar. Duro!!!!

MTV: Como é que uma banda com a sonoridade dos MDC se aventura a criar versões d´ ‘A Machadinha’ ou do clássico ‘Tourada’, do Fernando Tordo?

MDC: Somos uma banda que tem um profundo amor e respeito pela música portuguesa (e estrangeira também), mas que não sofre do síndrome do "tem que ser reconhecido lá fora primeiro". É com a maior das alegrias que pegamos no desafio de reinventar música que gostamos.


MTV: Consta que o convite para o vosso primeiro concerto fora de portas, em Londres, aconteceu via myspace, certo? Falem-nos um pouco sobre isso!

MDC: O convite para o primeiro concerto fora de portas surge por intermédio do Miguel Santos. Ouviu os temas que tínhamos na altura no myspace e lançou o repto para participarmos no Festival Atlantic Waves, que hoje em dia já nem existe, e que era apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Levava artistas portugueses e da Lusofonia a terras de Sua Majestade para mostrarem lá a sua arte. Aliás, este convite é que originou a junção da formação dos Macacos do Chinês tal e qual como a conhecem hoje. O André, o Miguel e o Pedro Silva tinham fundado o projecto e a partir deste convite houve a necessidade de arranjar o formato banda para subir a um palco.


MTV: Os MDC já actuaram em espaços como o “Alquimista” ou o “Music Box”, e festivais como o “Rock in Rio Lisboa”, o “Atlantic Waves” (em Londres), o “Eurocultured” (em Manchester) ou o “Bayreuth” (em Munique). Contem-nos os vossos planos para os próximos concertos?

MDC: Os nossos planos passam obviamente por tocar no máximo de sítios possíveis, um pouco por todo o país e no estrangeiro também, como aconteceu em 2009 e que tanto prazer nos deu. Em 2010 vai passar certamente pela ida aos festivais de verão, tal como aconteceu com a participação dos MDC no concerto dos Buraka Som Sistema no Rock In Rio, e no Delta Tejo, cuja experiência correu bastante bem. Nós gostamos muito de nos fazer à estrada, e ainda vamos calcorrear muito quilómetro entre o final de 2009 e no ano que aí vem.



MTV: Como foi a experiência de actuar no BRAND:NEW TAPETE da MTV?

MDC: Penso que foi uma experiência notável, no sentido em que houve a oportunidade exemplar de demonstrar todo o potencial dos Macacos, através da convergência de pessoas com estilos e formas próprias de abordar a música, caminhando lado a lado com um objectivo comum. Toda uma síntese de vivências adquiridas e materializadas desta forma.


MTV: Querem deixar uma mensagem para os vossos seguidores?

MDC: Queiram estar atentos senhores deste mundo, pois o que se passa e o que se seguirá será configurado com a ideia da descoberta. Através da exploração de dialectos próprios ao encontro do sentimento colectivo!


Por Samuel Cruz




ANDREIA QUARESMA

BLACK VIBE

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Lua e a Sua Gargalhada Gostosa!

A famosa casa da Dona Nilda. Esse foi o cenário onde a Lua cresceu. Na época ela era só a Luana, sempre foi ligado ao desenho e hoje em dia já fez clipes para os ‘sobrinha do Dudu, Didiu e Godela. O Dudu é guitarrista e tocava com a banda ‘Exquadrilha da Fumaça’. O DidiuRatos de Porão’, ‘Capital Inicial’ etc e tal. Já o Godela sempre foi mais esportista e criou a ginástica natural ‘Integral Bambu’.

Então foi nesse cenário que a Luana cresceu, cercada de toda a galera que visitava a casa da Dona Nilda, como músicos, desenhistas, cineastas, DJs, atores e até atletas. A mãe da Luana, filha da Dona Nilda, irmã do Dudu, Didiu e Godela, morava em São Paulo e também vivia cercada de artistas. Por isso, a casa da Dona Nilda era sempre cheia de gente.

As tardes passavam rápido na casa da Dona Nilda, assistindo filmes com Didiu, ouvindo rock com o Dudu, ou pulando na cama elástica do Godela.

Foi então que a Luana cresceu e virou a Lua e até gravou um disco solo recém-lançado pela Ôlôko Records, e teve participações especiais de gente como Lenine, B. Negão, Edgar Scandurra, Marcos Suzano, e todo pessoal da metaleira do ‘Funk como Le Gusta’. Sem falar na produção de Ale Siqueira.

O disco tem um repertório cuidadosamente escolhido para caber na voz grave e quase rouca da Lua. O repertório trás escolhas ousadas com canções como ‘Maracatu de tiro certeiro’ de Chico Science e Jorge Du Peixe, ‘Seres Tupy’ de Pedro Luís, ‘Argila’ de Carlinhos Brown, ‘A rede’ de Lenine e ‘Tambor’ de Chico César.

No repertório do show, Lua canta as músicas do disco com alguns sucessos de Bob Marley e outros grooves. Nos shows ela é acompanhada por Daniel Ganjaman (do Instituto), no teclado, programações, efeitos, kaosspad e backing vocais; Junior Boca na guitarra; Dj Keffing nos scratches; Abuhl Jr. na percurssão; Nelson Viana na bateria e backing vocais e Demetrius Carvalho no baixo. Ah, e como se não bastasse toda essa galera, ainda veio o Buguinha para mexer na mesa de som.

Os shows da Lua em Brasília aconteceram na segunda-feira no restaurante e bar Calaf, e na terça-feira em um pocket-show na Fnac. Saiu uma resenha sobre o disco na ‘Rolling Stone’ e a Luana estava lá na casa da Dona Nilda mostrando pra todo mundo, toda orgulhosa, entre um filme e outro, ouvindo rock, pulando na cama elástica e dando boas gargalhadas pelo quintal.

Você quer ouvir a gostosa gargalhada da Lua? Ouça ‘Obrigado (Por ter se mandado)’. Ouça também ‘Dias de paz’ ou ‘Se tudo pode acontecer’. Ouça a Lua chegar de mansinho e conquistar sua atenção com sua voz de veludo e o ritmo dançante dos arranjos de Alê Siqueira. Leia também o que a Lua tem a dizer sobre outras coisas mais.

Como foi que você começou a carreira?


Lua: Desde muito pequena já pensava em fazer algo diferente, e sempre gostei de cantar. Conhecia algumas pessoas do meio musical e bem cedo, muitos amigos já tinham bandas em Brasília. Comecei como backing vocal dessas bandas e aos poucos, fui percebendo que era isso que eu queria fazer pro resto da vida. Sempre senti muita vontade mas achava tudo muito complicado. O grande impulso na minha carreira foi quando me mudei pra Florianópolis, e tocando de forma totalmente despretenciosa na casa de um amigo, conheci minha empresária Biba Berjeaut. Com a ajuda dela comecei a me dedicar mais e enxergar a música não só como prazer, mas também como uma profissão.


Você começou numa banda de forró, não foi? Que banda foi essa mesmo? Você considera uma mudança de estilo o rumo da sua carreira agora?


L: Comecei como backing vocal de bandas de reggae, mas como cantora tive em Brasília uma banda de forró chamada ‘AS MINAS DO REI SALOMÃO’, com outras cinco amigas e um amigo. Isso foi em 2000 e a banda durou dois anos. Vivi uma época bem intensa com o forró na minha vida. Acredito que essa mudança de estilo aconteceu naturalmente pra mim, a medida que fui conhecendo outros estilos e recebendo outras influências musicais. Sempre levarei comigo esta influência regional do forró, côco e maracatu. Somei essas infuências ao r&b, reggae, dub, soul e outros grooves que se tornaram uma marca no meu trabalho.


Como foram as gravações do seu disco? Porque tiveram muitas participações, como Lenine, Marcos Suzano, Edgar Scandurra e B. Negão. Como você lidou com o fato de estar realmente cantando com gente que você costumava ver da platéia?

L: Como consequência de um longo trabalho em Florianópolis - junto à minha empresária - decidi que era hora de uma gravação mais profissional. Fomos encontrar o produtor Alê Siqueira em Salvador, procurando uma indicação para produzir o meu primeiro álbum. Quando nos conhecemos ele acabou topando produzir o trabalho, e acabamos agendando para o começo de 2005 em Salvador - cidade que ele morava. Quatro meses antes nos mudamos para Salvador, e lá tive reuniões semanais com o Alê em sua própria casa para a escolha de repertório e conversar sobre as participações dos músicos em cada faixa. Pra mim essa gravação se tornou uma faculdade, já que sempre fui intuitiva e autodidata. Quanto aos músicos e convidados do disco, acho que cada produtor tem o seu time, e a maioria dos músicos do projeto faziam parte da galera do Alê Siqueira - Marcos Suzano e Edgar Scandurra, por exemplo. As participações de Lenine e B. Negão eram uma vontade antiga minha, de tê-los em meu trabalho e fiquei muito feliz de poder concretizar esse sonho. Na verdade, ter essas pessoas no disco quebrou um pouco essa barreira entre o palco e a platéia e passei a encarar estes músicos como profissionais, que são iguais a mim. Muitos se tornaram grandes amigos. Do começo ao fim foi uma experiência maravilhosa.


O que você ouve em casa?

L: Meu gosto musical sempre foi muito eclético. Gosto muito de Erykah Badu, Damian Marley, Nneka, Estelle e Ms. Dynamite. Tenho ouvido alguns trabalhos atuais que conheci em Sao Paulo, como Curumin, Otto, Instituto e Guizado. Tambem adoro Lenine e B. Negão e os Seletores de Frequência.

Como tem sido a recepção do público na turnê do disco novo?

L: O público tem aceitado super bem nos lugares onde a gente tocou e ver as pessoas dançando e sorrindo nos shows me deixa muito feliz. Ainda não chega a ser uma turnê, já que tocamos em poucas cidades, mas pretendo rodar o mundo com esse show.

Você acha que downloads pela internet prejudicam ou divulgam o trabalho do artista?

L: Eu encaro a internet como uma aliada. Se eu fosse compositora e não intérprete dessas canções que estão no disco, provavelmente disponibilizaria ele inteiro para download. Sou totalmente a favor da internet, pois acredito que ela tenha facilitado tudo. A meu ver, ela une as pessoas e só soma. Posso receber mensagens e me comunicar com pessoas do outro lado do mundo através do Myspace e ver minha música chegando em lugares que eu nunca fui. Vejo isso como uma conquista.

Fonte da entrevista: Blog Eu ovo

2008 Lua

1. Se tudo pode acontecer
2. Brilho do sol
3. Piercing
4. Jogo bom
5. Dias de paz
6. Maracatu de tiro certeiro (& B. Negão)
7. Seres Tupy (& Lenine)
8. Argila
9. To na sua
10. Uma ajuda
11. A rede
12. Não deveria se chamar amor
13. Obrigado (Por ter se mandado)
14. Tambor

Baixem:

http://www.4shared.com/file/58974405/47db84aa/2008_Lua.html



Brilho do Sol - Lua


Obrigado "por ter se mandado" - Lua


Uma Ajuda - Lua


A Rede - Lua


Jogo Bom - Lua


Se Tudo Pode Acontecer - Lua



Mix Tape Acerta as Contas Donwload

PARTICIPAÇÕES:

Azteka
Lucone
Mc Infiltrado
Cire
Yannick Tdm
Greguz
Maximus
Prg
Llyod
Lotus
Mocaskai
MQ soulja
Tapion
Funkid
Tony mc
Duplo N
Fachadaz
Al-X
Seth
Shock
França
Lofty
Legacy
Lirikos Urbanos
.....

http://sharex.xpg.com.br/files/5729127713/A_certa_as_contas.rar.html


www.lusoproduction.fr

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Novos Artistas - Flora Matos - Muito Promissora

Flora Maia Matos nasceu em Brasília-DF dia 18/11/1988. Criada por uma família de artistas, aos quatro anos de idade já subia aos palcos da banda "Acarajazz", formada pelo compositor baiano Renato Matos (seu pai). Em 2002, aos treze, passou a freqüentar bailes de RAP. Apaixonada expecialmente pelos vinís de reggae, dub, e dancehall de seu pai, nao foi dificil mergulhar no Rap e buscar grupos como Racionais MC's, Dina Di, Sabotage, Kamau, Instituto, Mc Marechal, SNJ, entre outros.


Em 2003 Flora fez shows com seu primeiro projeto; NocõesUnidas, juntamente com o produtor Chicco Aquino. O projeto foi prioridade em sua carreira até 2005. Em 2006 aos 17 anos, Flora Matos fez shows "solo" demonstrando muita habilidade como MC ao lado de Dj Brother e recebeu o premio de melhor cantora do ano em Brasília. Em 2007, a MC expande sua carreira em São Paulo e grava em um remixe da música "Véu da noite" da cantora Céu, produzido por Dj Kl Jay (Dj do Racionais Mc's).

Em 2008, Flora foi residente em casas como o Glória, o Veggas e a Mood em São Paulo, cantando ao lado de Dj king e Dj Primo [R.I.P], e fez shows pelo Brasil acompanhada de Dj Kl Jay, Dj Cia, e Dj Naomi. Em agosto foi convidada por Dj Cia e Ice Blue para fazer parte da mixtape "O jogo é Hoje" apoiada pela Nike, gravando sua musica "Mundo Pequeno", Produzida por Dj Cia e dirigida por Mano Brown e Ice Blue. Em outubro iniciou sua primeira turnê pela Europa passando por Paris, Angers (Le Chabada), Le Mans, Lisboa, Porto, Bolonga e Napoli.



De volta ao Brasil, lançou seu single "Jogo da Velha". Em 2009 Além de fazer shows com cada vês mais frequência, Flora Matos e é convidada pelo produtor Daniel Ganjaman para fazer parte de alguns shows do "INSTITUTO". Hoje a banda lhe serve também como sua banda de apoio em festivais. Fim de ano e Flora Matos finaliza sua mix "Flora Matos VS Stereodubs" que será lançada dia 29 de novembro em São Paulo.

Mix Flora Matos Vs StereoDubs

A MixTape Flora Matos Vs StereoDubs, é uma parceria entre a jovem cantora Flora e os produtores LX e Leonardo Grijó (Stereodubs), conhecidos pela sua diversidade musical. Nesta Mix podes contar com sons pra pista e toques de DanceHall e Dubset. Uma verdadeira jóia rada no Rap Brasileiro...



DOWNLOAD



ANDREIA QUARESMA

BLACK VIBE

Um Dos Elementos do Hip Hop "Breaking"

http://www.independent.co.uk/multimedia/archive/00019/breaking_19700t.jpg

Breakdance (também conhecido como breaking ou b-boying em alguns lugares) é um estilo de dança de rua, parte da cultura do Hip-Hop criada por afro-americanos e latinos na década de 1970 em Nova Iorque, Estados Unidos. Normalmente é dançada ao som do Hip-Hop ou de Electro. O breakdancer, breaker, B-boy, ou B-girl é o nome dado a pessoa dedicada ao breakdance e que pratica o mesmo. Inicialmente, o breakdance era utilizado como manifestação popular e alternativa de jovens para não entrar em gangues de rua, que tomavam Nova Iorque em meados da década de 1970[1]. Atualmente, o brakdance é utilizado como meio de recreação ou competição no mundo inteiro.

Origens, História e Variantes

http://www.urbanimage.tv/watermarked/xy_2085.jpg

O principal artista da época era Mister Dynamite (Senhor Dinamite) James Brown, conhecido não só por sua voz ou canções, mas também por toda sua performance estética, que deu origem a todos os pop-stars que vemos hoje em dia. (Ex: Michael Jackson, Prince, Madonna e etc.). James Brown era idolatrado principalmente nos redutos negros e latinos das grandes metrópolis e influenciava todos os jovens com sua dança, chamada Good Foot (Pé Bom). No Brasil essa dança é chamada de Soul, pois é o estilo de música que Brown cantava.

No Bronx, a influência do Good Foot levou à criação de uma dança chamada Top Rocking (Dança em cima). Essa dança usava qualquer tipo de provocação vistas na TV, em filmes, etc. Preferiam provocar a brigar, na mais pura malandragem, utilizando a dança. Nesta mesma época, no Brooklyn, o que víamos era praticamente a mesma dança, utilizando passos diferentes além da combinação de ataques e defesas simultâneas, feitas por mais de um dançarino. Esta dança foi chamada de Brooklyn-Rock (Dança do Brooklyn) ou Up-Rock. Devido ao grande sucesso, surgiram equipas especializadas em combater com o Up-Rock.

O Bronx, notando que sua dança era menos chamativa que o Brooklyn-Rock já que este contava a participação de mais de um dançarino o confronto entre esses dois Up-Rockers era muito mais contundente que a de um Top-Rocker começou-se a experimentar novas concepções; com isso o Top-Rock rapidamente desceu para o chão criando-se o Floor-Rock (Dança de chão) ou Foot Work (Trabalhos dos pés). Essa dança consiste em praticamente se dançar o Top-Rocking em movimentos circulares de acordo com ritmo da música logicamente com as mãos e pés no chão ao mesmo tempo. O término deste movimento chama-se de freeze (congelar); a força, rapidez e ousadia rapidamente suplantou o cenário Up-Rocking. A partir desse momento todos queriam fazer Foot Work na importando se fosse Up ou Top-Rocker.

Nas Block Parties o pessoal esperava Kool Herc começar a brincar com os Breaks (intervalos de compasso) e fabricar os beats. Como essas festas aconteciam principalmente no Bronx a dança predominante era o Top ou Floor Rocking então Kool Herc costumava pegar o microfone e anunciava a performance dos B-boys, aqueles que dançam nos intervalos da música. Com isso toda a dança do Bronx e Brooklyn acabaram sendo unificadas sob o nome de B-boying.

Em 1969, quando foi lançada a música Get on the good foot (Entre no Passo Certo), a dança não ficou restrita ao Bronx e Brooklyn em Nova Iorque. Ela aportou na Costa Oeste, mais precisamente em Los Angeles, dando origem a uma dança chamada Locking (Travar); esta recebeu a influência de uma dança chamada Funky Chick (Pintinho Funkeiro) e Hustle (gíria para maquiavélico). O Locking é uma dança atípica e por isso é considerada uma das mais complexas de execução, por que ao mesmo tempo em que se tem o Funk e Soul que fluem harmoniosamente ao ritmo da música tem se os Locks, congelando devastadoramente a dança. A complexidade aparece justamente na junção destes extremos. A pergunta é: eu devo ter mais Swing ou técnica para travar meu corpo? É evidente que o equilíbrio é o mais viável e torna essa dança tão gostosa de se apreciar.

Em Fresno, na Califórnia, cria-se com influências de séries de ficção científica, danças robóticas que imitavam os movimentos mecânicos. Na limitação de movimentos proporcionados a um robô começa-se a imitar ondas por todos os membros do corpo, dedos, braços, pernas, tórax e etc.

Dá-se o nome a essas técnicas de Boogalooing (sem tradução); a verdade que é contada é a seguinte: O tio do Boogaloo Sam (personificador da dança) teria inventado o termo Boogaloo pois não conseguia achar definição para tais movimentos.

Em Los Angeles ela é conhecida por Popping (Estalo das articulações). E em Nova Iorque quando foi conhecida por volta de 1979 chamaram-na de Boogie, assim como o B-boying foi conhecido primeiro como Breakdance em Los Angeles em 82.

No Boom do Break que aconteceu mundialmente, todas as danças não importavam se fosse Locking ou B-boying ou Popping apareciam sob o nome até hoje conhecido mundialmente pela mídia como Breakdance.

Vários grupos aderiram ao break, os grupos são denominados de "crew" que em inglês significa equipe,o que hoje parece moda vai muito além de vestir uma roupa ou um boné e sair por ai dizendo "sou do break ou sou do hip hop" a cultura é bem mais alta é na verdade uma manifestação do movimento hip-hop. http:www.redbullbcone.com/profile/jean-lucca/vote

http://cafeanant.files.wordpress.com/2009/04/popping-and-locking-dance.jpg

As primeiras manifestações surgiram na época da grande crise económica dos EUA, em 1929, quando os músicos e dançarinos que trabalhavam nos cabarés ficaram desempregados e foram para as ruas fazer seus shows.

Em 1967, o cantor James Brown lançou essa dança através do Funk. O Break, uma das vertentes do Street Dance, explodiu nos EUA em 1981 e se expandiu mundialmente, sendo que, no Brasil, devido à sua cultura, os dançarinos incorporaram novos elementos de dança.

Em Janeiro de 1991, foi criado na cidade de Santos, o primeiro curso de “Dança de Rua” no Brasil, idealizado e introduzido pelo coreógrafo e bailarino Marcelo Cirino, baseado em trabalho prático e de pesquisa, desde 1982.

O curso virou projeto e para alguns “religião”, sempre com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Santos.

Hoje sua repercussão mundial, retrata o reconhecimento do trabalho e não um simples modismo.

Videos

Breaking










Popping & Loking

Nao Perca esta batalha de Poppin











Planet B-Boy - YouTube Live






Afrika Bambaataa - Planet Rock - High Quality Video (1982)



Blog PerRaps Entrevista a Mc Livia Cruz

"seu canto e sua rima"

"Nas ruas se vê de tudo, nas pessoas que habitam as ruas, nos barulhos que vêm das casas enquanto você esta passando, se ouve de tudo, idealismo, romance, sofrimento, frustração, fantasia, sonhos… A direção do seu olhar, e como se interpreta as coisas, as manifestações, é que vai definir pra cada um se é mais ´isto ou aquilo´, se é ´assim ou assado´, eu não tenho medo, sei que a música não tem limite, e pra falar a real eu estou ansiosa por saber das impressões que esse trabalho vai gerar, eu tenho vontade de apontar direções diferentes, não só nas letras, mas também nos instrumentais. O rap tem sido muito subestimado, e as mulheres então nem se fala. Eu já disse que quero ser surpreendida, mas é claro que nessa perspectiva, também quero surpreender."

Esse é um pequeno trecho de entrevista concedida por Lívia Cruz ao Blog Per Raps. Nela a MC fala sobre seu novo trabalho, linha de produção, criatividade e muito mais.

Clique aqui e leia entrevista na íntegra
Visite o Myspace de Lívia Cruz

By Central Hip Hop

"Passa o Mic Brasil" - Rex, DG, Vic, Anão e King Wall [DIGITAL]




Primeiro "Passa o Mic" que é feito no Brasil, com participação dos rappers Rex, DG, Vic, Anão e King Wall, membros da família DIGITAL...
Para mais informações ou se você tem interesse em participar dos próximos, envie e-mail para : passaomic@gmail.com
Baixe o áudio em MP3 : CLICK AQUI PARA DOWNLOAD

Hit do Emicida ganha nova roupagem e rimas da Baixada Santista

http://desneura.files.wordpress.com/2009/09/emicida.jpg

Cuco, rapper e produtor musical da Baixada Santista, canta em remix da música "Triunfo", hit do Emicida que alavancou as vendas de "Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe", sua primeira mixtape.

Mano Brown pode ser capa da Revista Rolling Stone

Os sinais já estavam no ar, mas se intensificaram nas últimas semanas. O Racionais MC’s, mais importante e respeitado grupo de hip hop brasileiro, prepara-se para lançar um novo CD no qual deixa de lado, em algumas músicas, a temática de cunho social e a agressividade nas letras que sempre caracterizaram o grupo.




Líder do Racionais MC's, Mano Brown deve estampar capa da revista Rolling Stone

Além de canções sobre a “vida loka” dos jovens da periferia envolvidos com a miséria e o crime, celebrizadas em CDs como “Sobrevivendo no Inferno” e “1000 Trutas 1000 Tretas”, o grupo agora volta-se também para outros interesses e parceiros.

O sinal mais evidente desta guinada “pop” já circula no You Tube. Chama-se “Mulher Elétrica”. Bem-humorada, a letra da música contém trechos assim: “Ela é preta na cor loira no cabelo, ela é uma hora e meia em frente ao espelho. Ela é... Ela é Naomi, Ela é Clara, é Nunes, é Donna Summer, Rosa, é Sônia, Ela é Tereza, Ela é Ana, Ela é Glória, Ela é bem Brasil, me engana que eu gosto ela tem tristeza balança o swing rara beleza, Ela é...Onde vai...? Mulher Elétrica Mulher Elétrica 3000 volts”.

Como tudo que diz respeito a Mano Brown e os demais músicos do grupo, há muito segredo envolvido em seus novos movimentos. Uma das novidades – talvez a que venha causar mais surpresa para os fãs – é o rumor que Mano Brown estará na capa da revista “Rolling Stone”, cuja próxima edição chega às bancas no dia 10 de dezembro.

O editor-chefe da revista, Ricardo Cruz, diz não poder confirmar a informação, mas o Último Segundo ouviu de pessoas próximas aos Racionais que está tudo certo –as fotos, inclusive, já foram feitas.

Desde que surgiu à frente dos Racionais, no início dos anos 90, Mano Brown mantém o compromisso de não falar com a chamada grande imprensa. Oriundo do Capão Redondo, na zona Sul de São Paulo, o músico deu raras entrevistas nestes últimos 15 anos, normalmente apenas para veículos alternativos.

Outra novidade sobre Brown é a sua aproximação com a Banda Black Rio. O famoso grupo de funk e soul music, surgido na década de 70, retomou suas atividades no final dos anos 90, liderado por William Magalhães, filho do fundador da banda, Oberdan Magalhães.

Na última sexta-feira 20, Dia da Consciência Negra, Brown cantou quatro músicas no show que a Black Rio fez na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, dentro das atividades do Seminário Internacional da Cultura Digital, um evento destinado a discutir políticas públicas para a área da comunicação.

Acompanhado do rapper Dom Pixote, Brown cantou “O Jogo é Hoje”, música feita por encomenda para a Nike e utilizada na trilha da promoção “Batalha das Quadras”. Originalmente um campeonato de futsal para jovens, no Rio e em São Paulo, realizado em 2008, “Batalha nas Quadras” gerou um CD promocional, produzido pelo músico Ice Blue, dos Racionais, com a presença de vários jovens artistas do hip hop.

A primeira faixa, que dá nome ao disco, intitula-se justamente “O Jogo é Hoje”, e é uma parceria entre Brown (que assina “MB”) e Pixote. A música fala da ansiedade antes de uma partida de futebol, e é outro sinal de mudança de foco das preocupações de Brown e seus colegas dos Racionais.

Chamado de “presidente” por William Magalhães, Brown vestia uma vistosa camisa pólo da Nike, com o logo da empresa estampado no peito – modelo idêntico ao que Pixote usava. Estava bem-humorado, à vontade e simpático – outra novidade para quem já viu algum show dos Racionais.

O Último Segundo ouviu de fontes ligadas à promoção do show que a Nike teria interesse com adquirir os direitos de “O Jogo é Hoje” para utilizá-la em outras campanhas da marca, mas a empresa nega. A Nike “adoraria”, nas palavras de um executivo, ter relações com Mano Brown, “assim como com Gisele Bundchen” e outros formadores de opinião deste quilate.

Em 2007, durante entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Mano Brown travou um curioso diálogo com Ricardo Cruz, o editor da revista “Rolling Stone”, na qual reconhece que, para ele mesmo e para seus fãs, soa estranho utilizar roupas e tênis do fabricante americano.

Pergunta: Você conseguiu, Brown, fazer uma revolução interna no seu jeito de ser, de pensar? Você conseguiu lutar contra os seus, suas próprias contradições, seus próprios medos? Você consegue isso hoje?

Resposta: Na verdade, as contradições só acabam quando morre, né? Tipo, eu era um cara, hoje eu estou de Nike no pé, mas eu já xinguei a Nike muito por aí. Entendeu? Mas eu descobri também que a Adidas não me dá nada se ficar falando mal da Nike. Eu derrubo um e levanto a outra. A Adidas é dos alemães, não são nada. Estou de Nike, o KL Jay não usa Nike, vai ver o Nike que o Blue tá no pé? Entendeu? É contradição, Racionais é isso, é quatro caras, quatro mentes, quatro idéias, entendeu, meu? Eu sou o mais confuso dos quatro sou eu mesmo.


Fonte: Ultimo Segundo

Duplo N - Mixtape "Hip Hop Em Chamas"[Download Promo Tracks]

Depois de trancar as ruas com as suas 3 mixtapes, Duplo N volta agora com 3 faixas promocionais do seu mais recente projecto "Hip Hop em Chamas".
Esta será a sua quarta mixtape a girar nas ruas e nos blogs...

Saquem o cheirinho promocional do que está para vir...

Contactos:
E-mail: nnprodusons@hotmail.com

Telefone: 924253031


Lista dos sons:
Hip Hop em chamas -Mq Soulja, Duplo N & Nga
Meu rap(Remix) - Duplo N Feat. Igor 9 & Black T

Download Sharex




Fonte
www.cenasquecurto.blogspot.com


ANDREIA QUARESMA

BLACK VIBE