segunda-feira, 26 de outubro de 2009

10 Perguntas a ... A.S2, Novo Álbum Quase Nas Ruas


Nascido no Rio de Janeiro, Brasil, A.S2 veio viver para Portugal com somente 8 anos de idade e foi neste país que emergiu a sua empatia com o movimento Hip-Hop. Grupos/Mc's como Gabriel O pEnsador, Da Weasel, Notorious BIG, Tupac Shakur, Public Enemy e Krs-One influenciaram-no a fomentar o desejo de escrever versos na língua portuguesa.

A.S2 integrou vários grupos experimentais a partir de 1998 juntamente com outros Mc's da sua zona.
Proveniente do sul do país, mais precisamente de Quarteira (local este que, a pouco e pouco, vem revelando talentos a nível nacional), A.S2 já esteve envolvido em vários projectos no passado

Encontra-se neste momento a preparar o seu álbum de estreia a solo, que será lançado em 2009 contando com produções de L.V.M (guitarrista dos Expensive Soul) na sua grande maioria, e irá apresentar-se com a participação de uma banda nas actuações ao vivo.

Conta-nos como começaste a tua carreira e quais ou quem foram as tuas influências.


O meu primeiro registo que chegou aos ouvidos das pessoas foi um disco que fiz em colaboração com o Mouska que se intitulou 'Versátile' saiu em 2004. Apesar de ter feito algumas coisas antes disso, considero que foi esse o começo da minha caminhada.

As minhas influências sempre foram muito diversificadas e vão desde a música rap ao rock, ao soul, etc. E como tudo na vida, estão sempre em mutação, tanto posso estar num dia mais inclinado a ouvir drum’n’bass como no dia seguinte a ouvir Djavan. E tudo aquilo que ouvimos influencia-nos, de maneira positiva ou negativa. Quanto a nomes de artistas que me influenciam ou influenciaram: Gabriel O Pensador, Mind Da Gap, The Roots, K-os, Seu Jorge, Hezekiah, Maxwell, etc...

Como artista, o que trazes de novo à música e o que tens de especial para que as pessoas te oiçam?

Ultimamente tenho andado ocupado com a gravação e concepção do meu álbum. E estou muito satisfeito com o que tenho vindo a fazer. Em primeiro lugar porque tenho feito aquilo que quero e sem pressas. E em segundo lugar porque deixei a cargo da produção do disco o L.V.M. (guitarrista dos Expensive Soul) que tem muitas outras influências e experiências musicais que só elevam a qualidade daquilo que quero fazer.

Aquilo que trago de novo é o que toda a gente deveria trazer, a sua identidade. A partir do momento que decides ser 'tu' a tua música vai ser diferente da dos outros, porque não existem duas pessoas iguais. Acho também que o meu próximo disco vai abranger mais públicos do que somente o pessoal ligado à cultura Hip Hop pois tem uma componente de fusão com outros estilos musicais.

Que tipo de temas costumas abordar nas letras das tuas músicas?

Nas minhas músicas falo das coisas que me vão na cabeça, por isso algumas delas podem ser introspectivas, ou daquilo que vejo e acontece comigo ou às pessoas à minha volta. Também gosto muito de abordar os relacionamentos entre as pessoas.

O que achas desta "guerra" entre música comercial vs underground? A tua música é comercial ou underground?

Em primeiro lugar é preciso definir o conceito de 'underground' e o conceito de 'comercial'. Na minha opinião a maioria das pessoas entende o conceito de underground como algo que não é conhecido pelas massas, conhecido somente por pequenas fatias da população ou nichos. Porém, na minha concepção ser underground é acima de tudo ser livre. E se falamos de música é ser musicalmente livre, fazendo aquilo que se gosta e não aquilo que os outros gostariam que nós fizéssemos.

Por outro lado, a música comercial é entendida como um produto mais massificado, que vende ou deveria vender muito (devido aos esforços promocionais das grandes editoras), e que está actualmente associada, e por vezes de forma errada, à música de plástico. No entanto, eu prefiro usar o termo “música comerciável”, para evitar comparações pejorativas com a chamada música de plástico.

Acho benéfico que exista essa “guerra” do comercial contra o underground nem que seja para fomentar o debate e para as pessoas ganharem consciência de onde investem o seu dinheiro quando vão comprar um disco ou vão a um concerto. Cada vez mais a música que é feita única e exclusivamente para vender está a perder adeptos pois os ouvintes apercebem-se do propósito da sua génese, deixando de se identificar com o artista e a sua música num longo prazo.

Nunca gostei muito de rótulos na classificação de um artista, mas eu como sou livre e faço a música que me vai na alma considero-me obviamente underground. Mas tenho sempre em linha de conta que o faço tem qualidade suficiente para ser comercializado, daí que também possa ser classificada de música comerciável, mas não comercial.

Como é uma actuação tua ao vivo?

Ao vivo apresento-me com a minha banda, pois para tocar este disco que estou a fazer não poderia ser de outra forma já que a maioria do álbum é mesmo tocado (baixo, bateria, guitarras e teclas essencialmente).

Ainda só actuei uma vez com esta formação mas a primeira experiência foi muito positiva. Muita energia mesmo! Mas daqui a pouco tempo já me vão poder ver e ouvir com a banda para darem a vossa opinião...até porque eu sou suspeito para falar sobre isso. Hehe!

Vives somente da música ou tens outra profissão?

Neste momento ainda estou a estudar. E a fazer música, claro...

Qual é aquela música que nunca pode faltar no teu mp3?

Essa pergunta é difícil de responder... Porque depende dos dias e da tua disposição. Mas se tivesse que escolher uma...ou duas...Espera aí...vou ao meu iPod ver quais são as mais ouvidas...D’Angelo – Chicken Grease; Onyx feat. Noreaga & Big Punisher – Shut’em Down!

Neste momento quais são os teus principais objectivos a nível pessoal e profissional?

Neste momento o meu disco está mesmo muito próximo do produto final. Está mesmo QUASE PRONTO, que por curiosidade vai ser o título do disco. Vou ainda lançar uma mixtape antes do disco sair que vai ser uma compilação das últimas coisas que tenho feito e vai contar com uns 3 inéditos.

Por outro lado também quero acabar a minha formação tentando conciliar os estudos e a música da melhor forma possível para que nenhum dos dois saia prejudicado.

Mesmo que não consigas ter sucesso na música, vais continuar a lutar até conseguir?

Neste momento é exactamente assim que penso. Se fosse para desistir de fazer música acho que isso já teria acontecido, e, mesmo apesar de ter estado um tempinho “parado” nunca deixei de estar ligado às coisas que aconteciam. E a palavra sucesso pode ser enganadora e subjectiva percebes? Para uns sucesso é vender muitos discos, dar muitos concertos e ser referência constante nos meios de comunicação social. Mas mesmo que não venha a ser esse o meu caso, penso que me vou considerar sempre uma pessoa de sucesso porque estive em controlo das minhas decisões, nunca baixei os braços e fiz sempre aquilo que quis fazer.

Deixa uma mensagem especial aos leitores do Blog Curto Circuito/Nação HipHop

Continuem atentos ao Blog porque são iniciativas como esta que fazem crescer o movimento!

domingo, 25 de outubro de 2009

Nega Gizza " A Voz Ativa do Hip Hop Feminino



Site Oficial
Nega Gizza
Myspace da Nega Gizza


Nega Gizza, nome artístico de Gisele Gomes de Souza é uma rapper carioca.

História

Nega Gizza nasceu em Brás de Pina, subúrbio do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Filha de empregada doméstica, aos sete anos, vendia refrigerante e cerveja com seus irmãos no Centro do Rio. Mesmo tendo parado de estudar na sétima série, por não conseguir conciliar o trabalho com os estudos, Gizza sonhava em ser jornalista. Aos 15 anos, quando escutou um programa de rap pela primeira vez, identificou-se imediatamente com o estilo.

Após a perda de seu irmão, Márcio, morto pela polícia aos 27 anos, MV Bill a “adotou” como irmã, convidando para participar de sua banda como backing vocal.

Entre 1999 e 2000, a rapper foi a primeira locutora de uma rádio de rap, no programa Hip Hop Brasil, da Imprensa FM. Em 2001, Gizza venceu o Prêmio Hutúz - o mais importante prêmio de rap da América Latina - na categoria de "melhor demo de rap". Seu primeiro CD conta com um time de primeira na produção: Zégonz (o DJ Zé Gonzalez, do Planet Hemp, que também trabalhou com Xis), DJ Luciano, Dudu Marote (dono do selo Muquifo Records), MV Bill, Gustavo Nogueira e Daniel Ganja Man (do coletivo Instituto, de São Paulo).

Em Na Humildade, CD lançado em 2002, Nega Gizza veio mostrar que as mulheres também podem ter espaço num mercado dominado por rappers do sexo masculino e sua voz forte pode abrir os caminhos para toda uma nova geração de novas vozes femininas.

Ainda no mesmo ano lançou seu primeiro videoclipe, Prostituta. Dirigido por Kátia Lund e Líbero Saporetti e com fotografia de Ricardo de La Rosa, o clipe denuncia a realidade da prostituição no Brasil.

Esteve em Cuba com Kátia Lund, registrando imagens e depoimentos para a produção do documentário "Fab, Hood e Pablo", que fala sobre rappers do Brasil, Estados Unidos e Cuba, ainda não finalizado. Em 2003, recebeu o Prêmio Orilaxé (Grupo Cultural Afroreggae) como melhor cantora.


Assim como MV Bill e o produtor Celso Athayde, Nega Gizza é uma das fundadoras da CUFA (Central Única das Favelas), uma organização não-governamental cuja forma de expressão predominante é o hip hop e que visa promover a produção cultural das favelas brasileiras, através de atividades nos campos da educação, esportes, cultura e cidadania. Nela, jovens de comunidades produzem videoclipes, documentários, shows, além de participarem de oficinas que trabalham com elementos desta cultura. Gizza também é uma das produtoras do Prêmio e do Festival Hutúz.


Videos

Nega Gizza Prostituta




Nega Gizza - Testa de Ferro



Depressão-Nega Gizza



Nega Gizza - Vídeo Clip 'Responsa Social'

Video clipe produzido para a Petrobras com o tema Responsabilidade Social.




Musica

Nega Gizza - Fiel Bailarino








http://www.negagizza.com.br/fotos/foto1.jpg


Download de Musicas da Nega Gizza Tirada do Proprio site dela

Karaboss - Há mais de 10 anos a Representar o Rap de Moçambique


Duas Caras, “Tio Duas”, ou Kara Kara Boss como é carinhosamente tratado pelos fans, é um dos mais conceituados rappers moçambicanos e dos Palops. Com mais de 10 anos nesta estrada do rap game, é uma referência nacional na matéria de “cuspir barras” por cima de beats.

Nasceu no bairro do Aeroporto, em Maputo, onde começou a droppar nos meados dos anos 90 num grupo de nome Rap Niggaz (algo parecido com os Wu Tang Clan, se tivermos em conta o número de membros). Influenciado por Jay Z, Jadakiss, Nas, Busta Rhymes, e Asmall, ganha visibilidade em 98 com freestyles no Clássico programa de rap moçambicano Hip Hop Time e também no não menos famoso “Vibe”.

No ano 2000, fruto das suas habilidades líricas, é convidado a participar no Projecto GPROFam ( GPRO - Giants Produções), onde lado a lado com Djo e Sem Paus editam o primeiro e aclamado álbum de Hip Hop moçambicano, “Um Passo em Frente” (2004).

Depois de dois anos a percorrer o país do Rovuma ao Maputo, a cantar em recintos super lotados de jovens ávidos de ver de perto os rapazes do “País da Marrabenta”, de aclamações nacionais e internacionais, Duas Caras interrompe a sua ligação à GPRO(Fam).

Foram vários os motivos que levaram a cisão entre Duas Caras e a GPRO, mas quem na verdade sofreu com essa ruptura foram os fans do grupo (e do artista) e o Hip Hop moçambicano. Meses volvidos, Duas Caras junta-se ao projecto Extaka Zero onde adopta a alcunha de Xkopeta. Com N..Star e Jay Pee lança o álbum “Do Rovuma ao Maputo”, uma fusão de ritmos (vulgo pandza/dzukuta em Moçambique) com rap.

O CD é um sucesso (de vendas e espectáculos), porém, o Tio Duas “perdeu” alguma admiração por parte de alguns dos seus admiradores que o acusavam de ter traído o rap. Em 2006 é anunciado o seu regresso a GPRO para satisfação dos fans, e o som de regresso “De volta a casa”, é cantado e entoado em todos os circuitos de rap.

Envolto em alguma polémica, lança “Sujo Sujo”, uma resposta a aqueles que o chamavam de traidor da camisola que sempre vestiu. Seguiram-se “Cú Gordo”, “Dzukupandza” ,“1º freestyle do ano” e “Presidência Aberta”, este último concebido para o projecto Gpro Mixtape.

O artista encontra-se neste momento a finalizar o seu 1º álbum a solo, tendo já lançado um som de avanço com o título “Kara Boss”. O CD sairá com o selo da GPRO e promete unir o melhor de Duas Caras em matéria de escrita/liricismo, dicção, flow e musicalidade, algo plenamente alcançável quando se trata de um artista de mão cheia e com muitos anos a destruir beats com rimas bem delineadas e cheias de poder.

CLICA NAS CAPAS E FAZ DOWNLOAD

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWWYl1mUG7hM4NPHoCW-_PM6BEJygLradK9acFhHC0McQ3JwkKyut2FJlBaYouQLIQG4DuDzjk0jgV44RkcUts57_GekEdcDMnmNqudeqd012GqWG0fZLw2Vtw0tyt0KKSyxRIiiVyYcs/s400/gpro_fam.jpg

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgSivGUgt0AdPG9FzJFtx-1QmjBS03MsDfPooNWrp1yG1hJlI_GpSzHyu2AdTi8chi6luXqWKKr1vSKQOeKZ0IBvwXacDy-wXAs_6IHiw-8NcYcI-3Kj6r7LtzlsqNW7Mt79LP6XivcHO4/s400/Xtaka+Zero.jpg



UP 1ª Edição


"UP” é um programa televisivo cujo objecto é a “Mostra Televisiva de Vídeo Independente”. Este projecto surge da necessidade de dar azo a um gênero artistico em crescimento, refutando a proeminência da produção audiovisual para a salvaguarda dos produtores, contribuindo fortemente para a afirmação artistica do gênero.
Nesta Edição UP dá mais enfoque ao hip hop kriolo. Dirigido pelo diretor da Plan B, Dâmaso Vaz para a Tiver.



10 Perguntas ao Rapper Peqnoh



Mo Satisfaçao em Ter Voce em Nosso Blog Mano..


Satisfação é minha, e obrigado pelo convite!

Qual foi o primeiro contacto que Teve com o mundo do Hip Hop?

Peqnoh: Meu primeiro contato com o Hip Hop, foi em meados de 1990/91, quando minhas irmãs dançavam e me ensinavam passos e a gente apavorava nos bailes de fundo de quintal, tinham muitos desses bailes naquela época... Então fui pegando gosto pela parada e aprendi dançar break, mas com 12 anos eu recebi um convite e Deus me deu uma composição, cantei meu primeiro rap num Show de Talentos (risos) e acabei sentindo que era o que eu queria pra mim, mostrar que eu tinha muita coisa pra falar...


Quais são as tuas influências e Rappers favoritos?

Peqnoh: Hoje eu tenho muita influência dos caras que eu vejo trampando na rua, vendendo suas paradas na rua... Tipo os chilenos, peruanos, vendendo os cds da música que eles tocam, os caras que levam a matriz do disco pros camelôs copiarem e mandarem ver nas vendas, enfim, é um meio de comercializar nossos produtos... Quanto aos rappers e mc's favoritos? Eu gosto muito do Eli Efi, Fe***jão, Edi Rock, Livia Cruz, Mano Brown, MHK, Kamau, Renan do Inquérito, RZO, Fluxo, Naipe do 9mm, Leittty MC do Tosskera, Daniel Epô da Pegada de Gigante, Dj Short que também rima muito, Emicida, Max BO, tem os meninos de Itu, Explosão Sonora, Criolo Doido, Pentagono, Mv Bill, tem muita gente, gosto de verdade, tenho os discos e ouço com frequência...


Como é o teu estilo e o que procura dar ao público?

Peqnoh: Meu estilo é Rap, não tenho um rótulo que define meu som, que não seja RAP... Ofereço a todos, minhas verdades, meus sentimentos, meus sonhos, minha intensidade no palco, minha lealdade e minha alma, porque o rap é a essência que me trouxe até aqui, e se um dia você me ver velho e grisalho, vai saber que eu sempre fui um rapper e sempre vou ser, e ninguém pode duvidar disso...


Quais são os Albuns indispensáveis que nunca enjoa de Ouvir?

Peqnoh: Primeiro o disco do meu mano e parceiro Marco Abreu - Sophisticated Choro é um disco maravilhoso, Adoniran Barbosa, Robson Jorge, Casuarina - Certidão, Chico Buarque - Ópera do Malandro, Racionais - Sobrevivendo no Inferno, Kamau - Non Ducor Duco, Inquérito - Mais Loko Que U Barato, Crilo Doido - Ainda há Tempo, tem muitos discos nacionais que eu gosto...Agora gringo piorô (risos) são muitos, gosto desde os clássicos da Soul Music até o Acid-Jazz, e tô ouvindo com muita frequência esse disco novo do Ghostface Killah - Ghostdini Wizard Of Poetry In Emerald City, achei muito bom mesmo!



Quais tipos de temas costuma abordar nas letras das tuas músicas?

Peqnoh: Mano, na verdade eu nunca penso em um tema pra abordar e fazer um som, acaba surgindo a idéia e eu vou lá e executo, acho que o rap tem haver com isso mesmo, o momento, o sentimento, então é dificil dizer que costumo abordar algum tema, na verdade os temas me abordam! (risos)... E quando eu fico bolado com alguma coisa que eu cantei, eu vou e faço outro rap e não me canso de me contradizer, a arte imita a vida e vice-versa!



Vive somente da música ou tem outra profissão?

Peqnoh: Gostaria muito de viver só de música, mas ainda é um sonho que tô na busca para tornar real, e enquanto isso na sala de justiça (risos) eu sou Orientador Sócioeducativo em uma Ong aqui em Piracicaba e faço meus corres por fora, pra garantir o ganha pão e conseguir correr atrás do sonho...



Neste momento quais são os teus principais objectivos a nível pessoal e profissional?

Peqnoh: Acredito que meus objetivos tanto pessoal quanto profissional, estão atrelados ao fato de querer viver de música e trabalhar com música e ser reconhecido musicalmente, e ter a grana pra poder produzir mais e mais, assim sigo...




O que acha desta "guerra" entre música comercial vs underground? A tua música é comercial ou underground?

Peqnoh: Guerra que guerra? Tem música para todos os gostos e cada um faz aquilo que acha melhor fazer e ponto! E quanto minha música?
Minha música é rap, é comercial e alternativa, faço música para vender e não para ser vendido! Escrevo e canto o que sinto e isso é ser alternativo, porque não existe outro ser humano igual eu e nem outro ser humano igual a você, portanto eu faço aquilo que eu acredito, e quem sentir que deve ouvir, ouça! E quem sentir que não deve ouvir, não ouça! E quem quiser comprar, compre! E quem não quiser comprar, não compre! É o livre arbitrio!




Mesmo que não consiga ter sucesso na música, vais continuar a lutar até conseguir?

Peqnoh: Eu acredito que tenho sucesso na música, eu faço isso a 13 anos, me sinto bem fazendo, amo o que faço e cuido para que esse amor cresça sempre mais... Vou lutar até quando Deus me permitir lutar, e quero mais sempre, sempre mais! É aquela velha história: Minha família quer tudo como quem não quer nada!



Como Voce Ve A Cena Hip Hop No Brasil Esta Muito Fechada...Ou Tem Muita gente com o Proposito de Faz o Bang Funciona Mesmo??

Peqnoh: Acho que o Hip Hop no Brasil tá numa fase muito boa, é uma fase de transformação e tudo que vem sendo feito é com a visão de fortalecer e amadurecer, eu posso falar mais precisamente daonde vivo, em Piracicaba, os caras das antigas estão voltando a trabalhar, os mulekes novos tão buscando novos meios para trabalhar e assim acontece a movimentação que é sadia e ajuda a parada crescer! Tem muita gente realmente interessada em fazer o movimento crescer, porque funcionando ele está, faltando algumas peças, mas tá! E logo tudo se ajeita...



Peqnoh Deixe Uma Mensagem aos Manos do Blog Naçao Hip Hop

Agradeço pelo convite, um salve a vocês do blog e um salve a todos que visitam e mantém a cultura viva, salve minha família Pegada de Gigante (Estúdio pequeno mas trabalhando igual aos estúdios grandes), um abraço pra todos que acreditam no meu trabalho e muito axé a todos nós! Acessem: http://myspace.com/peqnoh e confiram o single "Quando Chove" com participação de Eli Efi & Keissy... E aguardem que logo vamos ter novidades e muitas novidades! Abraço e até uma próxima vez!



Contatos:
Robson Ribeiro (PeqnoH)
email: peqnoh@gmail.com
msn: peqnoh@hotmail.com
(19) 3411-4049 / (19) 9799-0303

sábado, 24 de outubro de 2009

Edson dos Anjos - MixTape O Inicio do Fim Download

Depois do single "Eu Tomo Leite (pop chanpagne remix)", aí está primeira mixtape do boy Edson dos Anjos (Pimp) com o título "O Inicio do Fim" composta por 20 tracks.

Ele já está a preparar a próxima mixtape, que será com o seu ex-rival Most Wanted com o título "Depois de Beefs" que provavelmente sairá ainda este ano.Curtam a mixtape do rapper residente na cidade do Lubango de apenas 15 anos

Negro em Foco - Tookie, Nunca é Tarde Para Recomeçar

Stan Tookie Williams foi um dos fundadores da Gang Crips, em 1971, uma das maiores e mais violentas do mundo. Em 1981, ele foi acusado do assassinato de quatro pessoas em dois assaltos e condenado à morte. Stanley passou 24 anos na prisão tentando provar que estava arrependido do envolvimento com a vida do crime e sempre negou ter cometido os quatro assassinatos em 1979.


Enquanto estava preso, Stanley escreveu nove livros infantis incentivando crianças e adolescentes a se manterem longe de gangs, crimes e drogas. Forneceu, também, aconselhamentos contra a violência por telefone e rádio. Stan recebeu e guardou cerca de 15.0000 e-mails de jovens, pais e professores que saíram ou conseguiram convencer alguém a abandonar o envolvimento com gangs. Ele foi indicado cinco vezes ao Prêmio Nobel da Paz e de Literatura.

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, rejeitou o seu pedido de clemência e no dia 13 de dezembro de 2005, o ex-líder da gang Crips, convertido ao cristianismo, Stanley “Tookie” Williams foi executado, na prisão San Quentin, com uma injeção letal por ter sido condenado pelo governo de Los Angeles.



Segundo jornalistas, William trocou olhares com as pessoas que o apoiaram, durante os seus últimos minutos. Os funcionários da prisão, nervosos, tiveram dificuldade em localizar a veia do acusado. Porém às 00h35, Tookie foi declarado morto. Deus perdoa, Schwarzenegger não!

Sete dias depois, a Igreja Bethel AME realizou o funeral tendo entre os convidados o ativista dos direitos humanos, o reverendo Jesse Jackson, o líder da Nação Islâmica Lois Farrakhan, o rapper Snoop Dogg, o ator Jamie Foxx e o bispo que lutou contra o apartheid na África do Sul Desmond Tutu. Durante o funeral foi realizada a transmissão de uma gravação feita por Williams antes da morte, em que dizia

'A guerra dentro de mim terminou. Eu lutei contra os demônios e triunfei. Ensinem as pessoas a evitar caminhos destrutivos. Ensinem a lutar por uma melhor educação. Ensinem a promover a paz e a reconstruir as vizinhanças que ajudamos a destruir'


O reverendo Jesse Jackson, que já lutou ao lado de Mandela e do pastor Martin Luther King, lamentou a execução de Stanley Williams e disse: Tookie está morto. Não estamos a salvo, não estamos cercados por mais segurança e nem somos mais humanos sem ele. Stan deixou uma lição de vida e acima de tudo nos ensinou que a vida pode sempre recomeçar.

A autobiografia de Stanley Williams pode ser encontrada em seu livro Blue Rage, Black Redemption que recebeu várias indicações para o Nobel da Paz e outros prêmios de literatura. Sua história também pode ser encontrada no filme Redenção (com Jamie Foxx), premiado com o Cannes e indicado ao Globo de Ouro.


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sexta-feira, 23 de outubro de 2009

B-Boy Lagaet a Representar a Tuga em Nova York


No dia 18 de Novembro, em Nova York, acontecerá a sexta edição do Red Bull Bc One. Este ano, um b-boy Tuga vai representar as cores nacionais na 'Grande Maçã'. Chama-se Lagaet, tem 21 anos e pertence a uma das melhores crews de break, a Momentum Crew.

O Jovem Bboy possui um currículo invejável e começou a ganhar titulos em 2003, um ano apenas depois de ter descoberto o b-boyng. o Red Bull BC One reúne os 16 melhores BBoys do mundo, que se defr
ontam um-contra-um em batalhas de movimento, flow e criatividade fisica.

Apoiem o nosso Tuga!!


Para saber mais vistita

www.redbullbco
ne.com










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Destaque Brasil:Emicida



Coincidentemente nascido em 17 de agosto a mesma data de nascimento do compositor candeia ( uma de suas influências) Leandro Roque de Oliveira ou emicida , rima desde que se recorda.

A principio com amigos por hobby, depois em torneios pelo pais para mostrar suas habilidades e hoje em diversos shows para através de sua música, fazer com que as pessoas se sintam bem e assim busquem melhoras em suas vidas.

O interesse pela música vem do final dos anos 80 , época em que seus pais auxiliavam na organização dos saudosos "bailes black de quebrada", os equipamentos ficavam todos guardados em sua casa durante o dia, pick-ups, caixas de som, etc. Mesmo sem entender muito emicida olhava admirado para aquela parafernália, sentindo-se maravilhado quando tudo era ligado e o baile começava.

Naquela época as pessoas cantavam, dançavam e voltavam do baile como se recém saidos de uma celebração e realmente era isso. Esssa é a missão de emicida, através de sua música fazer as pessoas cantarem como não se canta mais...

A sigla e.m.i.c.i.d.a. quer dizer "Enquanto Minha Imaginação Compor Insanidades Domino a Arte".

E tem sido bem sucedido em sua missão em todos os lugares que vai , bons exemplos foram os shows em locais como SESC Santo Amaro, CLASH ,Galeria Olido, Itaú Cultural, Rinha dos MCs, Festival Beneficente do Jardim Jangadeiro, Teatro Odisséia (RJ), Casa do Hip Hop de Diadema,espaço rio scenarium (red bull music academy info sessions ),Casa rosa, Galeria Severo 172, Club Six, Fundição Progresso, Cervejaria Melt (Festival Humaitá pra Peixe) Hole Club, CEU Alvarenga, O Germinal, Festival Beneficente do Recanto Verde, Canal wohoo! (Telefonica), Sinergia para Vencer (MC Donalds e Hotel Bourbon - Atibaia), Zoeira Hip Hop, Rua SP (PMSP),FLIGHT (São José dos Campos) Torneio de Street Ball de Guarulhos e Clube do Hip Hop (Usina paulistana de artes),entre outros. E ao lado de artistas do porte de: MamaCuca, Célula S.A. e Central Acústica, dos DJs KL jay (racionais mcs),dj cia (RZO) , DJ Fabio Feter, DJ Erry-G, DJ Juan (marechal,dichinelo), DJ Marco (central acústica , CEU), DJ Tamenpi, DJ Dan Dan, DJ Zinco, e dos MCs: Marechal, Gutierrez, Akira, Kamau, Slim, Max B.O., Criolo Doido, Ralph, Aori, Iky Castilho, Moska, Lenda,função RHK, MV Bill,etc.

sua capacidade de improviso o projetou para o mundo e o tornou um dos mc's mais respeitados da atualidade, tendo em sua história titulos como a Batalha de MCs da Santa Cruz (evento realizado nas ruas de São Paulo pela Afrika Kidz Crew) por onze vezes e também, foi campeão da Rinha dos MCs (promovida pelo Time do Loko e Criolo Doido) por doze vezes, feito que o levou a se tornar detentor permanente do cinturão da rinha e do "Galo de Ouro" , uma espécie de troféu concedido àquele que vencesse a batalha da semana, e foi considerado o MC do ano pelo público da festa. Recentemente, foi vencedor da Liga dos MCs em 2006, no Rio de Janeiro, promovida pela Brutal Crew.

Hoje após o numero impressionante de exibições no site you tube (aproximadamente um milhão e 500 mil) emicida acredita possuir maturidade o suficiente para definir o rumo de seus passos e o destino de seu trabalho iniciando assim a produção de seu primeiro trabalho ainda sem data de lançamento prevista porem com uma espectativa assustadora por parte dos fãs e amantes da boa música e da cultura da rua.

MySpace Emicida

Nova Mixtape do Emicida:Para Compra Atua Clique na Imagem Abaixo



Ouça ou Baixe Musica do Emicida

http://emicida.conexaovivo.com.br/profile_media/pictures/1026/thumb.default.emicida.jpg


Emicida - Ela Diz


Emicida - Sozinho



Emicida - Meus Amigos



A cada vento (remix) - Emicida


FreeStyles do Emicida


EMICIDA X NEGRA RÊ




Emicida Vs Cabal

Vejam o Emicida...Acabando com o Cabal




Emicida X Massao (Pentagono)




Emicida-kamau-Gigante-Duzão Ceu Jd.Angela Virada Cultural





Apresentaçoes Ao Vivo do Emicida

http://perraps.files.wordpress.com/2009/03/foto-emicida-6.jpg

Emicida - Show na Galeria Olido 19/04 Parte 1




Emicida - Show na galeria olido parte 2




Emicida - Show na Galeria Olido 19/04 Parte 3



Emicida - Show na Galeria Olido 19/04 Parte 4



Novos Artistas - Grupo Recarga


O colectivo RECARGA teve a sua origem em 2002, surgindo de um nucleo de bandas como Shingaii, Nação Unida ou AQuadra. Os seus elementos gravaram a sua primeira maquete juntos no final da decada de 90, evoluindo em palcos e no estudio que os acolheu e os viu crescer. ..

O estudio RECARGA é,acima de tudo, um espaço de criação. Mais do que isso, foi sempre a "casa mãe", ou seja, um local criado com o intuito de ser um espaço de partilha e troca de experiencias. Do hip hop ao Dum'n Bass, do Funk ao Reggae, com ligacoes nacionais e internacionais (Dealema, Rey, Mundo, Ex-Piao, Nel Assassin, Laton, Zero, Lente de Contacto, Big Papo Reto, Woyza, X-Tasy, Dino Soul, Cartell 70, Hi Fidel Cartel, Trap, Nuno Forte, Diogo Castro ou BSA). ..

Esta raiz foi a inspiração do nascimento de iniciativas ao nivel do graffiti (Los Manos), do vestuario (HLV Roots), do agenciamento e promoção de eventos (Trinsheira, Anti-Tude, Sub-Escuta, D'artBeat), da produção e djing ( Alpha, Unit 1, Kamikazz Crew), mcing (Xerife, Nina, Vento, Alpha, Pulla, Sara Nicole, MdL, Short, Mp, Discipulo, Raphzilla, Bc, Nts), fotografia (Kpta) e design (BK Design, ModalMedia). ..

É a paixao pela batida que nos une, que nos fortalece, que nos define. Nao viemos ocupar o espaço de ninguem. A nossa razao de existir consiste em continuar a fazer da nossa musica espelho fiel e sincero do andar dos tempos. Da nossa vivencia. RECARGA não é nome de "banda". RECARGA é a forma de encarar a vida que adoptamos. Não esperamos o vosso apoio, tentaremos conquistá-lo. A nossa luta é o catalizador que nos impulsiona para o futuro...

Visita

www.myspace.com/colectivorecarga


http://i98.photobucket.com/albums/l261/alpha_kamikazz/recarga%20space/downloadsingle.jpg

10 Perguntas a ... Ebony


O primeiro contacto com o rap teve origem em 1998/1999. Ebony começou por ouvir Black Company, DaWeasel, Boss AC, Sam The Kid, entre outros… Mais tarde, os seus conhecimentos nesta área expandiram-se devido a um programa de Hip Hop na Rádio Marginal, onde era dado a conhecer aquilo que se andava a fazer no Rap Nacional e Internacional.

Por volta de 2001, após ter sido formada a krew ADK, teve o primeiro contacto com um programa de produção musical. Em 2006/2007, Ebony decide dedicar-se à criação de letras e dos seus próprios instrumentais.

Por essa altura foi criado uma espécie de grupo musical intitulado “5 VIOLINOS”. 5V destacou-se pelo seu género musical bastante descontraído, divertido e underground, onde a criatividade tem o seu espaço e os temas mais improváveis são alvo de estudo e exploração.

Actualmente, Ebony encontra-se bastante activo e ligado a esta vertente musical e nela se pretende manter estando sempre receptivo a novas participações, produções ou projectos.


Conta-nos como começaste a tua carreira e quais ou quem foram as tuas influências.


O meu primeiro contacto com o rap teve origem em 1998/1999… Na altura, com 11 anos, comecei por ouvir Black Company, DaWeasel, Boss AC, Sam The Kid, entre outros… Lembro-me que nessa época existia um programa de Hip Hop na Rádio Marginal o qual eu seguia religiosamente. Foi através desse programa e de amigos na escola que o meu interesse por esta cultura tomou forma.

Esse interesse e curiosidade foi sempre crescendo e por volta de 2001 decidi experimentar e explorar um programa de produção musical (Fruity Loops 4). Já tinha composto alguns instrumentais e é no decorrer de 2006 que começo a escrever algumas letras e a gravar os meus primeiros sons. O material de gravação dessa altura é o mesmo que uso actualmente, um velhinho Pentium 3 que comprei em segunda mão, um microfone barato e uns phones com “right” e “left” (risos). Acima de tudo é fundamental que consigamos fazer aquilo de que gostamos e se o talento estiver lá ele irá sobressair independentemente do tipo de material de gravação/produção que se tenha.

Como artista, o que trazes de novo à música e o que tens de especial para que as pessoas te oiçam?

Trazer alguma coisa de novo à música? Sinceramente não sei se trago, no entanto essa questão é um pouco relativa pois cada pessoa reage de forma diferente a estímulos iguais. Não é minha filosofia fazer um tipo de música com a qual não me identifique ou não acredite só para agradar a determinado grupo de pessoas. Pessoalmente, a minha música traz-me muita coisa, sentimentos, emoções, esperança, recordações... Uma das melhores recompensas do meu curto percurso musical é o facto de estar a receber por parte de um público muito geral e abrangente um óptimo feedback.

Cada vez mais existe uma saturação musical, verifica-se em muitos casos um certo efeito de âncora ou aprisionamento a determinados padrões, regras e valores que a própria sociedade vai gerando. No que diz respeito ao Rap isso é bem visível, existindo ainda um forte recurso à exploração de temáticas do “eu sou melhor que tu”; “eu faço e aconteço”, numa constante luta e disputa entre regiões/zonas e mcs. Não digo que nunca o fiz, aliás, algumas das minhas músicas têm esse sentimento bastante vincado, no entanto assumo uma preocupação em tentar abordar novos temas, uns mais sérios que outros, numa procura constante de fazer e abordar algo diferente, transmitindo outras vibrações e reacções nos ouvintes.

Agravada com a crise mundial financeira, o espírito e mente das pessoas encontram-se mais vulneráveis e os sentimentos de tristeza e incapacidade são cada vez mais comuns. Na minha opinião, a música poderá ter aqui um papel importante sendo a minha preocupação mostrar que através do rap consigo fazer a música que eu gosto sem ter que necessariamente abordar temáticas negativistas ou agressivas. Um dos exemplos é o facto da letra da música “EBONY – Falta Colectiva” ter sido requisitada por parte de uma Professora de Língua Portuguesa do ensino básico que se encontra a dar o texto literário a alunos de 13, 14 e 15 anos, pouco motivados para a escola. Segundo a Professora esta música transmitiu-lhe uma inspiração e a iniciativa tem como objectivo usar o rap como forma de motivação, para que os seus alunos não abandonem a escola e consigam terminar o 2º ciclo.

Que tipo de temas costumas abordar nas letras das tuas músicas?

Possuo músicas nas quais abordo os locais onde cresci tendo passado a minha infância e adolescência (Lumiar - Q.D.L. e Telheiras - zonaT). Noutras faço uma espécie de retrospecção da minha vida em termos profissionais e das dificuldades que eu, assim como qualquer outro jovem, poderá vir a enfrentar. Abordo também temas mais pessoais e sentimentais como por exemplo a paixão ou a vontade de amar. Num desses sons surge o tema (“EBONY – Nha Baby”) numa tentativa de exploração do ritmo associado à kizomba.

Dou bastante importância ao refrão da letra e procuro não ficar preso a um único tema ou estilo podendo explorar alguns temas mais originais e improváveis como por exemplo (“EBONY – Falta Colectiva”; “EBONY – Real Undergroung Game” ou “5V – Eu vi o Pai Natal”). Actualmente estou a desenvolver um trabalho musical no âmbito de um concurso, “Caça talentos 2009”, organizado pela empresa em que trabalho.

O que achas desta "guerra" entre música comercial vs underground? A tua música é comercial ou underground?

Sinceramente não tenho uma opinião muito formada acerca dessa temática. No meu caso, não tenho a preocupação de me identificar com um ou outro estilo. Tenho sim, uma procura pela auto realização sendo fundamental gostar daquilo que faço. Comercial ou Underground? Não me tira o sono, se eu gostar da minha música é óptimo, se outros também gostarem melhor ainda. Tenho que ser honesto, se o trabalho que eu gosto de fazer tiver audiências ou seguidores e fosse alvo de comercialização nas lojas ou alvo de interesse por parte dos media que culpa tinha eu? E porque não?

O importante é a pessoa manter-se fiel a si mesma e aos seus valores. Penso que a passagem para o mundo da música comercial poderá ser um passo perigoso para alguns.Em Portugal existem alguns desses exemplos. Lembro-me que, alguns dos grupos/artistas que se encontram nessas circunstâncias tinham um tipo de estilo que os caracterizava e fazia com que eu me identificasse com o seu tipo de música e mensagem. Com toda a sua mediatização e, nalguns casos saturação causada pelos média, alguns foram perderam esse elemento ou elo de ligação para como público que os seguia ou acompanhava pois a sua música tornou-se um pouco banal ou descartável.

Por outro lado, ganharam uma nova projecção e novos fãs. Portanto cabe a cada um de nós decidir até onde quer levar a sua música, podendo ou não traçar uma estratégia de sonoridade mais comercial ou mais underground, não devendo ser julgado por isso.No meu caso particular penso que o lado underground é o que mais me define e está patente na maioria das minhas músicas, no entanto, admito que possuo alguns projectos que poderão facilmente ser inseridos numa cultura mais comercial.

Como é uma actuação tua ao vivo?

È qualquer coisa de espectacular e memorável! (risos). Agora a sério, ainda não realizei nenhuma actuação ao vivo, não foi por falta de propostas mas por achar que ainda tenho que evoluir em muitos aspectos. Não escondo que essa poderá vir a ser uma experiencia e vertente aliciadora mas de momento não é aquilo em que mais quero apostar. Pretendo ter os pés bem assentes na terra e continuar a ter a consciência de que tenho potencial e criatividade para desenvolver mais e melhor trabalho. É nisso que me quero concentrar.

Vives somente da música ou tens outra profissão?

A música é um dos meus passatempos ou hobbies. Terminei em Julho de 2009 a minha Licenciatura e desde 2004 trabalho numa empresa de segurança privada.

Qual é aquela música que nunca pode faltar no teu mp3?

“EBONY – Real Underground Game”. No meu mp3 tem que haver sempre Kizomba (Neuza, Nelson Freitas…); Reggaeton (Daddy Yankee – Somos de Calle Remix); R&B (R. Kelly); Rap (EBONY). São apenas alguns exemplos.

Neste momento quais são os teus principais obectivos a nível pessoal e profissional?

A nível musical o meu objectivo é continuar a ter prazer naquilo que faço, quer seja na composição de instrumentais quer seja na elaboração de letras. Como referi, terminei a minha licenciatura em Comunicação Aplicada: Marketing, Publicidade e Relações Públicas. Encontro-me à procura de emprego nesse e noutros sectores (fica aqui o apelo: se alguém tiver alguma informação que me possa vir a ser útil pode-me contactar, eu agradeço).

Mesmo que não consigas ter sucesso na música, vais continuar a lutar até conseguir?

A música não é a minha profissão. Pretendo seguir a área na qual me licenciei e aí sim ter sucesso. Se conseguir conciliar ambas e ser feliz nas duas seria muito bom mas de momento não procuro obter o sucesso nem uma reputação a nível musical, apenas o respeito por aquilo que faço.

Deixa uma mensagem especial aos leitores do Blog Curto Circuito/Nação HipHop

Em primeiro lugar queria agradecer ao Blog Curto Circuito pelo interesse manifestado em divulgar o meu trabalho e por me ter seleccionado para a realização desta entrevista. Penso que é uma mais valia a aposta em novos valores e artistas que não têm grande expressão junto do público. Gostaria de aproveitar esta oportunidade para informar que gostava de desenvolver um projecto (talvez uma mixtape) apenas com músicas com um sentimento “love”. O convite estende-se não só para os leitores deste Blog mas também para qualquer mc ou banda, independentemente do estilo musical em que se enquadre (rap, r&b, reaggae, kizomba…). Quem estiver interessado em participar nesta iniciativa e quiser enviar sons ou saber mais informações pode contactar-me para alexandrebfilipe@hotmail.com

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Analogikos (Hostil & Viruz) "Rap Killaz" Prod. Thug




Conexão Brasil/Angola . Eu Thug Acabo de Disponibilizar em Meu Mypace um Single Produzido por min em parceria com meus manos de Angola Analogikos (Hostil & Viruz) [pra conhecer melhor os caras clique aqui] a Musica se Chama "Rap Killaz".Alem desta Musica Voce Econtrara alguns beats produzido Por min Ouçam Abaixo.

Verbal - MixTape Dias de Treino Vol. 2 Download



DOWNLOAD HERE




Se quiseres fazer download do Vol. 1 visita o MySpace

www.myspace.com/verbalizassaum



ALGUNS VIDEOS PRA CURTIRES







Valdano aka V.A MixTape Primeiro Passo Download

http://www.jkilla.com/uploaded_images/wr-790566.jpeg


Primeiro Passo é a mixtape de Valdano aka V.A., lançada neste ano. V. A. é um rapper residente na cidade do Lubango, membro da produtora/crew New Shine.


Tracklist
01 - Intro
02 - The Block
03 - Interlúdio
04 - Money
05 - I am From New Shine
06 - Ser Real
07 - Best Friend
08 - Fenómeno
09 - Street Life
10 - Trajectória


Download Link
http://www.mediafire.com/?gu1uziju2jx

Novos Artistas - Djeefdef aka Embaxador do Rap Angolano


Djeefdef aka Embaxador do Rap Angolano, nasceu no Municipio do Sambizanga, no bairro Madeira no dia 7 abril. Actualmente reside no norte da França Lille.

Entrou no mundo da musica em 2006 simplismente para representar o Rap Angolano em França e nos outros cantos do mundo, porque além da Lusofonia, o Rap Angolano e invisivel. Já lançou 2 mixtapes, Amor e Disbunda em 2006 e Like a Boss 2009



DOWNLOAD HERE









quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Grupo Moçambicano Projecto Firme com Novo Single



O Grupo Moçambicano Projecto firme esta lançando o single "Puro como Sempre" eu ouvi varias vezes demasiadamente...muito loka....Conheçam abaixo um poco sobre o grupo.

Projecto firme e o projecto ideializado po Enigma, em Mocambique n ano 2008,como forma d emaltecer a cultura de Rua, os integrantes do colectivo sao oriundo de varios grupo da Periferia da cidade Capital Maputo tais como Tunel Producoes, Versiculos, Coligacao Urbana e Metropolitanios, representando os Bairros de Hulene, Polana Canico, e os restantes na sua maioria n Bairro d Mavalane,integram o Projecto os seguintes Mc- Enigma, Morbido, Meia Carga, Smal P, Akuncada,Keino,Floid, Jango, Uivo, Urbano,Hematonse,Eftigma e Tchumen, mais veja no www.myspace.com/firmeprojecto ou www.myspace.com/enigmabeatmoz
00258 823867151/ 0058 820220180



Novo Single




Projecto Firme - Puro Como Sempre



Baixei aqui outras musica dos manos
Download
Projecto firme -ser extranho

Face da Morte " Idelogia Consciente Marginal"




Informação geral
Nome completo Face da Morte
Origem Hortolândia, São Paulo
País Brasil Brasil
Gêneros Rap
Hip hop
Período em atividade 1995 - atualmente
Gravadoras Sky Blue Music
RDS (Face Da Morte Produções)
Afiliações Realidade Cruel, GOG












Face da Morte é um grupo de rap e hip hop brasileiro criado em 1995, na cidade de Hortolândia, interior de São Paulo. O grupo é formado por três integrantes: Aliado G (vocal), Mano ED (vocal) e Viola (DJ), onde o último é responsável por toda a parte musical dos shows, com mixagens, colagens e screcths ao vivo.

História

O grupo foi formado em 1995 a partir da desistência de outros grupos, todos com grande bagagem no movimento Hip Hop. Graças ao seu sucesso, hoje o grupo faz 12 Shows por mês, por todo o interior de SP e Capital, inclusive representando o rap em eventos como as Conexões da 105,1 FM que reúnem os maiores nomes do cenário musical, com públicos de 8.000 pessoas em média. A vendagem expressiva dos dois primeiros álbuns, chamou a atenção de gravadoras e distribuidoras, foi quando o selo Face da Morte Produções assinou distribuição com a RDS. Hoje os CD’s são encontrados em todo o Brasil e alguns paises do Mercosul, Europa e Ásia.

Em 1995 foi lançado o 1º álbum do grupo Face da Morte com o título Meu Respeito Eu Não Enrolo Numa Seda, onde se destacaram as músicas Carruagem da Morte e Quatro Manos, que se revezaram por 60 dias em 1º lugar na parada do programa MISTER RAP (rede CBS) projetando o grupo no cenário do Rap Nacional e alcançando a marca de 15.000 cópias só no ano de 1996.[carece de fontes?]

A solidificação do grupo se concretizou em 1998 quando foi lançado o álbum Quadrilha da Morte onde se destacaram as faixas: O Crime, A Carta e o hit A Vingança que se manteve por 200 dias entre as 10 mais da 105,1 FM (Rádio de SP). O álbum contou ainda com a regravação de Carruagem da Morte e uma versão de Quatro Manos. O sucesso nas FMs se traduziu em vendagem que ultrapassou a marca de 30.000 cópias (Totalmente Independente). O terceiro trabalho do grupo lançado em 1999, intitulado O Crime do Raciocínio veio altamente crítico, abordando a mídia, política, polícia, e crise social em geral. Foi lançado em Dezembro de 1999 e ultrapassou a marca das 45.000 cópias já no primeiro mês[carece de fontes?], alcançando com isso, a posição de CD mais vendido do Rap Nacional no 1º trimestre de 2000. Tem como destaque as músicas: Televisão (Conta com a participação de GOG), Tático Cinza (Conta com a participação de Douglas do Realidade Cruel) e o grande sucesso, que arrebentou nas rádios, Bomba H.


Discografia
Ano Álbum
1995 Meu Respeito Eu Não Enrolo Numa Seda
1998 Quadrilha da Morte
1999 O Crime do Raciocínio
2001 Manifesto Popular Brasileiro
2002 Face da Morte Ao Vivo
2004 Feito no Brasil Cd1 , Cd2
2007 Face da Morte 12 Anos

Videos

FACE DA MORTE-A VINGANÇA