
Começas de uma forma inesperada de facto, mas se é uma pergunta abrangente acho sinceramente que não fujo ao típico, que é ser feliz, a todos os níveis. E isto engloba obviamente graffiti.
2. Se te pedissem para descrever a palavra "Arte" como a descrevias?
3. Porquê o graffiti como forma de expressão artística?
Porque é a mais pura, a que não cede a elitismos, a que não envolve corrupção nem interesses, a que representa a voz de quem não a tem. O graffiti distingue-se de todas as outras expressões artísticas porque quebra barreiras e porque está presente na rua, disponível para tudo e todos, com mensagens sociais e reivindicativas na sua grande maioria. É a forma mais livre e mais bonita de se fazer Arte no meu ponto de vista, as obras ganham dimensões que não são vistas em outras áreas da pintura principalmente, é quase a única expressão existente que continua a explorar a caligrafia numa era em que ela só se faz através de um teclado de computador. É a forma mais pura de se fazer Arte porque quem a faz não está no estúdio com um copo de vinho, com o aquecedor ligado e a ouvir boa música. Está na rua, à chuva e ao frio por vezes, sujeito a tudo e mais alguma coisa para conseguir terminar uma obra sem por vezes ver reconhecido o seu mérito como deveria de acontecer.

5. O Hip Hop influenciou-te a explorar as paredes?
6. O que achas do graffiti em portugal? Estará na moda?

8. Em que é que as tuas influências te ajudaram?
9. Nunca pensas-te realizar um workshop para iniciantes/curiosos de graffiti?

10. Achas que o graffiti que se faz lá fora influência de alguma maneira os writers Portugueses?
Acho e acaba por ser natural, porque os artistas mais reconhecidos neste meio estão lá fora, e porque a Internet te leva a qualquer canto do planeta. Não condeno influências desde que não se tornem bytes como é lógico, acho que se pode e se deve beber informação de outros artistas, de outros trabalhos, de outras áreas inclusive desde que se saiba transformar isso em algo próprio e pessoal.
11. Tens empatia com mais alguma área artística?
12. O que dizes em relação às pessoas que ainda ligam o graffiti ao vandalismo?
Acho que já te dei umas nuances numa resposta anterior. Essas pessoas tem obrigatoriamente de saber separar as coisas porque há mesmo dois lados da coisa, e podem simplesmente não se cruzar. Eu não vou assumir que todos os Árabes são bombistas, porque para além de estar a ser injusto e preconceituoso, estaria a ser estúpido.

14. O graffiti está a tornar-se um produto com fins lucrativos?
Sem dúvida. Por um lado resulta da evolução que se vê nas ruas, da qualidade dos artistas, da vontade que existe por parte destes em provar que é uma expressão artística que tem obrigatoriamente de ser reconhecida e valorizada. E não vejo mal que se torne num produto com fins lucrativos, desde que sejam os artistas a lucrar, que o seu trabalho seja respeitado e que se mantenham activos na rua onde não existe lucro para que não se perca a essência e o lado mais bonito do graff. O grande problema é a grande confusão e a falta de conhecimento, são as marcas e as empresas que usam o graffiti de uma forma errada e sem olhar a meios para atingir os seus fins. Depois o que acontece é que vais ao Continente e vês mochilas impressas com aquelas fontes dreads sacadas da net, ou roupa numa montra de uma loja do shopping com letterings feitos por softwares, ou mesmo exposições e decorações de “graffiti” feitas por…designers gráficos. Isso então é ao pontapé.

15. Que projectos futuros tens?
16. Para finalizar…Magfolio? Aprovado?





















