sexta-feira, 31 de julho de 2009

SIR SCRATCH - "CINEMA": ENTRE O CORACÃO E O REALISMO

REPTILE - FICHEIROS SECRETOS(MIX TAPE)

Direto de Angola:Biografia C.J Clue a.k.a Tha Master



Nascido em Luanda/Angola dia 20 de Março de 1984 no palanca (K.Kiaxi), LukeBa-António Pedro Júnior mais conhecido por C.J CLUE (a.k.a tha Master a.k.a Get ya fuckin job done! The prince of palanca). Começou a sua carreira como Rapper em 1999, quando o Hip Hop tinha como fonte de um movimento subterrâneo ou underground. Viveu 6 anos em África do Sul, lá começou a fazer o rap com sul-africanos com um grupo muito famoso de undeground conhecido como The Best & tha Realls. Mas como um bom filho sempre volta a casa, portanto, está de volta com seu Primeiro Album intitulado «This is tha moment (chegou o momento)» que tem estilo comercial fonte mais aceite no espaço nacional e internacional.
O disco tem como visão mostrar como a música não é somente diversão mas também modo de vida. O disco tem como vibes: Bounce, Hardcore, love e crunck que vão bombardear com a cidade e o mundo, que este jovem de 25 anos traz para o nosso mercado. O mesmo contém 3 músicas promocionais rolando já nas nossas estações da rádios que são: poucos bons (é a onda ft. Jorge Rei da Selva e Jay Wime), Welcome ft. Indy Braga e Engano ft. Anselmo Ralph. O disco contém participações de: Abdiel, Anselmo Ralph, Kool Klever, Malefuk, Paulo Cabonda, Jay Wime, Extremo Signo, Jorge(Rei da selva), Indy Braga, Ghaya, Megga, Artémio, P. Square e outros. CJ Clue é um jovem que se dedica muito no RAP: tem skill, flow e muito mais. Ele vem pela DIPLOMATAZ RECORDZ, a produtora que tem como produtores Osvaldo Braga & Indy Braga que em suma contém o grupo DIPLOMÁTICOS.

C.J Clue a.k.a tha master
Noticias
Holla peepz... depois de muito tempo ausente...
C.J CLUE IS BACK!!!
Muitos projectos em andamento, no fundo nada está parado... Saga continua!
O álbum está ser cozinhado e está muito hot hot hot hot.
Yeah o disco promete... novas tracks com participações de Anselmo Ralph, Paulo Cabonda e P. Square.
CJ, único nigga que participou na Mixtape de Samurai 'Último Samurai Vol.2' com a track intitulada 'Último Grito ft. Indy Braga'... é Praga!!!
DIP 4 life

Veja Tambem


Acabado de chegar de Cape Town, CJ Clue traz para as ruas a track "Libertação Mental(Old School)" com participação de Xtremo Signo e Maléf+uck.
Download: zSHARE | MediaFire

Blog: http://www.cjclue.blogspot.com/

Contactos: +244 912 028638 / +244 923 734303



Contatos

C.JCLUE@HOTMAIL.COM
CJCLUE.HI5.COM,
WWW.MYSPACE.COM/CJCLUEAKATHAMASTA
CJCLUE@GMAIL.COM

EXCLUSIVO: MC ROGER METENDO AGUA NO PROGRAMA NO DEBATE DA NACAO na STV.


Documentario Mães do Hip Hop

MÃES DO HIP HOP

Nós, do Movimento Enraizados, produzimos um filme chamado MÃES DO HIP HOP, que surgiu com uma idéia nada convencional, contar a vida de cinco rappers de Morro Agudo-RJ [Léo da XIII, Átomo, Kall, Lisa e Dudu de Morro Agudo] a partir da ótica de suas mães, que fazem uma panorâmica social do bairro e abordam também a transformação que a cultura Hip Hop fez na vida deles.

Se você deseja exibir este documentário em sua organização, cineclube ou comunidade, responda este email enviando seu endereço completo que envíaremos uma cópia do filme.

SAIBA MAIS
Matéria por Iuri Rubim
http://iurirubim.blog.terra.com.br/tag/maes/

Trailler

Em 2009, Hackers Crew comemora 25 anos de cultura

Na foto, a equipe Hackers Crew. O ano: 1984.
Na foto, a equipe Hackers Crew. O ano: 1984.
"Em 1984, chega no sul do Brasil a moda intitulada pela grande mídia como ´break dance´, neste mesmo ano na zona leste de Porto Alegre, no bairro Lomba do Pinheiro surgia o grupo Hackers Break. Fundado por Volmir, André, e Tifoi, que iniciaram seus estudos copiando passos de revistas, Michael Jackson, entre filmes que passaram nos cinemas, como: Beat Street e Breaking. A Primeira apresentação do grupo foi numa casa chamada Fogo de Chão, no mesmo Bairro onde moravam os membros do grupo, na Lomba do Pinheiro."

Este é um pequeno trecho da primeira parte da história da Cia de Dança Hackers Crew, que está comemorando 25 anos de existência este ano. O blog possui diversas imagens e se propõe a mostrar uma importante parte da história da Dança de Rua no Rio Grande do Sul.

A Hackers Crew - formada por estudantes e pesquisadores das danças urbanas como Popping, Locking, B-Boying e Rocking - conta atualmente com seis dançarinos: Ted, Djan, Fran, Marselu, Latininho e William.

Acesse o blog e confira

Produtores - Sp aka The One


SP, português de descendência angolana, começou a sua carreira musical em Londres por volta de 1999 como produtor, e aos poucos foi descobrindo o seu talento também como vocalista beatboxer e MC. Criado em Angola, Portugal, Brasil e finalmente Inglaterra foi ganhando diferentes experiências musicais onde ajudaram mais tarde na sua carreira como músico.

Multi facetado SP tem desenvolvido o seu dom musical trabalhando com músicos de todo mundo explorando a sua criatividade e versatilidade como músico. Em 2001 entra num Grupo de músicos angolanos chamado Zona Kidy e fica ate 2004 onde gravam vários temas e acabam por gravar um álbum, que saiu em Angola obtendo um grande sucesso, durante esse tempo também trabalhou com vários grupos, em Inglaterra, e criando um nome no mercado inglês como beatboxer e produtor, chamado pela imprensa inglesa como “THE HUMAN NOISE MACHINE” e pelas suas produções como “The One” Sp foi criando um pequeno império pela indústria da música urbana inglesa.

Pelos finais de 2004 SP viaja para Portugal onde acaba por ficar a viver, e começa a trabalhar com músicos portugueses também da música urbana (Sam the kid, Mundo Complexo, Killages, Nel Assassin,Junior,Vukas) onde muito rapidamente, fez com que o seu nome se propagasse muito depressa deixando a indústria estupefacta com a sua habilidade como musico e também a sua forma descontraída mas também cativante em palco que tem capturado fãs pelo pais inteiro. Os seus projectos mais conhecidos são os Makongo e a dupla Sp e Wilson, que tem conquistado os Portugueses.

SP está a trabalhar no seu disco solo com o nome de THIS IS WHO I AM. O álbum vai ser muito diferente, tendo diferentes estilos de música e culturas e vai sair ainda este ano. Ele também está a produzir para um novo talento da música portuguesa, um Mc chamado "KILLATE". Ele está a produzir todo álbum, que sai ainda este ano. Escuta alguns dos seus trabalhos que fez como artista e produtor, e divirte-te.

DOWNLOAD CLIC IMAGENS


https://m7it2g.blu.livefilestore.com/y1mQpLN9zAIE4sh1Ma04dlUViyspxZyn9SSKIbDLWn74YKwJURbQ_i_ULAB_ksU61I4oiL0KZVKbKqpiOXy46rVrpcX-UBW4MPZAoD17TNzWm4tYGAIr94aHdk_R_C2HRDf0rNzUNsZeGU/MAKONGO-ANGOLA%20KUNG-FU.jpg

SP WILSON - ARREBENTA



SP E WILSON - SP WILSON




SP COM SAM THE KID - NEGOCIANTES




SP COM JD - I'M BACK



quinta-feira, 30 de julho de 2009

Biografia Videografia e Discografia do Rappin Hood


Nome completo Antônio Luiz Júnior
Data de nascimento 1972
Apelido Rappin Hood
Origem São Paulo
País Brasil
Gêneros Rap

Site oficial do Rappin Hood na Trama

Site do Rappin Hood

Antônio Luiz Júnior, mais conhecido como Rappin' Hood (São Paulo, ? de 1972),é um rapper e apresentador brasileiro.

Rappin' Hood foi criado na Vila Arapuá, Heliopólis, na periferia da cidade de São Paulo. Começou a compor aos 14 anos de idade. Estudou trombone e corneta e, em 1989, lançou-se como rapper, quando sagrou-se o vencedor de um campeonato de rap.

Em 1992, formou o conjunto Posse Mente Zulu. Em 1995, apresentou-se, juntamente com o conjunto, em um evento de bandas de rap no Vale do Anhangabaú, em homenagem aos 300 anos de Zumbi dos Palmares. O Posse Mente Zulu teve o clip da música "Sou Negão", apresentada no show, gravado e exibido pela MTV Brasil. Em 1998, "Sou Negão" foi lançada em LP e CD em parceria com o DJ KL Jay, do grupo Racionais MC's, atingindo 18.000 cópias vendidas.

Em 2001, lançou seu primeiro disco solo: Sujeito Homem, pela gravadora Trama, com participação dos rappers Xis, KL Jay e Gustavo Black Alien. Ainda neste ano, criou e apresentou o programa "Rap Du Bom", trasmitido aos sábados na 105 FM. Também trabalhou por dois anos na rádio comunitária Rádio Heliópolis.

Em 2004, gravou o disco Sujeito Homem 2, no qual participaram vários nomes da música brasileira, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Arlindo Cruz, Jair Rodrigues, Zélia Duncan e Dudu Nobre, além de Will Calhouns e Doug Wimbish, da banda de hard-rock estadunidense Living Colour.

Em 2008, assinou contrato com a TV Cultura para apresentar o programa Manos e Minas exibido as quartas-feiras 19h e 30 min. com reprise no Sábado 18h e 30 min. e Domingo 1h.

O programa “Manos e Minas” vai acompanhar a produção atual e resgatar histórias da cultura negra brasileira e internacional, em especial a música em suas várias vertentes (rap, funk, soul, jazz, reggae, samba, MPB, etc...), além de abordar iniciativas e realizações da cultura de periferia, que se agigantou nos últimos anos sem ter contrapartida na grande mídia. Com apresentação do rapper e líder comunitário Rappin Hood, sonorização de DJ Primo, o programa terá a participação de artistas musicais, grafiteiros e dançarinos de break convidados no Teatro Franco Zampari. O programa conta ainda com entrevistas conduzidas por Ferrez, um roteiro cultural feito por Alessandro Buzzo e matérias de Juju Denden.

Prêmios

* Prêmio Hutúz (Melhor Revelação): 2001.

Discografia


Rappin Hood -Sujeito Homem (2001) -Trama

http://4.bp.blogspot.com/_Q9a9xjiErrk/R6HxBHIEo-I/AAAAAAAADV8/Eb38Dl2Iw_A/s320/rappin%2Bhood%2Bsujeito%2Bhomem%2B1.jpg
01. O Chamado
02. É Tudo No Meu Nome (Remix)
03. Gol
04. Rap Du Bom
05. De Repente
06. Vida Bandida (Culpa Da Situação)
07. Tributo Às Mulheres Pretas
08. Raízes (Toaster Roots 2)
09. Suburbano
10. Sou Negão
11. Vida de Negro
12. Caso de Polícia
13. A Bola do Mundo 2
14. Rap Du Bom (Remix)

Link Download


Rappin' Hood -Sujeito Homem 2 (2005) - Trama

http://www.mundodorap.blogger.com.br/cd%20hood.jpg
1. Segunto Ato
2. Us Guerreiro - Part. Especial Martin
3. Disparada Rap - Part. Especial Jair Rodrigues e...
4. Us Playboy
5. Ex - 157
6. Rap du Bom Parte II - Part Especial Caetano Veloso
7. Zé Brasileiro - Part. Especial Zélia Duncan
8. Dia de Desfile II - A Apoteose
9. Quantos Morros - Part. Especial Mário Sérgio
10. À Minha Favela - Part. Especial Péricles e ...
11. Muito Longe Daqui - Part. Especial Arlindo Cruz
12. Se Toca - Part. Especial Dudu Nobre
13. Axé - Part. Especial Gilberto Gil
14. Rap o Som da Paz
15. Tudo o que Eu Preciso - Part. Especial Maria F.
16. Eu Tenho um Sonho - Part. Especial Martin

Link Download


Rappin Hood - Vida Bandida




Rappin Hood - ÚS GUERREIRO




Sou Negrão - Rappin Hood




Rap Duu Booommmm..!!!!

HipHop Underground de Luanda ganha cada vez mais espaço

O hip hop trouxe consciência social e temáticas que andavam esquecidas no meio artístico angolano. Os rappers underground diagnosticam as contradições da sociedade angolana na vontade poético-política de crescer num país onde a liberdade e a justiça sejam possíveis. É uma cultura popular onde a juventude se revê e se questiona os destinos da nação. Ouvimos alguns mc’s que dão nome ao movimento.

A acção decorre na Luanda da década 2000, após uma guerra civil iniciada antes de uma independência que não dispensou as armas, com um poeta à frente da República. Imaginem rapazes numa Luanda do socialismo na infância, da guerra e deriva na adolescência e da descoberta artística no presente. Crescidos na cidade dinâmica que exige todas as energias e oferece algumas frustrações, degenerando em sonhos rasteiros. Os novos artistas angolanos têm coisas para dizer sobre o que se está a passar e, sobretudo, sobre o que demora a acontecer. “Há muito que os observo, esses, os do rap que se movem e se orgulham do seu rap underground que mais do que criticar, reflecte e procura questionar” escreveu Ondjaki nas cartas a Ana Paula Tavares no JL.

Mc Kapa, Kheita Mayanda, Phai Grande, Leonardo Wawuti, Flagelo Urbano, Condutor e Ikonoklasta são alguns nomes desta corrente de resistência feita de “soldados da paz” e “trincheiras de ideias” que traduz as preocupações da nova geração que habita no centro e na periferia de uma cidade globalizada, e lembra, nas palavras de Mc Kapa estampadas em centenas de t-shirts que desfilam por Luanda, que “o país não tem dono, Angola é de todos nós”.

A crítica destes rappers destina-se, antes de mais, a alertar as consciências, sobretudo dos jovens, tantos que eles são. É o hip hop underground, convictamente demarcado do hip hop comercial, agressivo, consumista e misógino, exaltador de valores alheios à realidade angolana numa quase tradução das letras de rappers americanos. Entenda-se underground como uma filosofia, a postura do artista em relação ao mercado e ao seu público, o hip hop que “o grande público desconhece, de artistas cuja primeira preocupação é comunicar as suas ideias” diz Kheita Mayanda.

BIOGRAFIA BOY-G

Boy G a.k.a. Callaway A minha paixão pelo rap começou quando pela 1ª vez vi os Kriss Kross na TV, em 1993, isto quando tinha os meus 10 anos de idade, queria ser como um deles: Dady Mac ou Mac Dady. Assim imitava a forma deles de vestir, andar e cantar, só não usava tranças porque não era permitido. Fui brincando de cantar e mais brincadeiras consegui criar algo que quase toda gente cantou: “Eu fui a descoteca sem complicar com meu chapéu de marca e bota militar” Foi em 1995 dia 11 de Novembro, que pela 1ª vez cantei essa musiquinha numa maratona em alusão aos festejos da nossa independência, fui chamado pelos meus vizinhos que faziam parte da organização, porque já tinham conhecimento da música. O pessoal curtiu, aplaudiu, e a partir daquele momento o pessoal me incentivava a continuar. Daí fui escrevendo mais músicas que por vezes perdiam-se porque não tinham fim. Em 1998 quando fazia a minha 8ª classe na escola Óscar Ribas, fui participando em certas actividades da escola, cantava, dançava, criava jograis, poemas e poesias, estava sempre ligado ao poetismo, e fui aumentando assim a minha capacidade de compor e cantar. Fui fazendo Freestyle na escola e na rua, e finalmente batalhas de rompimento, que por sinal fui sempre bem sucedido, mas fui tendo problemas na escola e com os meus familiares, que acabaram por entender, porque eu tenho esta cultura no sangue. A partir do ano 2002 até hoje tive momentos felizes e marcantes na minha vida que são: No ano 2002, dia 21 de Dezembro estive na 1ª final do Concurso de Freestyle do programa Big Show Cidade Sprite, e consegui o 2º lugar. No ano seguinte (2003), voltei a participar e felizmente consegui rectificar o erro cometido no ano anterior e venci o concurso. Desde então fui tendo várias propostas de várias produtoras, e por fim fiquei pela So Much More Records, curti as regras do jogo e não há batota.

Obs: Estarei na So Much com os meus niggaz até que o ferro sangre.


Fonte do texto: MySpace Boy G

Mc Kapa, o rapper formador de consciências


“O hip hop tem a composição de uma substância no estado líquido e ganha o formato do recipiente onde é colocado.” A metáfora é de Mc Kapa ou Mc Katrogipolongopongo, que acredita na música como um instrumento de luta e insiste na identidade do rap angolano que deve clicar “a sua fotografia da voz”, “com as questões de cá e a matriz da música angolana”. Já que o sangue dos N’gola Ritmos corre nas suas veias, vai buscar inspirações africanas, como Manu Dibango, Salif Keita, Youssou Ndour, Filipe Mukenga, Paulo Flores, Bonga, Fela Kuti e algum reggae. Descansa os mais velhos numa das letras: “Fica calmo tio, não sou nenhum vazio, a arte é como um rio”.

Nasceu no Maculusso, Luanda 1981, pai do Kwanza Sul e mãe de Malange que o educou com valores espirituais em desajuste de Luanda, onde “se vive um drama muito material”, conta. “Luanda tornou-se um laboratório de sobrevivência. Na procura de melhores condições, o modo de vida é muito agressivo. As pessoas saem de casa para caçar dinheiro, unicamente para levar pão de volta, o que é uma luta incrível.” A simplicidade e humildade de Mc Kapa bebem da sabedoria socrática, que lhe lembra para fazer mais e mais perguntas, firme contra a cultura da aparência da cidade onde vive. Ele é “pausado” e valoriza a tradição africana da oralidade como veículo de fazer ver, reflectir e crescer. Estuda filosofia e descobriu “no rap a oportunidade de praticar um exercício intelectual de informação e formação de consciência. É um instrumento de partilha da minha formação com outras pessoas. Faço exercício da minha cidadania através da música.” E entende-a como ninguém, a palavra-cidade e os seus contrastes.

A pequena tiragem do primeiro álbum Trincheira de Ideias (ou Petróleo Bruto para os piratas) foi suficiente para que as suas letras se espalhassem nos candongueiros de Luanda e nas províncias. Era coisa nova, assuntos e abordagens que não se ouvia com sotaque angolano, uma coragem que vinha agitar as águas. Em 1992, o primeiro contacto artístico com o hip hop fora através do break dance, que fazia furor nas arcadas de Luanda. “Comecei com um grupo que se chamava Negro Positivo, já tínhamos preocupação social, dizer não ao crime e à violência. Conhecia o rap da onda americana até chegarem as influências de expressão portuguesa do Brasil com o Gabriel o Pensador. Daí foi uma paixão até hoje.” Em 2003, "Cherokee", de 27 anos, foi morto por cantar "A téknica, as kausas e as konsekuências", um dos seus temas, tornando-se um símbolo de resistência em Angola. E sobretudo Mc Kapa ganha valor simbólico com o seu Katroismo. Em 2006 o álbum Nutrição Espiritual, já com 6 mil discos, faz com que viaje pelas províncias de Angola levando mensagens rimadas de política.

Pretendendo usar a sua influência para trazer outros valores, ciente das dificuldades de produção e divulgação em Angola, criou, com outros “brothers”, a produtora Masta K Produsons para que “esse tímido movimento vá crescendo e ganhe espaço, para mostrar que existe o outro lado da moeda, pessoas com consciência social”. Produzem discos, lançaram, entre outros, o Phai Grande, divulgam rappers em português como Valete, Sam the Kid, o brasileiro My Bill e o guineense Rhyman.

Mc Kapa rima a vida no musseque, universal para todos os guetos do mundo. Em “Atrás do Prejuízo”, música que passa na Televisão Pública de Angola mas é vedada nas principais antenas de rádio, fala da luta diária pela sobrevivência. “Eu vou sorrir pra não chorar / é mais um dia na minha vida / vou cantar p’ra não lembrar as malambas desta vida”, o refrão com Beto de Almeida e extractos de Salif Keita é a lúcida constatação da resignação e impotência de milhares de angolanos. Em “O Silêncio também Fala” apela “angolano acorda, chora agora ri depois”, ilustra o cenário sinistro fosso do quotidiano entre os extremos da sociedade angolana, lembrando que a democracia não cai do céu, exige luta e convicção, com exemplos de Mandela e N’Krumah à cabeça. “Bro, levanta a Voz!”

Kapa quer o melhor para o seu país, a declaração de amor a Angola, linda fêmea que atiça paixões fatais com a sua “carapinha de Maiombe / vistas que brilham mais do que os diamantes da Lunda”, de sentimento “mais fundo que o Tundavala e superior ao Moco”, cantada na música “Algo a Dizer” que acaba com um ultimato: “Conheci-te em 1981 e continuo o mesmo garoto, disposto a morrer por ti.”

EXPENSIVE SOUL, O SOUL O REGGAE E O HIP HOP


New Max (cantor/produtor) e Demo (Mc) são os nomes pioneiros do projecto EXPENSIVE SOUL. Dois amigos de escola que decidiram arriscar e criaram puro hip hop português. Rima a rima os Expensive Soul nascem em Leça da Palmeira em 2000, os temas foram surgindo até nesse mesmo ano, aparecer a primeira maquete apresentada a concurso num programa de José Marino (Antena 3). Com ego fortalecido os Expensive Soul fizeram-se à estrada na digressão Twixtour acompanhando Kika Santos.

Em 2003, após alguma rodagem nos palcos, sentem necessidade de criar uma banda para as actuações ao vivo e é aí que aparece a Jaguar Band (bateria, baixo, guitarra, teclas e dois back vocals). O sucesso do caminho já percorrido levou à gravação do 1º álbum de originais: B.I. é produzido, gravado, misturado e masterizado no New Max Studio (home Studio de New Max) pelo próprio e foi assim que saiu, nos termos e nas condições que se escolheram, sem reservas nem concessões.

A cédula de nascimento dos Expensive Soul em disco chama-se “B.I.” e saiu para a rua a 8 de Março 2004 pela editora independente New Max Records e foi no final desse mesmo ano que a convite da prestigiada cadeia de televisão MTV abriram o palco do 1º MTV Live realizado em Portugal. As actuações ao vivo chamam a atenção das editoras o que viria a resultar na assinatura de contrato com a EMI Music Portugal que prevê a reedição de "B.I." precisamente um ano depois da edição de autor.

É em 2005 que B.I. é reeditado e conta com uma edição de “luxo”, para além do novo grafismo, contém também um tema inédito "Hoo Girl remix" com a participação de Vírgul (Da Weasel). Com o lançamento da 2ª edição de B.I., os EXPENSIVE SOUL figuram de forma unânime nas listas de melhores do ano, e começam a fazer-se notar no hip hop nacional. O single "Eu Não Sei", rodou com bastante insistência durante todo o Verão desse ano sucedendo-se o tema “Falas Disso” com o mesmo sucesso.

Ainda em 2005, integraram o Festival "Super Bock Super Rock" , Festival “Sudoeste” e o MTV Lisbon Live N’Loud antecipando os MTV European Music Awards Lisbon. 2006 é o ano da consolidação do grupo.Depois de terem dado a conhecer a sua identidade através do seu primeiro álbum B.I., os EXPENSIVE SOUL decidiram abrir definitivamente as portas e deixar entrar o brilho. De forma despretensiosa, sem reservas, como que absorvendo simultaneamente a claridade criativa que sopra do exterior e a luminosidade que emana deste grupo de rapazes de Leça da Palmeira assumidamente virado para uma nova etapa.

Alma Cara carrega em si mesmo uma elegância indisfarçável, cuja intensidade pode ser instantaneamente calculada através do contacto com Brilho, o primeiro single extraído do novo álbum. Um fragmento apenas, é certo, mas que concentra o espírito libertário e entusiástico que faseadamente se vai desprendendo do mais recente registo dos Expensive Soul. O novo disco segue os passos de B.I., e enquanto que no primeiro registo New Max e Demo se deram a conhecer, em “Alma Cara”, partilham toda a sua essência.

Alma Cara é um álbum com uma forte componente social e política onde, de uma forma vincadamente forte e consciente, se marcam valores históricos do nosso país. Dotados de um lirismo profundo, a diversidade é deveras notória, proporcionando ao ouvinte uma variedade temática que reflecte não só a sua vivência consciente, mas também a apetência para a diversão presente em alguns sons de tom festivo.

Um disco onde os EXPENSIVE SOUL mantêm bem presente as raízes do hip hop, não deixando de o misturar com outros elementos e estilos como o reggae, o soul, o funky e o jazz, o que resulta num som bem característico – na sequência do que nos havia apresentado no álbum de estreia “B.I.” – e que faz deles dos projectos que mais tem contribuído para o alargamento dos horizontes da cultura hip hop.

Produzido e cantado, como sempre, por New Max no seu New Max Studio e acompanhado pelas rimas de Demo, este é o momento em que os EXPENSIVE SOUL redefinem perspectivas, em que expandem horizontes. Contadores de histórias por excelência, as canções dos EXPENSIVE SOUL são retalhos de lembranças da sua infância, relações falhadas e aquilo que são as suas vidas: MÚSICA. Os seus trabalhos são autobiografias assumidas e a maioria dos temas e melodias descrevem paisagens vividas pelos dois elementos cheios de emoções e vibrações.

2009 promete ser um ano de muita soul misturado na dança do HipHop e na melodia do Funk. Expensive lançarão brevemente mais um disco de originais. Demo e Max não negam novas experiências nem novos estilos, por isso mesmo pode-se esperar de tudo um pouco...

DOWNLOAD CLICA IMAGENS

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Novo video de Keith b - bebe

quarta-feira, 29 de julho de 2009

DJ Dabo Ft VA - Ninguem m abusa Official Video

DJ Dabo Official Video Clip




http://3.bp.blogspot.com/_bodjcbfSH7Q/SnCeExwJ6jI/AAAAAAAAA0Y/FPKzWQ2O1g4/s400/vlcsnap-1063853.png
aqui vai pessoal o meu novo video acabei por ripar uma versao para voces os que tem feito muitos download
espero que gostem do video e que enfim nao seja apenas mais um video
DJ Dabo Ft k9,Dygo,Dice,Hernani,Rold B, ImprO - Ninguem m abusa

AQui - Link Media fire

Boss Ac, um dos melhores


Herdando a paixão pela música de sua mãe, Ana Firmino, um dos grandes talentos do canto cabo-verdiano, Boss AC cedo revelou o seu invulgar talento. O primeiro registo discográfico remonta ao ano de 1994, com a sua participação em Rapública, compilação que reunia a nata dos então rappers nacionais e que revelou nomes como Black Company, Zona Dread ou Líderes da Nova Mensagem. De todos estes é, ainda hoje, dos poucos que continuam a assinar sucessos no rap nacional.


O álbum de estreia, Mandachuva, de 1998, gravado nos Estados Unidos, com a ajuda de Troy Hightower, um dos mais requisitados misturadores de Hip Hop dos EUA, revelou uma maturidade rara e prenunciou o redefinir de novos caminhos na música de AC. Nos anos que se seguiram viveu experiências diversas – produziu, promoveu espectáculos e edições discográficas, compôs música para televisão (“Masterplan” e “Último Beijo”) e cinema (“Zona J” e “Lena”) e teve ainda tempo para participar em trabalhos de alguns dos maiores vultos da música nacional – como Xutos & Pontapés ou Santos e Pecadores, entre outros.


O seu segundo álbum de originais, de 2002, Rimar Contra a Maré – inteiramente gravado, produzido e misturado pelo próprio autor – foi um disco porventura mais autobiográfico e introspectivo, revelando uma faceta mais adulta do artista que se aventurou definitivamente na fusão com músicas luso-africanas de raiz mais tradicional. O sucesso firmava-se lenta e inexoravelmente.


O sucesso de “Rimar Contra a Maré” ultrapassou as fronteiras, reflectindo-se, por exemplo, na nomeação do vídeoclip de “Dinero”, para os African Video Awards, na categoria “Melhores Efeitos Especiais, no consagrado canal sul-africano “Channel0”, uma espécie de MTV africana. Incansável na busca de novos desafios à sua capacidade criativa, Boss AC continua a embarcar em mais algumas surpreendentes aventuras, nomeadamente reforçando o seu papel de produtor.


E de aventura em aventura, chega 2005, Ritmo, Amor e Palavras e a consolidação de um sucesso anunciado. Se 2005 foi o ano em que Portugal se abriu para o Hip Hop, confirmando-o enquanto nova orientação cultural das gerações emergentes, foi também o ano de Boss AC. A materialização do sucesso começou com a edição de “Ritmo, Amor e Palavras”, o terceiro registo de originais, um disco que se assume como uma poderosa declaração de amor, feita de ritmos e palavras e que reúne uma impressionante galeria de colaboradores dos mais diversos quadrantes, onde se destacam figuras como Pos (Plugwon) dos americanos De La Soul, Da Weasel, Sam The Kid e Pedro Aires Magalhães, entre muitos outros.


A edição viria a saldar-se num estrondoso sucesso comercial. Em Agosto “R.A.P.” já era Disco de Ouro e em Outubro atingiu a notável marca de Disco de Platina, tendo vendido mais de 30.000 unidades até perto do final do ano. Dentro do género do Hip-Hop é, neste momento, um dos três discos mais vendidos de sempre em Portugal! O single de estreia, “Hip-Hop (Sou eu e és tu)”, ascendeu rapidamente aos primeiros lugares nos Tops, liderando as preferências em media como MTV Portugal, Cidade FM, e Antena 3, entre outros. Integrou, ainda, a banda sonora dos programas de TV com maior audiência nacional e entrou em múltiplas colectâneas editadas durante 2005.


Merecedor de uma crescente aceitação e exposição mediática, Boss AC passou à estrada, passando por alguns dos principais palcos e festivais nacionais, culminando no dia 1 de Outubro com a abertura perante um Pavilhão Atlântico esgotado para um dos maiores nomes do Hip-Hop internacional: 50 Cent. Este partia desmesuradamente em vantagem, mas a crítica foi unânime: Boss AC foi a estrela da noite!


Como corolário lógico de um ano de afirmação a todos os níveis, em Setembro de 2005 surgiu a nomeação para os prémios da MTV European Music Awards, na categoria de Best Portuguese Act. Mais do que um prémio simbólico, esta nomeação foi o natural reconhecimento por parte da comunidade musical portuguesa, por uma carreira ponderada, marcada pelo equilíbrio e, sobretudo, por um grande talento.


Em 2007, a convite da Universal Music Portugal, participou no disco de um dos maiores Rappers Norte-Americanos: Akon. Na edição portuguesa do disco “Konvicted”, o tema “I Wanna Love You”, que na versão original contava com a participação de Snoop Dogg, contou com a participação de Boss AC, que para o efeito escreveu e interpretou um nova letra. Tal como nos Estados Unidos, “I Wanna Love You” foi um dos primeiros singles extraídos do disco e teve enorme aceitação por parte do público e muito air play. No final de 2007 AC entrou em estúdio e começou a compor em linhas gerais, aquele que seria o seu quarto disco de originais. No início de 2008, numa campanha de promoção da Vodafone, já era possível ouvir o novo tema “Levanta-te” que viria a fazer parte desse mesmo disco.


Em Outubro de 2008, deslocou-se, como das últimas vezes, aos Estados Unidos onde, na companhia de Troy Hightower, misturou e masterizou o disco Preto no Branco. No final de 2008 foi possível ouvir nas rádios o tema “Alguém me ouviu (Mantém-te firme)”. Incluído no disco “Preto no Branco” esta música, que contou com a participação de Mariza, foi o single do disco “UPA – Unidos Para Ajudar”. Um disco de duetos originais de artistas portugueses e que serviu para uma campanha de acção social.Preto no Branco é também especial porque marca 15 anos desde o primeiro registo gravado pelo rapper no álbum Rapública. O álbum conta participações especiais de Olavo Bilac, Valete e TC.

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terça-feira, 28 de julho de 2009

Makongo "Angolan Kung Fu"



Derivado da palavra ‘Maka’ (problema/s), MAKONGO é o nome do novo projecto de SP & Wilson, dois elementos importantes no panorama no beatbox em Portugal, e Petty (a voz de ‘Yah’, dos Buraka Som Sistema). Nos Makongo, surgem ainda acompanhados pelos DJ Knowledge.


O álbum intitulado “ANGOLAN KUNG FU” é uma mistura de estilos variados, desde a forte presença do Kuduro, e do Hiphop, mas também com pinceladas de R&B Funk e House music.
Álbum produzido inteiramente por SP, leva o ouvinte a viajar por um mundo recentemente criado, onde o Kuduro e o Hip Hop se misturam de forma incandescente, dando assim a nascença de uma sonoridade unica que os Makongo nos trazem.
O álbum conta com as participações de Dany-L “ Daniel Nascimento ” e Lancelot, 2 grandes nomes no panorama musical Português e dos PALOP.

Banda: Makongo
Nome do Album: Angolan Kung Fu
Género: Kuduro, Hip Hop
Ano de Lançamento: 2009
Editora: Sony BMG


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MY Space: MySpace/Makongo1



Curtam aqui, alguns vídeos dos Makongos:









By Cenas que Curtimos

Rap Original :Idéia Positiva Mix

Idéia Positiva MixTape Vol. 11


01 FLG - Deus é Deus
02 DJ Alpiste - Renascer
03 Lito Atalaia part. DJ Alpiste - Mais que vencedor
04 X Barão - Chapado do morro
05 D.gued'z part An'G e Fleispin - Pra cima
06 D.Gued'z part. Gasper - Colecionador
07 Missionários do Rap - Free Style
08 Ao Cubo - Edivaldo a origem
09 Reláto Bíblico part. Eclesiastes - Navio negreiro
10 Parábola - Luz da alvorada
11 Lippe´C - Um novo passo
12 Federais de Cristo part. Lito Atalaia -Z.O.
13 Marcio Attack Versos part. Scooby - É tudo real
14 Lil - Liga não
15 Apocalipse 16 - Música de guerra
16 Bulldog Fantazma part. Faul e Soldado da Luz - Até o Fim


Idéia Positiva Mix Vol 12

01 - Mano Reco e Convidados - Relato dos que ficaram
02 - Mayara - Toda a Honra (Remix)
03 - UnSom - Quando vejo a cruz
04 - Aliados do Senhor - Restauração
05 - Apóstolos Mc´s - O tempo passou o vento levou
06 - Nobre com Gigante e D´Cristo - Deus me fez
07 - Novo Conceito - U guerreiro
08 - Mudança de Postura - A vida é doce
09 - D´Cristo - Mercadores da fé
10 - Banca D´K - Até a volta
11 - Família Atos - Perspectiva
12 - Efésio - Mansão dourada
13 - Juízes 7 - Dentro do coração
14 - Pakto - Pakto com Deus
15 - Mano Anderson - Luz
16 - Estevis - Eu vou vencer
17 - Dj Alpiste e Pr. Isaias - Estou livre
18 - Eric Flow Man - Cabeça erguida
19 - Rapper Alemão - Verdadeiro amor
20 - Junção Troá - Aurora


Entrevista Sandro Black - A Vibe do Ragga Brasileiro


Sandro Black é um dos nomes mais sonantes do Ragga/Dancehall Brasileiro
. Começou como cantor de rap/rock, mas depressa percebeu que o Ragga era aquilo que queria fazer. Sempre humilde e simpático, ele aceitou participar nesta entrevista e partilhar com vocês toda a sua trajectória.


Andreia - Começaste como cantor numa banda de Rock/Rap. Hoje em dia és um dos maiores cantores de Ragga. Porquê essa mudança de estilo?

Pra mim trata-se de evolução. Na verdade desde quando eu participava da banda de rock/rap o meu vocal já tinha uma influência ragga, só que naquela época eu não conhecia muita coisa desse estilo por falta de acesso mesmo, rap era o que eu mais ouvia. Minha influência aumentou de acordo com o meu conhecimento até que chegou o ponto em que eu decidi fazer ragga/dancehall. Repetindo, evolução!


Andreia e Anderson - Como e Quando foi seu primeiro contato com o DanceHall/Ragga? Que importancia teve Jimmy Luv e o grupo Enganjaduz no inicio da tua carreira?


Os primeiros caras que eu ouvi cantando ragga/dancehall foram o Buju Banton e o Shabba Ranks, na primeira metade da década de 90. Quanto à importância do Enganjaduz, foi com o grupo o meu primeiro contato com públicos maiores, foi como um estágio, ótima experiência. Já o Jimmy é bem mais do que isso, somos amigos de verdade. Ele desde sempre deu a maior força para eu seguir em frente com a música. Foi ele quem gravou e mixou quase todo meu primeiro álbum “Sem Compromisso”, com exceção de algumas faixas com participações!


Anderson - Sandro Black..eu ja ouvi fala muito q ragga um ritmo q
exculha as minas..sempre sao musicas de duplo sentido e alguns tem conteudo "explicito".O Ragga é uma Ritmo Sexual ou Sensual?

O ragga/dancehall é música, logo uma arte e sendo assim não tem muitas regras. Pode falar sobre tudo, diversão (festa, sexo), problemas sociais (violência, corrupção) e tudo mais que inspire o artista na hora de escrever!


Andreia - No Brasil músicas como sem compromisso são bem aceites pelas mulheres. Nao tens receio que fora do Brasil, em Portugal por exemplo, que é um pais meno
s liberal, essas musicas sejam mal entendidas?

Na verdade eu tive receio quanto à aceitação dessa música desde que a escrevi, não pelo fato do país ser liberal ou conservador, mas pela hipocrisia das pessoas. Mas se foi bem aceita aqui acho que não haverá problemas em outros países!


Anderson - Como Voce Analisa a Cena Ragga No Brasil.Voce Acha q Ela Pode Atingir pelo menos o mesmo patamar do Rap?


A cena ainda é muito underground, pouquíssimas pessoas sabem do que se trata. Quanto à atingir maiores patamares, quem é envolvido assim como eu trabalha todos os dias pra isso!


Andreia - Poucas editoras ou casas de shows contratam mús
icos de Dancehall. Muitos músicos chegam a desistir. Tu és dos poucos que ficaste. Achas que artistas como tu, que tem essa paixão pelo dancehall, estão a abrir portas para uma nova geração de cantores?

O principal objetivo é abrir as portas pra nós mesmos (risos). Mas acho que acabamos influenciando gerações posteriores à nossa e isso é muito bom para expandir cada vez mais a cena!


Anderson - Eu fiz esta msm pergunta pro Jimmy Luv...vo fazer pra vc tambem...eu Baixei a "Mixtape Ragga Ragga Ragga 2009" fui ouvi imaginando q a "vibe" do ritmo seria igual ao q eu ouvi aqui no brasil e antigamente....mas me parecia uma mixtape de rap..as produçoes ragga tinham mais elementos do rap...do do dancehall em si. Esta é a tendencia do Ragga cada Vez mais se assemelha ao rap ou é uma caracterista da mixtape ?


Nossa! Eu escuto tanta mixtape e quando fazemos o download todas vem como nomes parecidos, RAGGA RAGGA 2009, REGGAE RAGGA 2009, REGGAE RAGGA DANCEHALL 2009...enfim, não lembro agora de qual mixtape se trata, quais as músicas, quais artistas participam, como foi produzida, essas coisas. Mas posso responder com a mesma segurança e fidedignidade. É uma característica da mixtape, até porque ragga é a forma de cantar que, a propósito, fica bem em cima de qualquer base inclusive de rap/hip-hop. Dancehall é a batida mais dançante na qual costumamos fazer nossas músicas. Sempre encontramos produções que fazem essa mistura. Mas não acho que há essa tendência de assemelhar-se, até porque se houvesse seria o contrário, o rap assemelhar-se ao ragga, já que o ragga surgiu antes!


Andreia - Em breve estás ai com um novo álbum. Conta-me um pouco + sobre ele. Será diferente do sem compromisso? Participações, estilo...


A tendência é evoluir sempre, logo acho que o próximo será melhor do que o primeiro. Estamos sempre nos aprimorando no que fazemos e por esse motivo minhas letras são mais bem elaboradas, estou cantando melhor também, enfim, a qualidade de toda produção evoluiu. Quanto às participações, não quero estragar a surpresa (risos). O que posso garantir é que a vibe será tão pra cima quanto a do primeiro!


Andreia - Esse álbum estará à venda online? Essa iniciativa é para chegar a um público maior, fora do Brasil?


Ainda não sei como será o lançamento, divulgação, essas coisas. Mas, com certeza, disponibilizarei algumas faixas para download sempre com a intenção de atingir o maior público possível!


Andreia - Gostarias de levar a tua música a outros países de lingua Portuguesa?


Claaaro. E aos de outras línguas também!


Andreia - Vou-te fazer uma pergunta que muita gente tem curiosidade de saber sobre os cantores de musica reggae. A maconha é muito usada por cantores reggae.
Tu és a favor da liberização da maconha?

Sou, claro. Porque no Brasil, por exemplo, onde qualquer criança tem fácil acesso ao álcool e ao tabaco, a maconha não é o problema. O verdadeiro problema, por mais monótono e repetitivo que esse papo pareça é a falta de acesso dos menos privilegiados à educação e cultura!


Anderson - Indique ai Pra Nos Uns grupos de ragga loko pra rapa conhecer?


Taí alguns cantores:


Bounty Killer, Elephant Man, Shabba Ranks, Buju Banton, Bling Dawg, Spragga Benz, Red Rat, Buccaneer, Assassin, Burro Banton, Kafu Banton, Lady Saw, Macka Diamond...


Além dos brasileiros:


Jimmy Luv, Arcanjo Ras, Sacal, Ms. Ivy, Pump Killa e esse que vos escreve, SANDRO BLACK!!!(risos)


Andreia - Deixa um recado especial pra todos os leitores e futuros fãs de Sandro Black.


Não só para os fãs do Sandro Black mas para todos aqueles que gostam de ragga/dancehall o recado que deixo é que continuem escutando, entrando no myspace dos artistas, acompanhando as novidades, lendo as entrevistas, enfim, continuem contribuindo para o fortalecimento da cena. Quero também agradecer pela entrevista e espero que tenham gostado!


BIG UP!!!



Entrevista feita por
Andreia Quaresma blog Curto Circuito
Anderson Thug blog Noticiário Periférico


Clandufya (Single Novo Cd)

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bob da Rage Sense, entre Angola e Portugal


Bob da Rage Sense de nome de registo Robert Montargil da Silva, nasceu em Luanda (Angola) em 1982, tendo assim desde que nasceu um contacto directo com o mundo da música, pois seu pai era um grande fanático do lendário Robert Nesta Marley (Bob Marley), Peter Mackintosh e os The Wailers. Enquanto o Reggae, o Soul, o Punk e o Rock de grupos como Led zepellin, Pink floyd, Sex pistols, Curtis mayfield, Beatles, Janis Joplin e muitas outras bandas dos anos 60, 70 e 80 penetravam no seu espírito infantil, no interior de Bob crescia uma grandiosa necessidade de não só estar em contacto directo com a música, mas sim fazer parte dela também...

Consoante o seu crescimento, Bob viveu grandes momentos com a sua família e amigos de família, tendo adquirido a sua perspectiva política desde muito cedo, cresceu com os seus avôs que eram comunistas e em ambientes onde assistia grandes debates de contexto político. Em 1994 Bob entra na cultura hiphop somente como ouvinte de grupos como Public Enemy, beasty boys, boogie down productions, Erick b e Rakim, House of pain, cypress hill,tribe called quest, artifacts, o.c., gangstarr, group home, flatliners, digable planet, de la soul, organized confusion, ultra magnetic mc´s, wutang, gravediggas e outros.

Formou o seu primeiro grupo na igreja onde cresceu, juntamente com Celder, Jackson, Afrogénesis e Vitoriano em 1996/97. No anos de 1999/98, Bob reencontra o seu primo Ricardo Alexandre aka Raf Tag numa das mais famosas battles de MCs de sempre em Luanda organizada pelo exboom bap squad DJ Samurai! Meses mais tarde, Bob juntamente com Raf Tag seu primo, tornaram-se nos MCs de batalha mais conhecidos do movimento hiphop em Luanda. DJ Samurai cria a famosa label independente “Madtapes”, e convida assim Bob da Rage Sense a gravar o seu primeiro álbum/Ep em 2002 intitulado de “Underground Konsciente” escrito pelo artista e seu primo Raf tag, maioritariamente produzido pelo Samurai, Rk100ap na altura, agora Laton (Kalibrados), quebra a regra, participa e produz um dos instrumentais mais cativantes do Ep tornando-se num dos melhores produtores do underground na altura.

Um ano depois pela mesma label (madtapes), Bob e Laton dão início à gravação do segundo trabalho do artista, Laton produz a maior parte do álbum em concilio com outros produtores como o próprio DJ samurai e Airmack. No entanto, Bob imigra para Portugal no meio da gravação do álbum e integra-se no movimento “hiphop tuga”, Hip Hop Nation convida-o para participar da primeira edição da revista, no mercado negro juntamente com “brigadeiro matafrakuxxz aka ikonoklasta” e Fidbek e contendo
no cd da revista o seu tema considerado clássico “imigração”!

Bob da Rage Sense em fases de querer terminar o segundo trabalho conhece o produtor e MC Sam da kid que logo disponibilizou um dos beats que dá título ao álbum “Bobinagem” e o “Luz do dia”, neste álbum tem também uma produção de Pass one o “poder vocal” com Noscar... “Bobinagem” foi considerado pela revista hiphop nation o melhor álbum independente de 2004 e foi o álbum mais votado na revista “skillz” no mesmo ano!

Bob é um dos melhores liricistas do hiphop feito em português e considerado também um dos melhores MCs em dois movimentos (Angolano e Português), para além de poeta eclético, Bob é também muito político, espiritualista, activista dos direitos civis e etc...em 2005 forma “Carpe Diem” com Salvaterra e Laton, projecto este que permanece somente com Salvaterra..... a ser editado brevemente por Footmovin’. Agora na editora footmoovin de DJ bomberjack, Bob da Rage Sense conhecido como “Mc de culto” dará continuidade à sua missão no mundo da cultura hiphop não só em Portugal e Angola mas como também no resto do mundo.


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Z'África Brasil - Bagagem Cultural Afro Brasileira


Z'África Brasil traz o Z de Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra no Brasil, e uma bagagem cultural afro-brasileira, numa explosiva fusão sonora que confirma todo o prestígio que este grupo de rap brasileiro conquistou junto à mídia, meios de comunicação e antes de tudo, junto ao público. Formado em 1995 por Gaspar e Fernandinho Beatbox, só em 1997 teve a sua formação completa, com a entrada de Pitchô e Funk Buia. Em 1999 lançaram a coletânea Z’África Brasil - Conceitos de Rua. No final do ano de 1999 conheceram os produtores do Autoload e iniciaram a produção do primeiro álbum do grupo, Antigamente Quilombos, Hoje Periferia que seria lançado em 2002.

Biografia

Em 1997, o Z´Africa Brasil passou a fazer parte da Posse Conceito de Rua (Organização de grupos de Hip Hop que trabalha os seus elementos com fundamento cultural, social, político e educacional junto à comunidade). No mesmo ano, o grupo elaborou um projeto com a CDECA Casa 10 que trabalha com menores infratores no cumprimento de ordens para o incentivo à arte e projetos culturais como oficinas de grafite, dança, música e artes plásticas.

Em 1999, devido aos trabalhos realizados, o grupo foi convidado a fazer o intercâmbio cultural Brasil X Itália em parceria com a Posse Conceito de Rua e CDECA Casa 10, orgão que recebe ajuda de algumas familias da Itália. Em terras estrangeiras, o grupo realizou 15 palestras, workshops, oficinas e 30 shows por todo o norte da Itália.

Em 2001, o grupo francês Assassin veio ao Brasil fazer apresentações no Sesc e conheceu o rap dos Z'Africa Brasil. O resultado foi a gravação de duas faixas no Autoload Estudio, com produção de EricoTheobaldo, e com isso o trabalho do grupo começava a espalhar-se pelo mundo.

Depois dos Assasin foi a vez do famoso restaurante parisiense Favela Chic se render ao grupo brasileiro. O grupo foi convidado a participar na coletanêa anual que o restaurante compila e teve lançamento nesse ano pela BMG francesa com a música "Favela".

Finalmente em agosto de 2002 foi lançado o tão aguardado álbum do grupo, Antigamente Quilombos, Hoje Periferia, que os colocou entre os principais grupos brasileiros da atualidade. Em setembro foram a Paris convidados pela "crew" da Favela Chic, o que rendeu mais três shows pela cidade, e uma apresentação ao ar livre para 200.000 pessoas com o dj de techno Renato Lopes.

Em 2006, foi lançado o segundo disco nacional do Z'África Brasil, denominado Tem Cor Age, com participações especiais de Zeca Baleiro, Toca Ogan (da Nação Zumbi), Fernando Catatau, entre outros. O álbum e a música-título concorreram ao Prêmio Hutúz do ano seguinte. Em 2007, o Z'África Brasil lançou na França o EP Verdade e Traumatismo, pelo selo Livin´Astro.

Os membros

Gaspar é filho de Nordestinos, por isso a sua musicalidade, rima e versatilidade nas composições contam com muito repente. Principal compositor e rapper do grupo, foi o primeiro MC brasileiro, junto com Funk Buia, a fazer sessions com dj's de música eletrônica no país.

Atualmente, Gaspar desenvolve projetos junto à Secretaria de Cultura do Estado, como no projeto "Arquimedes", que visa trabalhos voltados para entidades em ONGs; e o "Parceiros do Futuro" com a Secretaria de Educação, que trabalha com 400 escolas da cidade de São Paulo em projetos culturais para crianças e adolescentes.

Funk Buia
é neto de Africanos e foi um dos primeiros a entrar no grupo, em 1997. A voz rouca que segue o estilo "raggamuffin" despertou a atenção de Gaspar durante um show de Buia.

Antes de integrar o Z´Africa, tocava percussão num grupo de pagode chamado "Vício Nacional". Atualmente é um dos MC's mais requisitados por casas noturnas e tem um hit gravado pelo grupo Conexão Carandiru (BMR) "Quem é, é", que ficou durante 4 semanas entre as mais pedidas da rádio 105 fm.

Fernandinho BeatBox conheceu o MC Gaspar na Enigma, em São Paulo, numa das casas onde ele se apresentava, fazendo beatboxs e imitando o cantor Michael Jackson. Antes de passar a integrar Z´Africa, Fernandindo integrou o grupo de rap Anjos da Noite, em 1992, ao lado de Gaspar.

Fernandinho BeatBox é considerado um dos melhores apresentadores em beatboxs do Brasil. Já fez participações especiais com artistas como Fernanda Abreu, Jorge Benjor, Charlie Brow Jr e Wicleaf Jean dos Fugees.

Pitchô começou discotecando nas festas da periferia. Parceiro de Gaspar desde a infância, foi convidado pelo amigo para ser DJ no início da formação do grupo Z´África Brasil. Há dois anos, divide os vocais com Gaspar.


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