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domingo, 14 de fevereiro de 2016

G2H - Gigantes feat Victor Duarte & Box (Single p Download)


"Gigantes" é o novo single do grupo G2H (Gerason Dozagá) e ta conta com a participação de Victor Duarte, Box & Dj Avatar d[o x]b Prod.
G2H é um coletivo hip hop de Assomada, Cabo Verde. "9 Kanderu" em produção mas ainda sem data de lançamento já é esperado por muitos fans do Hip Hop Cabo-Verdeano e não só.
Eles sublinham: "Sukuta, Xinti, Viaja ku noz na tempo i na spassu! Gigantis, é kel ki mi, é kel ki bo nu podi ser yoh!"


Acompanhe o trabalho deles:
Soundcloud: https://soundcloud.com/gerasondozaga
d[o x]b Prod. 2016


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Brizzo Operação Triunfo EP [Faixa Por Faixa] ( Download )


Operação Triunfo
O trajecto traçado até o topo, topo da confiança, motivação, atitude e crença de fazer e trazer algo diferente, uma caminhada que se faz sozinho mas com ajuda e crítica dos outros, onde o brilho e o talento da arte é inibida pela sociedade que padroniza os meios da criatividade, nessa música o artista conta que atitudes precisou tomar para se libertar da opinião alheia e assim alcançar um lugar entre as estrelas.

Liga
“É só ligares para o meu cellphone, que podes ter a certeza que não ficas alone”… Brizzo realça as qualidades da sua companhia provocando o monólogo masculino numa conquista que acontece em ambientes ocasionais que a conversa flui naturalmente e descontraída, aproveitando o momento e desse modo desenvolver algum tipo de relacionamento.

Dreamchaser
Alguns sonhos e objectivos suplantam relações conjugais, os caminhos traçados para alcançar objectivos que realizam o indivíduo nem sempre compactuam com os amores, Blanco, Brizzo e Carmem retratam a necessidade de aproveitar as oportunidades de realizar os sonhos para que um dia se viva amores de forma mais intensa.

Procura-se
Dinheiro, amor e paz na voz da Kaynara, actualmente a juventude se move por razões meio egocêntricas mas todos desejam saúde financeira, um amor verdadeiro e segurança espiritual, coisas difíceis de se conseguir com o mundo caminhando tão rápido. 

Brizzo interpreta o indivíduo que procura independência financeira mas tem encontrado barreiras que não são só ultrapassados com suas habilidades cognitivas e que apesar de todos esforços ainda necessita de recomendações (Padrinho Na Cozinha) para conseguir um emprego. 
Slash retrata os dilemas que se enfrenta nas relações afectivas, dar tudo não é o suficiente, a falta de consideração do cônjuge pelos sentimentos do parceiro nos torna menos credulos nas pessoas mas por alguma razão ainda acredita-se no amor mesmo faltando honestidade. 
Euclarmany conta a encruzilhada vivida por consumidores de Drogas, a perda de todas conquistas e de quem se ama pelo vício, sem direito de pertencer a uma sociedade que é organizada por padrões de comportamento, excluído de tudo, a vontade de largar o vício em poucos casos é insuficiente para vencer a dependência quando o vício é tudo que nos resta.

Dont Stop
Uma característica peculiar a quem atingiu um nível de maturidade motivacional é perceber que o princípio de qualquer trajecto é como a Rússia pôs comunismo, tudo na force vontade, nessa música o autor ressalta sua vontade de continuar o seu trajecto no RAP independente da opinião alheia reconhecendo sua capacidade de ultrapassar barreiras desenvolvidas com o seu trabalho apresentado até o momento.

História Comum
Os dilemas dos acontecimentos do dia-a-dia são imprevisíveis, desejos de uma vida de luxo procurando caminhos curtos tornam a caminhada numa sequência de tragédias, Lil Jorge, Brizzo e Drunk Master cruzaram histórias de pessoas que estão ao nosso redor que procuram alcançar os seus objectivos usando pontes que depois de ultrapassadas não há mais retorno, na voz da Kaynara pontuou-se mais uma história comum que não teve um final feliz.



quinta-feira, 29 de maio de 2014

Mundo "Segundo O Ancião"



O mítico produtor e MC portuense Mundo Segundo pertencente ao Dealema está de regresso às edições discográficas em nome próprio. «Segundo o Ancião» será apresentado ao vivo no próximo dia 31 de Maio no "Hard Club" , "Segundo O Ancião" é uma retrospectiva autobiográfica do rapper, que mais uma vez surpreende pela diversidade de convidados ( Madkutz, Virtus, NBC, Pedro Teixeira , DJ Tombo, MZ, Sam the Kid, Deau, Ana Lu e Dino d'Santiago ) e pela excelência da lírica, adaptada a arranjos sonoros até agora por explorar no Hip Hop nacional.

O álbum inclui dez temas originais e uma versão acústica para uma das canções. 
Enquanto o álbum não sai fiquem com o vídeo promocional que conta com a participação de NBC



quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Matéria de MCK no Jornal Francês Courrier International

http://i139.photobucket.com/albums/q315/luis_queiroz/kid_em_benguela23.jpg

Vozes activas e que representam o povo, são mais do que necessárias em Angola, e MCK tornou-se numa das mais poderosas, através da sua música. A sua mensagem tem chamado à atenção da imprensa internacional, inclusive o conhecido jornal Francês Courrier International.

Matéria de MCK no Jornal Francês Courrier International: MediaFire |

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Polícia Liberta Luaty Beirão aka Ikonoklasta



Por Rafael Marques de Morais para a Maka Angola

A Polícia Judiciária portuguesa acaba de libertar o rapper Luaty Beirão, após longo interrogatório. Enquanto decorre a investigação, o músico e activista deverá comunicar às autoridades, sobre o seu paradeiro, caso se ausente por mais de cinco dias.

Luaty Beirão partiu de Luanda, a 11 de Junho e os detalhes sobre a  detenção, por posse de cocaína, no Aeroporto Internacional de Lisboa, começam agora a ser conhecidos, apontando para o alegado envolvimento das autoridades angolanas.

Ao atravessar a fronteira em Luanda, os Serviços de Migração e Fronteiras, retiveram o passageiro por uns momentos. Luaty Beirão enviou uma mensagem, em sms, ao seu amigo, o rapper MCK, sobre como as autoridades o informaram que o “seu passaporte está bloqueado”. No mesmo sms, referiu os contactos realizados pelo oficial de migração, junto dos seus superiores, tendo-lhe sido comunicado, passados 10 minutos, que “ligámos para o cdte [comandante] e ele deu autorização para passar [o viajante].”

Já no avião, Luaty Beirão enviou uma segunda mensagem a comunicar que “acabaram de me informar que a DNIC [Direcção Nacional de Investigação Criminal] mexeu na minha bagagem [a roda]. Já [es]tou no avião.” A mensagem seguinte foi sobre a sua detenção no aeroporto em Lisboa.

De certo modo, o caso de Luaty tem um precedente. A 9 de Setembro de 2011, logo pela manhã, um dos líderes das manifestações que os jovens têm organizado contra o Presidente José Eduardo dos Santos, Mário Domingos, teve a sua casa revistada  por quatro agentes da investigação criminal e três dos serviços de segurança. “Os agentes retiraram da sala uma caixa fechada com um televisor novo, foram abri-la na minha ausência e regresseram com a mesma aberta, dizendo que tinham encontrado cocaína. Passei 45 dias preso, a sofrer ameaças, sem julgamento.”

Dias antes, Mário Domingos recebeu ameaças telefónicas do presidente da Comissão Executiva de Luanda, general José Tavares Ferreira, por ter usado um veículo e dinheiro que supostamente eram destinados a convertê-lo em apoiante do regime, para apoiar a manifestação de 3 de Setembro.

Esta estratégia das autoridades revela a sua disposição em implementar, sem hesitação, todas as formas possíveis de repressão, incluindo a instrumentalização de autoridades estrangeiras, como a portuguesa. Verifica-se a maquinação incriminatória contra um proeminente líder do movimento contestatário ao governo de José Eduardo dos Santos.

Os principais governantes angolanos têm usado incalculáveis fundos públicos para investirem em Portugal e, por via disso, obterem a submissão política e económica da classe dirigente e empresarial deste país europeu aos seus ditames.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Luaty Beirão aka Ikonoklasta Preso em Lisboa


 http://4.bp.blogspot.com/-BswT7kqXzPw/TeqR9q1JzAI/AAAAAAAABHA/FWsG7MAdqlI/s640/luaty1.jpg
Provavelmente mais uma trama que armaram contra uma das vozes revolucionárias de Angola.. 

Por Rafael Marques de Morais para a Maka Angola:

O rapper angolano Luaty Beirão foi detido ao fim do dia 11 de Junho, no Aeroporto da Portela, em Lisboa, onde desambarcou proveniente de Luanda.

Segundo o seu produtor e amigo, Pedro Coquenão, as autoridades alfandegárias encontraram um pacote de cocaína, no pneu da sua bicicleta, que havia despachado em Luanda, forrada em plástico, para trocar em Lisboa, onde a adquiriu.


Pedro Coquenão informou que, quando o rapper recolheu a roda do tapete rolante, notou uma protuberância no pneu e a adulteração do forro de plástico. Disse ainda que o rapper nem sequer teve tempo de avaliar o que se tinha passado porque agentes locais abordaram-no imediatamente e o conduziram para interrogatório.

O produtor afirmou também que o cantor teve problemas com as autoridades migratórias em Luanda, antes de embarcar no voo da TAP TP288. Mas, como portador de dupla nacionalidade, incluindo a portuguesa, o mesmo terá conseguido embarcar.

“É tudo tão grosseiro. Calculo que nem sequer tenham alterado o peso original da roda quando o Luaty efectuou o despacho”, disse Pedro Coquenão.

Conhecido organizador de manifestações, Luaty Beirão, foi alvo de espancamentos por parte de milícias pró-regime, a 10 de Março passado, no município do Cazenga, em Luanda, onde deveria juntar-se a uma marcha de protesto contra as autoridades. Um dos membros das milícias assestou-lhe uma barra de ferro na cabeça, tendo levado seis pontos.

Desde então, fruto das ameaças que a sua família tem recebido, assim como ele próprio, o Ikonoklasta, como também é conhecido,  abandonou a sua residência e vivia escondido.  Poucos dias antes da sua partida, o autor visitou-o e juntos conversaram sobre a digressão que deveria efectuar em França, no Festival Internacional Rio Loco, com o seu grupo A Batida, radicado em Portugal. O artista angolano Paulo Flores e a fadista Mariza são alguns dos nomes convidados para o  evento, a decorrer em Toulouse, para onde o grupo deveria embarcar na próxima sexta-feira.

Luaty também falou da sua bicicleta, um dos poucos haveres que tem e muito estima. Conhecido por circular pela cidade de bicicleta, o rapper deixou de o fazer depois dos pneus do seu meio de transporte terem sido furados várias vezes e depois, literalmente cortados. Mas, insistia em levar a Lisboa uma das rodas, que comprara na sua última viagem em Portugal, para trocá-la.

Ciente das perseguições de que tem sido alvo, o Ikonoklasta viajou sem despachar bagagem, excepto a roda.

O historial de pressão política contra Luaty Beirão já é significante.  A 2 de Junho de 2011, a residência onde vivia, no Bairro Vila-Alice, em Luanda, foi invadida por um grupo de mais de 50 jovens que supostamente reclamavam pagamentos pelo seu envolvimento numa manifestação. Estranhamente, os  jovens, todos desconhecidos do Luaty Beirão, faziam-se acompanhar de jornalistas estatais que reportaram a sua salvação “graças a pronta intervenção da Polícia Nacional”. Os indivíduos atiraram garrafas e vários objectos para a sua casa e, apesar da localização da 3ª Esquadra, na rua vizinha, não houve qualquer intervenção das entidades policiais para o acudir e deter os arruaceiros.

A 17 de Junho de 2011, enquanto acompanhava a sua avó ao banco, três indivíduos agrediram-no em plena luz do dia, junto à Agência Funerária São João, na zona do Alameda, em Luanda. Apesar da presença dos transeuntes e de vários seguranças, os agressores causaram-lhe ferimentos nos braços, pernas e na região lombar.

Em Setembro passado, a sua namorada foi raptada em Lisboa, na mesma altura em que ele fazia diligências públicas para a libertação dos seus companheiros presos a 3 de Setembro, durante uma manifestação contra o Presidente José Eduardo dos Santos. Os dois assaltantes ameaçaram violá-la e urgiram-na a aconselhar o namorado a parar com as suas actividades de protesto contra o regime em Angola. O Ikonoklasta preferiu manter silêncio sobre o caso, assim como sobre as inúmeras vezes em que o carro dela foi alvo de vandalismo, em Luanda, ao furarem os pneus e cortarem os pipos.

Em Dezembro passado, por ocasião do Natal, indivíduos desconhecidos enviaram, de presente, um urso de peluche para a sua avó, com quem vivia. Uma carta acompanhava o urso, ameaçando de morte a família, com impropérios raciais e a promessa de invasão e incêndio da casa com todos lá dentro.

Visado como um dos jovens mais influentes no movimento de protesto que tem crescido em Luanda, e causado muitas dores de cabeça às autoridades, a detenção do Mata Frakus, outro dos seus nomes artísticos, certamente causará grande celeuma.

Para além das suas actividades de protesto e o pendor crítico das suas líricas, Luaty Beirão causa irritação maior por ser filho de uma figura que já foi muito próxima de José Eduardo dos Santos. O seu falecido pai, João Beirão, foi o todo-poderoso director-geral da Fundação Eduardo dos Santos (FESA), do próprio Presidente, que nos anos 90 e em parte da década seguinte, se notabilizou como um governo paralelo, com maior autoridade política que as instituições do Estado. 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Mc K Opta Por Não Realizar Show (Truques Do Mc K Parte II) [Por Dino Cross]

Mc K X Pappy Love

Tudo começou em 27 de Fevereiro de 2011, quando no show do Bob da Rage Sense, Ikonoklasta resolveu ofender os políticos do pais e incentivou a população a aderir as manifestações contra o governo eleito, está actitude deu origem a uma onda de praticas contra a estabilidade da actual governação, neste mesmo período o jovem Carbono do grupo CCC que até a altura nunca teve participação na vida política do pais, reencarnou o espírito rebelde do Ikonoklasta e resolvou de igual modo incentivar os rappers a participarem nestas praticas de protesto que na maior parte delas terminavam em desarmonia e actos vândalos.

MC K que tinha agendado para 4 de dezembro no Elinga Teatro a realização do show de apresentação do álbum 'proibido ouvir isso', culpou pela não realização do espetáculo ao determinado no Decreto presidencial nº 111/11 de 31 de Maio, no seu capitulo III, artigo 22º onde esclarece as condições para a realização de espetáculos e divertimento públicos, uma Lei que ao seu ver fora aprovada para evitar situações como as do Ikonoklasta e do Carbono, o facto é que MC K chamou para uma conversa todos os jovens que se faziam presentes no Elinga Teatro para explicar os porquês da não realização do espetáculo, na altura Kappa chegou a dizer que a direcção do Elinga fez saber que só poderiam realizar o show se apresentassem um documento com a autorização do ministério da cultura, na conversa com o público (como se pode ver no vídeo) MC K acredita que as exigências do estipulado no artigo 22 exactamente no show da CCC e da Masta K têm a ver com o envolvimento de alguns rappers neste processo de manifestações, até porque esta Lei é de 31 de Maio do corrente ano, sendo verdade ou não, uma outra verdade surge quando entrevistamos Mc K de forma informal.

Perguntamos ao MC K porquê que estás coisas só acontecem como ele, o primeiro facto foi terem proibido a venda do seu álbum na portaria da Rádio Nacional de Angola, porquê que ele acredita que o jovem lavador de carro Cheroke, morreu simplesmente porque estava a ouvir ou a cantar a sua música "Sei lá que wawê" e este recordou-nos que não é a única vitima a prova disso foi o cancelamento do show dos CCC, sobre o jovem Cheroke MC K usou do seu principal bilingue ou seja no artigo aqui publicado sobre os truques de Mc K, escapou-nos a sua principal arma, Kappa tem um vasto vocabulário e usa uma linguagem técnica de difícil compreensão, muitas vezes para não sermos tomados por ignorantes, português bem falado soa-nos certo e as aceitamos mesmo não entendendo nada, deu tantas voltas para não falar nada, foi dai que confessou que a Masta K está registada como empresa vocacionada a realizar actos culturais, bem como lançamento de livros e reúne condições para realizar show, e que a medida tomada da não realização do espetáculo surge depois de uma conversa com o Delegado Provincial da Cultura que o advertiu a não realizar. Temendo que comportamentos não cívicos como o do Ikonoklasta aconteçam, e claro para que a Masta K nao seja vista como incentivadores destes movimentos de manifestantes, deu a volta por cima e como estávamos no Elinga deu-nos teatro.

Também perguntamos se ele não cria estas situações "manamadoistas" para fazer marketing de si mesmo e aumentar o crédito diante dos fãs o que afirmou-nos apenas que tira proveito a seu favor de todas as situações do seu dia-a-dia.

A nossa conversa foi bem demorada, numa altura em que notamos que fugiu-se do hip hop para a política, perguntamos: MC K tu és político? ao que respondeu-nos: todo cidadão exerce política, nisso cortamos o seu argumento com uma pergunta bastante clara, responda com sim ou não, és político? sim! respondeu-nos.

Em jeito de conclusão, toda está situação aconteceu sim, apesar de não termos conseguido contactar o delegado provincial da cultura, para confirmar os factos, mas a verdade nua e crua é que o artigo 22º da Lei de 31 de Maio nada tem a ver com a não realização do show da MASTA K, mas sim para evitar situações que saem do seu controle e aproveitar tirar proveito a favor da divulgação da venda do seu álbum, usando como alicerce as burocracias da Lei, permitindo assim o nascimento de um espírito de contestação actos que resultariam em publicidade gratuita em blog e nas ruas.

Quando pensávamos que estávamos vacinados contra os truques do MC K, cá estamos outra vez a divulgar uma *Polemarketing do MC K.

*Polemarketing (Polemica+Marketing)

Texto escrito por: Pappy Love

Fonte: www.dinocross.blogspot.com

sábado, 3 de dezembro de 2011

A Esséncia Do Hip Hop Angolano - Parte 1

Parte-1

Angola um dos países da africa austral com uma cultura rica e vasta dos povos Bantu-Ambundu,Umbundu,Nganguela,Tchokwe,Kikongo,Fiote etc, do norte ao sul de Angola. O Hip Hop emergiu como uma arte teologicamente espiritual e antropologicamente milénaria na estrutura das suas raizés indígenas.Ninguém é responsável por essa cultura mística que pertence a todos que a Preserva. Muito antes da sua definição existencial no mundo atribuido pelo grande mestre Afrikka Bambatta nos Estados Unidos em Nova York.

O Hip Hop obviamente já era o manifesto contra a o pressão colonial pobreza a violencia nos guetos e o regime do apartheid que derramou o sangue do Homen preto na africa e no mundo. Em Angola o Hip Hop falou nas vozés do Rei Ekwikwi,Mandume,Diolinda Rodrigues, Comandante Jika, Mwata Ya Nvu ,Hoje ya Henda,Nginga Mbande, Mutu Ya Kevela. & mesmo durante o periodo de trafico dos escravos de Angola para o Brasil e outros pontos do planeta.O Hip Hop tinha sua carismática Expressão de Revolta na poésia dos Griotes que hoje é o
( Emcing)nas Artes Plasticas que hoje é o( Grafite) na Capoeira do pescador da Ilha de Luanda que hoje é o (Break Dance) e o Gira Disco das farras do Cazenga Bairro Operário, Rangel, Sambizanga e Kilamba Kiaxi que é hoje o ( Dj) artistas pioneiros tais como Davide zé,Urbano de Castro,Teta lando, Artur Nunés, Adolfo Coelho,Os Kiezos, Ngola Ritímo, tetalando, Rui Mingas etc.

Estes na realidade são o ingrediente do Rap feito com o espirito de Angola através do seu legado inerente a nova geração. Luanda é a cidade onde nos finais de 89-90 o Hip Hop começou com jovens provenientes de diversas artérias da capital faziam a Arte em forma de Emcing formando Passes, Family ou Squads e reuniam-se em famosos Meetings(encontros) e trocavam ideias sobre a cultura emprestavase músicas em cassetes e fazia-se o tradicional Freestyle Cypher e foi entao assim que Sociólogos e a sociedade percebeu que isto é cultura urbana.estavamos no ambito de uma Guerra civil, e a juventude como a força activa criou nas ruas a sua arte de rimar ou seja Consciéncia e liberdade de Expressão, uma luta de jogos de palavras incomensuravél o Hip Hop Angolano nasceu nas ruas de Luanda sem media, sem editctoras , sem revistas,sem jornais ,internet ,estudios de gravação e Promotores de espéctaculo.Isto na decada 90.

Mas já havia CT1 o estudio da radio nacional a Orion e o Ecos da Paz mais que estes sitios não abriam portas para os primeiros rappers como
Consciéncia da Africa, Mutu moxy, Pobres Sem Culpa,Filhos Da Ala Este,Africa Preta, Desajeitdos Social,Nelboy Dastha Burda,Souls Bastard,Soldados de Rua, Atitude Violenta, Boom Bamp Squad,Gc Unity, Soldados Sem Armas, Buda Beca Lekalo, Acção Positiva ,NB, Jeff ( SSP) , Consciéncia Activa,Raparigas Com Attitude Certa, Manu Bantu,Psico Suburbana Acima do Inferno, Dread Joseh,Negros Democrata, Raf Ndombe, Prince Wadada,Father Mack, Simiminimoyo e Makandumba, Finda Moyo,DK Posse,Young Brothers ,Prince wadada Anonymous family e muitos outros pioneiros que derão vida ao Hip Hop feito hoje.

Em 93-94 Mr Paul mestre e grande impulsionador da cultura Hip Hop em Angola também conhecido como kota Paulo foi um dos primeiros a formar um estudio de gravação basicamente so para o hip hop.Começou no cazenga na sua casa e depois moveu para Terra Nova onde também passou a ser ponto de encontros para os Emcees e a maior parte dos grupos e solo emcees acima referenciados passarão no studio futuro do
Mr Paul que também trabalhava com Nel B.Nesta época as captaçoes eram feitas direitas de um deck as cassette TDK 90 as músicas dos artistas eram esplhados por via de regravaçoes e assim se ouviu o rap de esséncia.Nel Boy Dastha Burda foi o primeiro emcee 95 a criar um programa Rádiofonico na radio Luanda chamado Rap cidade e o Miguel Neto o Top Rc na Lac onde passou os talentos que o estudio futuro foi descobrindo na arena da cultura Hip Hop que ja existia mais nao como movimento bem integrado.

Depois apareceu o Dj Axel Jocker com outro show na Rádio Nacional de Angola.Um dos primeiros shows de Hip Hop puro das rua foi organizado em 95 pelo Mr Paul no largo do Soweto ai junto ao Cine Atlantico que juntou todos os rappers reais da cidade de Luanda,a cena foi tradicional e consciente com Soldados de Rua, Unidade Civil,Mutu Moxy,Soldados Sem Armas, Africa Preta,Consciéncia Activa, Afro edy,Nganga Wambote, e Profeta Rancor tcc Revolúcionario tcc Keyta Mayanda e Jamaika Poston.

Finais de 95-96 cria se o movimento da afro renascencia também conhecido como Núcleo Rap em Luanda que integrava os elemmentos fundamentais da cultura Hip Hop angolano. A ideia da fundação foi dos rappers Tétémbwa , Xito Kumulukumba,Mutu moxy, Dread Joseph, Keita Mayanda,Adamu,Tala, Kijandala e Ndoko, Black Buda,Dady Boss,Simiminimoyo e Jika Wima Nayoby e Nel B que cuja o quintal da sua casa na vila-alice passava os meetings todos os domingos.Depois em 96 surgiu o programa clássico
Era do Hip Hop da Anonymous family com 30 minutos de antena na radio Lac que era apresentado por Luaty e Nkruma passava músias americanas e nacionais fazia-se freestyles e falava- se sobre o verdadeiro Hip Hop. Todas as terças feiras na 95.5 fm Lac.Organizavam eventos de Hip Hop na zona verde e cine Mira Mar.Em 98 onde estreiou-se o Mc k,Esquadrao 8 e muitos outros valores que derao a eugenia da nova cara do Hip Hop nacional e hoje temos hip hop!

Texto narrado por: Mutu Moxy a.k.a Intelektu

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Negro em Foco - Fabiana Claudino "Nossa Musa do Pan!"

 "Posar para a Playboy? Eu? Não, não!", responde bem- humorada a capitã da seleção brasileira de voleibol feminino, Fabiana Marcelino Claudino, rindo, meio acanhada, meio divertida, com a pergunta quase inevitável. Afinal, ao se conhecer pessoalmente a jovem atleta, não dá para conter a curiosidade. Fabiana é, de fato, linda e exuberante nos seus 26 anos e 1,93 de altura.

Portanto, fica difícil não se pensar nas outras chances que certamente ela teria fora das quadras do esporte que a tornou mundialmente conhecida. "Sou uma menina muito religiosa, católica. Não me sentiria bem, não é a minha cara", continua a falar, ainda risonha, a moça que nasceu e cresceu na cidade de Santa Luzia, em Minas Gerais


Fabiana Claudino exibe, entre os títulos conquistados, o de campeã olímpica nos Jogos de Pequim, em 2008, e comanda a seleção considerada uma das mais fortes do planeta. E, se posar nua não é a dela, quando o assunto é sua própria beleza, Fabiana admite outras possibilidades. "Mas é claro que aceitaria trabalhar como manequim, como modelo. Na verdade, adoraria. E acho que dá pra conciliar as coisas", assume, num tom de voz sugestivo, jeito brejeiro, e que parecem deixar no ar a mensagem: "estou aguardando propostas". Enquanto uma carreira paralela ao vôlei não deslancha, a atleta acumula sucesso e muito trabalho nas quadras.. Este mês, Fabiana é um dos destaques da seleção feminina de volei que disputa os jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México. Agora, conheça mais sobre a nossa "Musa do Pan". Uma jovem mulher negra, forte, determinada, exuberante, consciente e talentosa. Ah, sim, e com grandes chances de virar top model.

"O ESPORTE É O CAMINHO DOS SONHOS, DO QUAL VOCÊ NÃO PODE NUNCA DESISTIR. TEM QUE SEGUIR LUTANDO, GANHANDO OU PERDENDO"

Uma liderança
Econômica nas palavras, mas expansiva em simpatia, Fabiana conversa com a repórter da RAÇA BRASIL enquanto coloca as últimas peças na mala antes de seguir para o aeroporto. A jogadora está hospedada na casa dos pais, em Belo Horizonte, curando-se de um forte resfriado. O voo que sairá de Confins tem como destino o Rio de Janeiro. Depois de aterrissar na cidade em que mora há anos, Fabiana seguirá para Saquarema, na região dos Lagos. Lá, no centro de treinamento da seleção brasileira, a atleta se juntará às demais jogadoras. Foram, aliás, estas mesmas "meninas" que decidiram, por voto secreto, que Fabiana deveria capitanear, na quadra, a equipe. "Eu sabia que gostavam de mim, mas confesso que fiquei surpresa com esta votação", admite, com humildade, a "meio de rede", posição que a jogadora ocupa no time, cujas funções são, simultaneamente, o ataque e o bloqueio. "Tinha ideia da confiança que depositavam em mim, mas mesmo assim não achava que seria escolhida para liderar a equipe", reafirma a atleta. Para os não familiarizados com o mundo dos esportes, vale explicar que, escolher o líder de um time é o tipo de decisão que cabe, de modo geral, aos técnicos. Em 2010, entretanto, José Roberto Guimarães, atual dirigente da seleção de vôlei feminino, resolveu mudar as regras do jogo. Com isto, Fabiana ganhou a tarja de comando que usa presa num dos braços durante os jogos. Perguntada sobre quais de suas qualidades ela acha que contaram para ser eleita a líder da seleção brasileira, Fabiana exibe humildade: "Acho que foi a alegria, o meu jeito: gosto de brincar, de me divertir. Eu brinco muito com todas as meninas dentro da quadra. Se eu puder dar este conforto, esta alegria, fico feliz. Quem deve ficar estressado é o técnico, não as jogadoras", brinca, dando um belo exemplo daquilo que, no mundo do trabalho, é considerada uma qualidade das mais elogiáveis: a "inteligência emocional". Capacidade de controlar as emoções e usá-las na dose certa em momentos de tensão, de decisões importantes. As meninas do vôlei brasileiro pensaram nisto na hora de escolher a amiga "Fabizona" - apelido da atleta - como capitã.
"EU, JÁ NA 8ª SÉRIE, NÃO CONSEGUIA FREQUENTAR A ESCOLA TODOS OS DIAS. TAMBÉM NÃO CONSEGUI CONCLUIR NEM O SUPLETIVO. MAS ESTUDAR É UMA COISA QUE EU GOSTARIA DE CONTINUAR"

Fabiana, com 5 anos
Talento precoce
É bem verdade também que a experiência conta muito na escolha de um líder. E Fabiana Claudino vem acumulando disputas de finais de campeonatos importantes há oito anos, tempo em que integra o seleto quadro de jogadoras da equipe maior do vôlei nacional feminino. Foi em 2002 que a central ingressou na seleção brasileira, com seus tenros 18 anos. A carreira de desportista havia começado cinco anos antes, em 1998, quando a filha de Seu Vidal e Dona Maria do Carmo conseguiu, com apenas treze anos de idade, uma vaga na equipe de voleibol do Clube MVR, em Minas Gerais. "Foi dali que comecei a jogar vôlei. E nem fiz teste, já que, por causa da altura, eles se interessaram logo por mim. Só pediram para eu levar a (carteira de) identidade", lembra Fabiana, que, aos 15 anos, mesmo ainda pertencendo à equipe infantil do MVR, "já entrava em quadra para treinar com as atletas adultas."
Também no caso de Fabiana, como no de todos os grandes atletas, o sucesso nas quadras cobraria um preço alto. Entre saques, cortadas, manchetes, bloqueios e levantamentos, a pré-adolescente - que ganharia, em 2009, o título de "Melhor Levantadora do Grand Prix - costumava cumprir uma árdua rotina de treinamentos diários. "Eu, já na 8ª série, não conseguia frequentar a escola todos os dias. Também não consegui concluir nem o supletivo. Mas estudar é uma coisa que eu gostaria de continuar." E que curso gostaria de fazer a capitã brasileira? "Psicologia infantil", diz Fabiana, sem titubear.




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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

@Kanhaga Participa no EP da Banda Melody (Video)

O rapper angolano Narrador Kanhanga gravou um rap para ser inserido na música Hey Ho, que estará no EP que a banda Melody está criando em parceria com o Empurrão Nova Schin 2011 e a Atlântida. Veja o vídeo gravado no Estúdio Submarino Amarelo, do Duca Leidecker, abaixo.

O músico africano mora em Porto Alegre (veja fotos dele pela cidade no Facebook). Em 2005, ele ganhou uma Bolsa de Estudo no Sul do Brasil para cursar Administração de Negócios Internacionais. Ao compor o Rap do Mazembe, saudando a vitória do time da República Democrática do Congo sobre o Inter no Mundial de Clubes da Fifa, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em 2010, seu vídeo no Youtube teve mais de 650 mil acessos em menos de uma semana

Veja o Video e a Materia Completa no Noticiario Periferico




http://2.bp.blogspot.com/-Gu6e4pEUdVM/TmeCriM6ixI/AAAAAAAAGaw/ZD2naxBZfwc/s1600/Cover.jpg
Desenho por Arménio Miranda || Lettering by Gisele Machado

De tempos em tempos brotam do underground novos newcomers que são peças fundamentais numa nova geração de MC's que têm de manter o legado deixado pelos veteranos. Has-Lo conseguiu uma posição de destaque, com a sua brilhante estreia.

Este nativo de Filadélfia, é dono de um flow profundo e relaxado e as suas rimas são calculadas e precisas. Possui uma capacidade especial de contar histórias, criando um ambiente envolvente que leva o ouvinte a ficar preso na forma como ele vê e sente as coisas.

Remexendo nos seus arquivos empoeirados, Has-Lo encontrou algumas preciosidades, que encontraram um lugar muito especial em ''Illegally Yours''. São pequenos momentos importantes que podemos encontrar no seu interior... Sounds really, really good...

DOWNLOAD AQUI



sábado, 6 de agosto de 2011

Negro em Foco - Meu nome é África (Nomes Africanos) por @Revistaraca

Como jovens com nomes de origem africana driblam situações de deboche e preconceito e, ainda assim, se mantêm orgulhosos
 

Tenka Dara e suas filhas Mimbi e Iaomim: tradição familiar mantida


No início, Ayo Shani sofria muito com as piadas e apelidos, agora, "Tenho orgulho do meu nome"

Carlos, Luiz, José, Francisco, Ricardo e Silvia. A primeira chamada do ano letivo, no qual muitos alunos fazem a primeira ligação do nome à pessoa, é um ato corriqueiro na trajetória dos estudantes brasileiros. É momento de trocar os primeiros olhares com os colegas e começar a formar laços de amizade. No entanto, quando a professora, de forma insegura, clama por Tenka Dara, a sala se envolve em um clima de estranheza, geralmente seguido por deboches, cochichos e piadas. Essas foram cenas comuns nos primeiros dia de aula de Tenka Dara Pinho, de 32 anos. "Na escola não foi fácil carregar a escolha dos meus pais, um nome tão diferente. Ganhei vários apelidos como 'penca' e 'vem cá', enquanto outros alunos faziam trocadilhos como tem caderno, tem caneta, tem cadeira", relembra a paulistana, radicada no Rio de Janeiro. Uma das filhas do músico e ativista Antonio Carlos "TC" Santos Silva - que batizou seus herdeiros com nomes de origem africana e inglesa, Tenka aprendeu, ainda pequena, a lidar com as brincadeiras e as atitudes desrespeitosas de colegas de classe. "Aprendi a não dar ouvidos às brincadeiras. Essa é a melhor maneira de anular o efeito delas. Quando o desprezo não funcionava, partia para argumentação e levantava discussões sobre a diferença. Uma coisa boa foi aprender ainda pequena a me defender com argumentos."

MEU NOME, MINHA IDENTIDADE
Raiva! Essa foi a palavra encontrada por Chindalena para resumir seu sentimento, quando, no primeiro dia de aula em sua nova escola, um colega de classe, por quem ela havia simpatizado, riu de seu nome. "Eu senti muito por simpatizar com um menino interessante, mas tão babaca". Segundo Andreza Gava, psicóloga comportamental-cognitiva, esse tipo de comportamento debochante é considerado bullying e pode trazer transtornos que prejudicam a criança, dentro e fora da sala de aula. "Na escola, as crianças buscam ser aceitas pelos colegas e, justamente neste ambiente, se deparam com os maiores desafios. Existem crianças que, para atrair a atenção dos demais, fazem uso de imagem negativa de alguns alunos. Nomes diferentes daqueles considerados padrão no ambiente escolar podem contribuir para o bullying." Ainda de acordo com a especialista em estresse, os pais que escolhem nomes diferenciados têm um papel de extrema importância na formação do caráter das crianças, já que são vistos como exemplo pelos seus filhos. "Pais que demonstram orgulho pela sua origem e raça, por si só, já são modelos de como os mesmos devem se defender do mundo, se portar perante as diferenças. É importante que os filhos saibam a origem e o significado do nome, pois isso os ajuda a ter 'argumentos' diante de piadas", adverte Andreza.

 Kimba, de 11 anos, nova geração e velhas brincadeiras

A educadora Chindalena Ferreira Barbosa, moradora de São Paulo, é outra brasileira que tem em seu registro um nome tipicamente africano e que lhe rendeu momentos marcantes no colégio. Ao ser transferida para uma nova escola, Chindalena recebeu um conselho de sua mestra. "Mudei de escola na 5ª série. A professora estranhou meu nome e sugeriu me chamar de Lena que, diante da vergonha do primeiro dia numa turma diferente, aceitei. Mas, como nunca havia sido chamada assim, acabava não atendendo a professora", relata. "Ainda hoje, em qualquer lugar onde me apresento, as pessoas estranham, mas já estou tão acostumada e tiro essa situação de letra", afirma Chindalena, que atua na coordenação de projetos da Associação Frida Kahlo. Tenka Dara e Chindalena - nascidas respectivamente em 1979 e 1981 - são de um tempo em que o conservadorismo de alguns cartórios impedia que pais registrassem seus filhos com nomes diferenciados. Embora hoje estejamos em pleno século 21, nomes de origem africana ainda causam estranhamento.

Kimba Xavier, de 11 anos e irmão mais novo de Tenka, também teve que aprender a lidar com as brincadeiras e provocações logo cedo. "Kimba foi o nome que meu pai deu. No começo, eu ficava bravo quando os meninos da escola me chamavam de Simba, do Rei Leão", diz o caçula da família. No caso do menino morador de Campinas, São Paulo, não é raro as pessoas questionarem se Kimba é seu apelido ou nome. E, embora remeta ao continente africano, é de origem inglesa. Aos oito anos, quando descobriu que uma atleta de Trinidad e Tobago tinha o mesmo nome, Kimba disse que queria trocar o seu. "Expliquei para ele e dei vários exemplos de nomes unissex", brinca sua mãe, Denise Xavier.



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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Negro em Foco - @ThaideOficial é capa da @revistaraca

O meu nome é Thaíde !



Perto de completar 44 anos, Altair Gonçalves, mais conhecido como Thaíde, continua sendo uma referência do hip hop brasileiro. Da infância difícil e muito pobre na zona sul de São Paulo, ele conquistou respeito e admiração por onde passou, ganhou espaço na televisão brasileira e hoje faz sucesso também como repórter do programa A Liga, exibido na Band, no qual o seu lado jornalista vira e mexe esbarra com a realidade vivida por ele no passado. Thaíde também já exercitou o seu lado ator em três filmes para o cinema, mas deixa claro que é no hip hop que se realiza por completo. "Eu estou jornalista, e atuo, mas eu sou mesmo é um MC", avisa. Nesta entrevista, Thaíde fala de preconceito, da carreira artística, das boas lembranças dos tempos de São Bento, do Black na Cena Music Festival (evento de música negra que será realizado em São Paulo em julho), e de como o movimento hip hop mudou sua própria vida e de milhares de pessoas



O rapper chega ao Beco da Vila Madalena, no famoso bairro paulistano. Local de grandes graffitis e palco da entrevista para RAÇA BRASIL
Como foi a infância do menino Altair?
Nasci na Cidade Ademar, na Vila Constância, em São Paulo. E é o seguinte: a gente tinha uma vida muito difícil, mas isso é uma coisa natural para quem vive na favela, infelizmente, principalmente naquela época, que não tinha tanta oportunidade. As pessoas tinham que fazer suas oportunidades. Hoje, você tem trabalhos e profissões alternativas, tem como buscar, é bem diferente daquela época. Eu ia nas casas das pessoas para conseguir o que a gente chamava de "auxílio", por isso que sempre digo que a zona sul de São Paulo é uma região que eu conheço muito bem. Eu passei a infância procurando esse "auxílio".
Como assim, auxílio?
Bom, o "auxílio", era esmola mesmo. A minha mãe, que já morreu, sempre fez isso. Ela veio de um lugar chamado Serra Negra e, quando chegou em São Paulo, teve que se virar e a maneira dela para sobreviver foi essa, sair na rua pedindo esmola. Ela era analfabeta, mas boa em matemática.
O que o break significou pra você?
Eu dançava soul e para o break foi rápido. Tinha o suingue, a ginga, o gosto pela cultura negra. Quando vi o break, me liguei que era a evolução da dança do gueto.
"EU NÃO SOU JORNALISTA, ATUO EM ALGUMAS COISAS, MAS NÃO SOU ATOR. EU SOU MC DE RUA E SE DEIXAR DE SER ISSO, REPITO, NÃO EXISTIREI MAIS"
E quando você percebeu que o hip hop poderia ser o seu estilo de vida?
Naquela época não tinha o hip hop no Brasil. Os Djs eram de baile e estar numa época que não tinha nada disso foi muito dificil. Não se tinha uma perspectiva. O índice de repetência ou ausência nas escolas públicas era asustador e o hip hop até conseguiu diminuir isso. Em 1985 foi que percebi que não precisava mais levantar às quatro da manhã e andar de três a quatro quilometros para chegar no trampo. Poderia começar a viver do hip hop.
Você tem uma carreira consolidada na TV. Trabalhou na MTV, Globo, TV Cultura e agora, na Band. Qual a sua opinião sobre a representatividade do negro na televisão brasileira atualmente?
Ah, é muito bom quando vemos um negro na TV, é bem diferente do que a gente estava acostumado a ver. A necessidade de aparecer bem é tão grande que falta o espaço para a gente aparecer do jeito que tem de ser, então, acho que consigo fazer muito mais que isso. Só aparecer já não é o suficiente, devíamos ter o nosso espaço, o nosso programa de TV, o nosso programa de rádio e não fazer como se fosse um combate. O nosso direito é um direito de cidadania. Só que tem de trabalhar para isso e se preparar mais. E, nessa, eu me incluo.
No programa A Liga, da Band, você já subiu em prédios e dormiu na prisão. Quais foram os momentos mais difíceis?
O momento mais difícil eu achei que fosse o da exumação. Depois, o da cracolândia. O programa na cadeia não foi difícil, difícil foi sair de lá. O câmera queria que eu voltasse para o presídio para fazer mais uma cena de despedida. Eu me recusei porque, quando saí da cela, vi um monte de rostos olhando para mim tipo, "eu quero sair, me leva junto".


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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Negro em Foco - Conheçam a DJ,Modelo e Atriz @Pathydejesus




Eu Sou Fã Desta Mulher antes de saber da Ligação dela com o rap antes de saber que ela discoteva ja gostava do trabalho dela, eu so fiquei sabendo da ligaçao dela com o rap ,foi com um fato triste a morte do grande Dj Primo que na epoca era do DJ Ofcial do Programa Manos e Minas.
Depois que soube desta ligaçao forte dela com o rap .. minha simpatia e admiraçao por ela aumentou. portanto o Hoje o quandro "Negro em Foco" é com Ela.
Por Anderson "Hebreu"

Patrícia Dejesus (São Paulo, 28 de janeiro de 1982) é uma modelo e atriz brasileira.


Biografia
 Vida pessoal


Patrícia Dejesus nasceu na cidade de São Paulo. Além de atuar, suas maiores paixões são futebol, música e culinária. Tanto que, em seus momentos de folga, Patrícia pode ser vista facilmente em algum estádio de futebol torcendo pro seu time de coração Santos Futebol Clube, comandando pick-ups ou elaborando alguns de seus pratos preferidos.

É viúva de DJ Primo, falecido em 2008

Carreira


Descoberta em 1994, tornou-se modelo de grande sucesso nacional e internacional, sendo uma das primeiras negras brasileiras a consolidar-se nesse mercado tão competitivo. Sua beleza e sua personalidade forte agradaram e logo Patrícia levou seu talento para longe: Milão, Paris, Nova Iorque, Miami, Cidade do Cabo, Santiago e Buenos Aires. Estrelou grandes campanhas publicitárias de produtos como Vasenol, Seda Keraforce, Sundown, Mc Donalds, Claro, Garnier, cerveja Sol. Atualmente na campanha da Dryzun[2] e é o rosto da linha de transformação e tratamento capilar Relaxima, da marca de produtos profissionais Matrix - parte do grupo L'Oréal.[3] Desfilou para as grifes mais importantes no SPFW e Fashion Rio, além de participar de editoriais de moda de revistas como Elle, Vogue, Marie Claire, Nova, Raça, Corpo a Corpo. Em 2004, foi indicada como uma das dez modelos mais sexies do Brasil, segundo a revista GQ South África.


Começou a estudar interpretação em 2005. Como atriz, fez participações especiais na novela Belíssima, da Rede Globo. Participou da trilogia de Caminhos do Coração, da Rede Record, onde interpretou a personagem mutante Perpétua. atualmente assinou contrato com o SBT, onde viveu Alabá, personagem do remake da telenovela Uma Rosa Com Amor, em 2010, e atualmente atua na telenovela Amor e Revolução, com a personagem Nina Madeira.


 Trabalhos na TV


2011 - Amor e Revolução ... Nina Madeira

2010 - Uma Rosa Com Amor ... Alabá

2009 - Promessas de Amor ... Perpétua Salvador

2008 - Os Mutantes ... Perpétua Salvador


2007 - Caminhos do Coração ... Perpétua Salvador

2005 - Belíssima ... Celine


 Mixtape

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terça-feira, 17 de maio de 2011

MATERIA - Afrobeat, um caldeirão de ritmos

Quando música e política se unem, fatalmente um de seus destinos é a inovação. O reggae jamaicano, o punk inglês e o hip-hop americano são alguns exemplos encontrados no século passado. A África, mais precisamente a Nigéria, também é cúmplice dessa afirmação. Capitaneado pelo multi-instrumentista Fela Kuti, o Afrobeat combinou protesto e uma mistura de ritmos que até hoje influencia muitos artista

Junção de jazz, funk, highlife - estilo musical que dominou o oeste da África - e ritmos africanos tradicionais, o afrobeat traz ingredientes que foram misturados à medida que o músico nigeriano Fela Kuti (1938 - 1997) cultivava novas experiências musicais. Era a virada dos anos 60 para os 70, e esse "caldeirão de ritmos" chegou a arrancar elogios efusivos do próprio James Brown. Nascido no estado de Ogun, numa família de classe média, Olufela Olusegun Oludotun Ransome-Kuti foi educado com hábitos ocidentais pelo pai, o pastor anglicano Israel Oludotun, que também era diretor de escola. A rebeldia herdou da mãe, Funmilayo, famosa ativista feminista. Aos 20 anos, partiu para Londres p ara estudar medicina, como seus irmãos Beko e Olikoye, porém era a música e suas vertentes rítmicas que faziam, de fato, a sua cabeça. Na capit al inglesa, Fela Cuti se casou com Remi Taylor, com quem teve três filhos, e em 1961 formou a banda Koola Lobitos, que tocava highlife, rock psicodélico e jazz. Diplomado em música, com especialização em saxofone (instrumento de sua preferência), Fela voltou para a Nigéria em 1963, onde gravou alguns discos sem muita repercussão. Na verdade, o inquieto jovem queria algo diferente, novo, um caminho musical autêntico. E foi em Acra, capital de Gana, que tudo começou a fazer sentido para ele, durante um show de Gerald Pino, músico nascido em Serra Leoa, radicado na Nigéria, que o deixou de queixo caído. Pino já destilava as influências do soul e do funk norteamericanos. Era aquilo!
Nos Estados Unidos, em 1969, Fela Kuti fez alguns shows com o Koola Lobitos, mergulhou no funk, nas músicas de James Brown, e passou a ter contato com o Movimento Black Power. Pronto! As ideias dos Panteras Negras começam a influenciar fortemente as letras de suas canções. Com a consciência política, a crítica aos governos (ver Fela, presidente!), a reivindicação se unindo à mistura de ritmos, a alquimia aconteceu. Uma cobinação pra lá de explosiva! Sem visto de trabalho, porém, ele e a banda foram obrigados a deixar o solo americano, não sem antes realizar uma sessão de gravação em Los Angeles que, mais tarde se tornaria o álbum The '69 Los Angeles Sessions. Outra vez na Nigéria, Fela rebatizou a banda de Nigéria'70 e, depois, Afrika'70. Com letras baseadas nas mensagens do líder Malcolm X, começavam a ecoar os primeiros acordes de um capítulo importante da história da música africana e mundial!


UMA REPÚBLICA INDEPENDENTE
No início dos anos 70, porém, Fela Kuti não se destacou no cenário internacional apenas por ter criado esse caldeirão de ritmos chamado afrobeat. Ele também cumpriu importante papel político na Nigéria e em toda a África, protestando contra os regimes autoritários em seu país e no continente. O discurso de contestação o levou, em 1974, a transformar sua casa em uma comuna que denominou de República Kalakuta, independente da ditadura nigeriana, onde vivia com outros músicos e suas 27 esposas, muitas delas, dançarinas e vocalistas de seu grupo. Kalakuta tornou-se uma trincheira de resistência política e cultural, onde as mulheres atuavam ativamente, inclusive, na defesa do local contra os ataques do exército nigeriano.
O grande sucesso, em 1977, da música Zombie, denunciando os desmandos e ridicularizando o exército, despertou a fúria incontrolável do, então, presidente Olusegun Obasanjo. Entre as incontáveis invasões das forças armadas à comuna, espancamentos, prisões e outros atos de violência, um episódio marcou profundamente a vida do artista, quando cerca de mil militares atacaram o local, destruíram instrumentos e gravações raras, incendiaram a casa e o estúdio. Sua mãe, já idosa, foi arremessada pela janela da casa e morreu. Como reação, Fela enviou o caixão da mãe ao quartel-general, em Lagos, com as gravações das canções Coffin for Head of State (Caixão de Chefe de Estado) e Unknown Soldier (Soldado Desconhecido), uma ironia à declaração oficial de que a violenta agressão partiu de um soldado não identificado.



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quarta-feira, 30 de março de 2011

Negro Drama é tema de análise da Revista Língua Portuguesa


O texto é de "Edgard Murano".

Não é de hoje que Hip Hop se transformou em objeto de estudo para teses de graduações, especializações, mestrados e até doutorados. O tema Hip Hop passou a ser visto além das linhas que antes delimitavam e marginalizam esta cultura tão popular.
As variadas vertentes dos quatro principais elementos do Hip Hop deram a possibilidade de especialistas descobrirem algo que os pertencentes à cultura já conheciam de longa data, como por exemplo, o poder transformador no Hip Hop, a rica linguagem expressada nas letras e melodias do Rap, os passos criados e perpetuados pelos B. Boys, a importância e os ótimos resultados da incorporação do Hip Hop nas salas de aula.
Neste mês o Rap foi o objeto de estudo da Revista Língua portuguesa, na coluna Obra aberta a música Negro Drama do grupo Racionais Mc’s ganhou a percepção e observação de Edgar Murano que destrinchou cada estrofe para entender a ideia que o Racionais Mc’s tentou passar na canção
Crime Futebol e Música
Em Negro Drama, o gênero rap ganha contornos épicos
É com a tríade “crime, futebol, música” que o vocalista Mano Brown, do Racionais MC’s, inicia Negro Drama, tratado na forma de rap sobre a condição social do negro. Na quinta faixa do disco “Nada Como Um Dia Após o Outro”, vencedor do Prêmio Hutúz de melhor álbum em 2002, Edy Rock e Brown se revezam nos vocais para narrar o estigma e os caminhos perigosos que aos negros são dados trilhar.
Versos como “Negro drama, entre o sucesso e a lama / dinheiro, problemas, inveja, luxo, fama…” resumem os extremos da existência dessa população, cuja falta de perspectivas reduz suas chances ao crime, ao esporte ou à música – o fatídico tripé no qual se apoia a composição.
Na primeira metade, Edy canta os traços característicos desse “complexo”: “o trauma que eu carrego pra não ser mais um preto fodido / o drama da cadeia e favela / túmulo, sirene, choros e velas”. A regularidade do ritmo e das rimas dessa parte servirá para aprofundar o contraste com a métrica complexa, os versos longos e as imagens grandiosas de Mano Brown na segunda parte (objeto de análise neste artigo), marcada pelo tom de testemunho.
Com recursos cinemato­gráficos e literários, embalados pelo “cantofalado” do rap, a dicção de Brown se faz sentir em expressões lapidares e num potencial dramático que não se contenta em só descrever ou aludir. “Eu não li, eu não assisti, eu vivo o negro drama, eu sou o negro drama”.
Crime, futebol, música… Caraio,
Eu também não consegui fugi disso aí.
Eu so mais um. Forrest Gump é mato.
Eu prefiro contar uma história real,
Vou contar a minha…
O trecho é apresentado sob a entonação da fala comum, sem a modulação peculiar do rap. Daí em diante o relato vai adquirindo um tom mais inflamado, mais cantado, numa crescente retórica cada vez mais agressiva e contundente. Brown se vale da alusão ao filme Forrest Gump: O Contador de Histórias para ironizar a ficção, à qual seu relato se opõe.
Daria um filme!
Uma negra e uma criança nos braços,
Solitária na floresta
De concreto e aço.
Veja, olhe outra vez,
O rosto na multidão,
A expressão “Daria um filme!” delimita o início da ação, funcionando como uma claque de cinema. Em seguida o rapper descreve uma cena que, a julgar pelo caráter autobiográfico da letra, corresponde à sua chegada a São Paulo nos braços da mãe. A cidade ganha contornos dantescos, feéricos, como se ambos estivessem perdidos numa selva escura (“solitária na floresta de concreto e aço”).
A multidão é um monstro,
Sem rosto e coração.
Hey, São Paulo,
Terra de arranha-céu,
A garoa rasga a carne,
É a torre de Babel,
Famíla brasileira,
Dois contra o mundo,
Mãe solteira
De um promissor
Vagabundo.
O mito de Babel é uma metáfora da falta de comunicação entre os habitantes da metrópole. A sensação da garoa no rosto torna o retrato mais pungente, aumentando o sentimento de desamparo.
Luz, câmera e ação,
Gravando a cena vai,
Um bastardo,
Mais um filho pardo,
Sem pai.
uma vez a remissão à linguagem do cinema reitera a semelhança do relato a uma obra cinematográfica, ao drama de “mais um filho pardo sem pai”, uma história como a de muitos outros.
Ei, senhor de engenho,
Eu sei bem quem você é,
Com “senhor de engenho” (personificação da elite branca), Brown assinala o abismo entre as classes. Ao mesmo tempo, considera-se um ser anacrônico, aquém das novidades tecnológicas. Para isso, vale-se da metáfora do leão, selvagem e indomável, grande demais para o quintal da elite.
Análise completa no site da revista
Fonte: Revista Lingua Portuguesa

sábado, 19 de fevereiro de 2011

#RapBR - Os beats e espiritualidade de MC Ralph



Em janeiro, numa parceria com o portal Central Hip-Hop/BF e o Rapevolusom, Ralph MC liberou a versão acapella da música "Dona Janaína (remix)" para os beatmakers do país criarem seus remixes. A faixa abrirá o CD Os Afro-raps, novo projeto do MC. No dia 2 de fevereiro, Ralph divulgou o resultado: o remix do DJ Dedé 3D foi o vencedor. Hoje, o CHH disponibiliza a faixa para download. Abaixo, o MC fala sobre o concurso e seu novo CD. 


Confira a Entrevista e o Trampo do MC RALPH no CENTRAL HIP HOP

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Hebreu Suburbano - Negro Na Televisão - Nao TVejo



Shalom Mano e Minas Irmao e Irmãs.Hoje Irei Tocar num Assunto que Incomoda a muitos Negros.A Presença do Negro na TV. Sera que Estamos Contente com a Quantidade de Negros na TV?Sera que os Negros que estao La Pelo menos Representa nosso Povo? Vou Responder a Primeira Pelo menos eu Nao Estou Contente com a Quantidade de Negros......

Veja a Materia no Blog Hebreu Suburbano