d[o x]b Prod. 2016


Tudo começou em 27 de Fevereiro de 2011, quando no show do Bob da Rage Sense, Ikonoklasta resolveu ofender os políticos do pais e incentivou a população a aderir as manifestações contra o governo eleito, está actitude deu origem a uma onda de praticas contra a estabilidade da actual governação, neste mesmo período o jovem Carbono do grupo CCC que até a altura nunca teve participação na vida política do pais, reencarnou o espírito rebelde do Ikonoklasta e resolvou de igual modo incentivar os rappers a participarem nestas praticas de protesto que na maior parte delas terminavam em desarmonia e actos vândalos.
MC K que tinha agendado para 4 de dezembro no Elinga Teatro a realização do show de apresentação do álbum 'proibido ouvir isso', culpou pela não realização do espetáculo ao determinado no Decreto presidencial nº 111/11 de 31 de Maio, no seu capitulo III, artigo 22º onde esclarece as condições para a realização de espetáculos e divertimento públicos, uma Lei que ao seu ver fora aprovada para evitar situações como as do Ikonoklasta e do Carbono, o facto é que MC K chamou para uma conversa todos os jovens que se faziam presentes no Elinga Teatro para explicar os porquês da não realização do espetáculo, na altura Kappa chegou a dizer que a direcção do Elinga fez saber que só poderiam realizar o show se apresentassem um documento com a autorização do ministério da cultura, na conversa com o público (como se pode ver no vídeo) MC K acredita que as exigências do estipulado no artigo 22 exactamente no show da CCC e da Masta K têm a ver com o envolvimento de alguns rappers neste processo de manifestações, até porque esta Lei é de 31 de Maio do corrente ano, sendo verdade ou não, uma outra verdade surge quando entrevistamos Mc K de forma informal.
Perguntamos ao MC K porquê que estás coisas só acontecem como ele, o primeiro facto foi terem proibido a venda do seu álbum na portaria da Rádio Nacional de Angola, porquê que ele acredita que o jovem lavador de carro Cheroke, morreu simplesmente porque estava a ouvir ou a cantar a sua música "Sei lá que wawê" e este recordou-nos que não é a única vitima a prova disso foi o cancelamento do show dos CCC, sobre o jovem Cheroke MC K usou do seu principal bilingue ou seja no artigo aqui publicado sobre os truques de Mc K, escapou-nos a sua principal arma, Kappa tem um vasto vocabulário e usa uma linguagem técnica de difícil compreensão, muitas vezes para não sermos tomados por ignorantes, português bem falado soa-nos certo e as aceitamos mesmo não entendendo nada, deu tantas voltas para não falar nada, foi dai que confessou que a Masta K está registada como empresa vocacionada a realizar actos culturais, bem como lançamento de livros e reúne condições para realizar show, e que a medida tomada da não realização do espetáculo surge depois de uma conversa com o Delegado Provincial da Cultura que o advertiu a não realizar. Temendo que comportamentos não cívicos como o do Ikonoklasta aconteçam, e claro para que a Masta K nao seja vista como incentivadores destes movimentos de manifestantes, deu a volta por cima e como estávamos no Elinga deu-nos teatro.
Também perguntamos se ele não cria estas situações "manamadoistas" para fazer marketing de si mesmo e aumentar o crédito diante dos fãs o que afirmou-nos apenas que tira proveito a seu favor de todas as situações do seu dia-a-dia.
A nossa conversa foi bem demorada, numa altura em que notamos que fugiu-se do hip hop para a política, perguntamos: MC K tu és político? ao que respondeu-nos: todo cidadão exerce política, nisso cortamos o seu argumento com uma pergunta bastante clara, responda com sim ou não, és político? sim! respondeu-nos.
Em jeito de conclusão, toda está situação aconteceu sim, apesar de não termos conseguido contactar o delegado provincial da cultura, para confirmar os factos, mas a verdade nua e crua é que o artigo 22º da Lei de 31 de Maio nada tem a ver com a não realização do show da MASTA K, mas sim para evitar situações que saem do seu controle e aproveitar tirar proveito a favor da divulgação da venda do seu álbum, usando como alicerce as burocracias da Lei, permitindo assim o nascimento de um espírito de contestação actos que resultariam em publicidade gratuita em blog e nas ruas.
Quando pensávamos que estávamos vacinados contra os truques do MC K, cá estamos outra vez a divulgar uma *Polemarketing do MC K.
*Polemarketing (Polemica+Marketing)
Texto escrito por: Pappy Love
Fonte: www.dinocross.blogspot.com
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| MEU NOME, MINHA IDENTIDADE Raiva! Essa foi a palavra encontrada por Chindalena para resumir seu sentimento, quando, no primeiro dia de aula em sua nova escola, um colega de classe, por quem ela havia simpatizado, riu de seu nome. "Eu senti muito por simpatizar com um menino interessante, mas tão babaca". Segundo Andreza Gava, psicóloga comportamental-cognitiva, esse tipo de comportamento debochante é considerado bullying e pode trazer transtornos que prejudicam a criança, dentro e fora da sala de aula. "Na escola, as crianças buscam ser aceitas pelos colegas e, justamente neste ambiente, se deparam com os maiores desafios. Existem crianças que, para atrair a atenção dos demais, fazem uso de imagem negativa de alguns alunos. Nomes diferentes daqueles considerados padrão no ambiente escolar podem contribuir para o bullying." Ainda de acordo com a especialista em estresse, os pais que escolhem nomes diferenciados têm um papel de extrema importância na formação do caráter das crianças, já que são vistos como exemplo pelos seus filhos. "Pais que demonstram orgulho pela sua origem e raça, por si só, já são modelos de como os mesmos devem se defender do mundo, se portar perante as diferenças. É importante que os filhos saibam a origem e o significado do nome, pois isso os ajuda a ter 'argumentos' diante de piadas", adverte Andreza. |
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